Revista Rua

2020-03-13T12:14:13+00:00 Radar

Dia Mundial do Sono: será que os portugueses dormem o suficiente?

Para assinalar esta data, partilhamos os dados publicados pela Associação Nuvem Vitória, que apresenta os resultados objetivos de um estudo sobre a sonolência dos portugueses.
U-FIT
U-FIT13 Março, 2020
Dia Mundial do Sono: será que os portugueses dormem o suficiente?
Para assinalar esta data, partilhamos os dados publicados pela Associação Nuvem Vitória, que apresenta os resultados objetivos de um estudo sobre a sonolência dos portugueses.

Na U-FIT, procuramos reforçar várias vezes a importância do descanso na nossa rotina diária, para que consigamos atingir qualquer objetivo. Uma prática de exercício físico regular ou uma dieta equilibrada nunca serão fatores suficientes se não aliarmos hábitos de descanso favoráveis à nossa saúde. Neste sentido, no Dia Mundial do Sono aproveitamos para relembrar a necessidade do descanso.

Para assinalar esta data, partilhamos os dados publicados pela Associação Nuvem Vitória, que apresenta os resultados objetivos de um estudo sobre a sonolência dos portugueses. Segundo esta análise, são os jovens e as mulheres que apresentam níveis de sonolência mais elevados.

Mais de duas mil pessoas responderam ao inquérito, lançado pela Associação Nuvem Vitória na plataforma QueroDormir, que determina o nível de sonolência da população. Neste questionário, as pessoas avaliaram a probabilidade de adormecer em diferentes momentos do dia: sentadas a ler, a ver televisão ou como passageiro de um transporte, por exemplo.
Entre os inquiridos, 14% admite a possibilidade de dormitar se estiverem inativos e 7% se estiverem sentados, 28% a ver TV e 17% se estiverem a ler.
Cerca de 41% admite o mesmo, caso se deite para descansar e 20% como passageiro ao fim de uma hora de viagem.

Desta amostra, em que 62,6% eram mulheres, foi possível perceber que os níveis de sonolência diurna estão no limite do saudável: em média, os participantes revelaram um valor de sonolência diurna de 8.8, numa escala que varia entre 0 e 24. O mesmo estudo mostra ainda que, das pessoas com níveis de sonolência superior a 10 – um estado classificado por sonolência excessiva moderada – 66% são do sexo feminino e 34% do sexo masculino, o que significa que as mulheres reportam mais sonolência diurna do que os homens.

“Nesta análise, percebemos ainda que a elevada sonolência diurna, embora comum às diferentes faixas etárias, aparece com maior frequência em grupos etários mais jovens (55,8%)”, revela a psicóloga do sono e voluntária da Nuvem Vitória, Teresa Rebelo Pinto, acrescentando: “Temos níveis de sonolência muito elevados e há algumas pessoas que dizem que dormem bem, porque adormecem em qualquer sítio. Mas isso não é dormir bem, é sinal de má qualidade do sono ou de uma perturbação do sono. Muitas pessoas só procuram uma consulta de sono depois de terem tido um acidente grave. Há muitos acidentes rodoviários, bastantes deles mortais, causados pela falta de sono, doenças do sono ou pelo uso indevido de medicação para dormir”.

“A Associação Nuvem Vitória, além de trabalhar para melhorar o sono das crianças internadas nas pediatrias nacionais, percebeu que há um trabalho mais extenso a fazer na promoção de uma boa higiene do sono da população. Além de termos criado, há um ano, a plataforma QueroDormir, onde há muita informação sobre a importância do sono e sobre como podemos dormir melhor nas diferentes fases da vida, sabemos que é importante estudar e analisar como se dorme em Portugal”, afirma a presidente da Associação Nuvem Vitória, Fernanda Freitas.

Partilhar Artigo: