Revista Rua

2020-02-10T16:32:35+00:00 Cultura, Música

Digressão única de The Legendary Tigerman a solo passa por Braga esta sexta

©Pedro Medeiros
Redação
Redação10 Fevereiro, 2020
Digressão única de The Legendary Tigerman a solo passa por Braga esta sexta

Na próxima sexta-feirra, 14 de fevereiro, o gnration, em Braga, recebe The Legendary Tigerman que, 20 anos depois da estreia a solo regressa ao palco novamente sozinho, acompanhado apenas da sua guitarra, um kit de bateria e kazoo

Para contar a história de Paulo Furtado, enquanto homem-tigre, não é necessário recuar aos anos 20 do século passado, aos primeiros blues cantados nas margens do Delta do Mississipi ou às histórias de almas roubadas pelo Diabo. Para contar a história do homem-tigre podemos apenas saltar até ao verão de 1999 e ao período final na carreira insana dos Tédio Boys, banda que Furtado partilhava então com Victor Torpedo, Toni Fortuna, Kaló e Pedro Chau. Tudo aconteceu “um pouco por acidente”, diz Paulo Furtado numa entrevista à imprensa brasileira. “No local onde ensaiava (com os Tédio Boys) existia um bombo e um prato de choques, que comecei a usar passado algum tempo, porque era muito chato ensaiar sozinho”. O acaso levaria a que algumas canções funcionassem no formato one-man-band e assim, diz Furtado, “tudo começou”.

A ironia do destino levaria a que o rock’n’roll sentasse quem até então era insubordinado em pé. O nome com o qual se viria a apresentar vem, em parte, de Legendary Stardust Cowboy, one-man-band dos anos 50 e por quem Furtado tece admiração. “Uma coisa bastante descontrolada e louca. Queria começar um projeto que fosse lendário logo à partida, como uma provocação”. A outra parte do nome, Tigerman, vem de uma canção de Rufus Thomas, uma das primeiras músicas blues que ouviu na adolescência.

A estreia em disco acontece em 2002, com Naked Blues, seguindo-se Fuck Christmas, I Got the Blues logo no ano seguinte. Masquerade (2006), Femina (2009) e True (2014) completaria o ciclo enquanto one-man-band, fase que terminara com a chegada de Misfit (2018), disco onde se faz acompanhar pela bateria de Paulo Segadães e do saxofone barítono de João Cabrita, banda que ao vivo contava ainda com o baixo de Filipe Rocha.

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