Revista Rua

2019-08-13T19:08:53+00:00 Cultura, Fotografia

Diogo Lage: “A fotografia é um exercício criativo diário”

Diogo Lage foi o Fotógrafo do Ano no concurso iPhone Photography Awards.
Sea Stripes
Nuno Sampaio
Nuno Sampaio13 Agosto, 2019
Diogo Lage: “A fotografia é um exercício criativo diário”
Diogo Lage foi o Fotógrafo do Ano no concurso iPhone Photography Awards.

Natural de Valpaços, Diogo Lage (@diogolage) é arquiteto de profissão e fotógrafo nos tempos livres, uma opção que lhe valeu já prémios: foi o fotógrafo do ano na 12.ª edição do concurso iPhone Photography Awards (IPPAwards) com a fotografia Sea Stripes, captada na praia de Santa Rita, em Torres Vedras; e viu a fotografia The Proud Peacock, captada no Palácio de Cristal, no Porto, a ser consagrada com o primeiro lugar na categoria Animais.

The Proud Peacock

Qual a sua relação com a fotografia?

A fotografia é um exercício criativo diário e constante, uma companhia que me faz explorar e dar sentido a longas caminhadas, prática usual. Nesse exercício, a observação, concentração e histórias vividas nos lugares, fazem parte dessa relação.

O elemento humano está muito presente nas suas fotos, não apenas como escala ou ponto de referência, mas complemento composicional da fotografia. As pessoas são a importância que quer dar às fotografias?

Há muitas variáveis ao decidir tirar uma foto… Se o tempo está com neblina, o plano de fundo fica com menos ruído. Se o dia está limpo, o plano de fundo ganha uma importância maior… Em ambos os casos, não importa se é pessoa ou animal, o importante é captar uma composição que me agrade, algo por que tenha valido a pena esperar… Caso contrário volto dia após dia, até captar um momento menos vulgar… Durante este processo posso ter a sorte de tirar uma boa foto à porta de casa, sem nunca conseguir um bom momento no plano que tanto estudei e preparei. Essa é a alma e a importância dos meus registos.

A arquitetura é um ponto de partida para uma fotografia mais organizada?

Está a perguntar se o elemento arquitetónico organiza a fotografia?! Assim entendido, organiza ou pode organizar. Organiza tanto como uma montanha, ou uma árvore… É um elemento que pode contextualizar, cuja geometria ou linearidade pode reforçar ou enquadrar o objeto ou a intenção da chapa – isto porque não fotografo arquitetura. Não é ela o objeto do meu olhar. Se pergunta se o meu conhecimento de arquitetura é ponto de partida para compor a fotografia… não sendo fundamental, pode ajudar. Mas sinto que a minha maior influência são alguns planos da história do cinema, gosto de pensar que as minhas composições refletem o gosto e admiração por alguns temas e pintores que admiro, e que a minha estética é discípula de algumas obras de mestres da fotografia.

Depois de ter sido distinguido numa das mais antigas competições de fotografia com recurso a iPhone, o iPhone Photography Awards 2019, com dois prémios, um deles Fotógrafo do Ano, a sua relação com a fotografia vai mudar?

A minha relação com a fotografia muda constantemente.

Pode explicar como conseguiu as duas fotografias vencedoras?

Participei com três fotos, duas com aves e uma com elemento humano… Escolhi as fotos que amigos fotógrafos ficavam surpreendidos por serem tiradas com iPhone. Talvez isso tenha ajudado na minha opção de seleção.

Para onde gostaria de levar o seu iPhone?

Para qualquer sítio… desde que possa lá estar antes de nascer o sol!

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