Revista Rua

2021-10-01T16:45:41+01:00 Atelier, Moda, Radar

Dior: uma coleção feminista inspirada nos anos 60 e 80

Eclética, desportiva e elegante, a nova coleção da Dior para a primavera/verão de 2022 traz propostas marcantes.
©Dior
Redação1 Outubro, 2021
Dior: uma coleção feminista inspirada nos anos 60 e 80
Eclética, desportiva e elegante, a nova coleção da Dior para a primavera/verão de 2022 traz propostas marcantes.

A Dior apresentou a nova coleção de primavera/verão do próximo ano na Paris Fashion Week, no passado dia 28 de setembro. A marca de luxo francesa apresenta-se sob uma nova visão da moda feminista, com uma coleção intensamente desportiva e gráfica, remetendo para a liberação dos anos 60 e as cores vibrantes típicas dos anos 80.

É Maria Grazia Chiuri quem está por detrás das novas criações da Dior. Inspirou-se na Roma da sua juventude, onde artistas e designers se encontravam no lendário Piper Club, um espaço irreverente e festivo, localizado na rua principal de Via Veneto, onde havia acesso a tudo o que era novo e interessante na arte, na cultura e na música.

Esta nova coleção apresenta um evidente toque desportivo, presente nos fatos de boxe em azul elétrico, rosa profundo e verde hortelã, nos calções em seda e nos soutiens atléticos. A coleção também inclui calças largas e casacos, todos acabados com imagens de plantas tropicais e animais selvagens. Para além disto, destacou-se a presença proeminente de padrões de animais sobre grelhas e quadrados de cor primária. Os vestidos e os fatos da coleção mostram a influência do Slim Look, de Marc Bohan, com bainhas cortadas, bolsos remendados, pregas invertidas e botões ousados. Explora-se também as propriedades adaptativas da seda, que pode ser usada de forma casual ou formal, encapsulando um clima de elegância moderna e liberada.  As roupas incluíam silhuetas dos anos 60, o slim look, com uma paleta de cores dos anos 80, em tons vibrantes de laranja, azul, verde, entre outros.

O cenário para o desfile ficou ao encargo da artista escolhida por Maria Grazia Chiuri, Anna Paparatti, que reinventou radicalmente o espaço. Os temas de Paparatti sobre como os jogos libertam a própria imaginação levou à criação de um jogo redondo gigantesco. Durante o desfile, as modelos caminharam nos degraus coloridos, de três metros e meios de largura, que serviram de passerelle.

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