Revista Rua

2021-09-15T17:02:21+01:00 Cinema, Cultura, Radar

Documentário que celebra a vida e obra de Eunice Muñoz estreia em novembro

O documentário tem estreia agendada para 4 de novembro em, pelo menos, 32 salas de cinema distribuídas por todo o país.
©Teresa Pacheco Miranda
Redação15 Setembro, 2021
Documentário que celebra a vida e obra de Eunice Muñoz estreia em novembro
O documentário tem estreia agendada para 4 de novembro em, pelo menos, 32 salas de cinema distribuídas por todo o país.

Por: Diana Ferreira

Eunice ou carta a uma jovem atriz é o nome do filme realizado por Tiago Durão, que revisita a vida profissional e privada de Eunice Muñoz. No mês em que a atriz celebra 80 anos de carreira, o documentário tem estreia agendada para 4 de novembro em, pelo menos, 32 salas de cinema distribuídas por todo o país.

O filme foi realizado a pedido de Eunice Muñoz, de 93 anos, que logo em 1986 conseguiu um lugar de destaque no mundo da representação com a sua interpretação na peça Mãe Coragem e seus filhos, de Bertolt Brecht. Decidida a passar o seu testemunho, a atriz quis “ver continuado o sonho do teatro” pela sua neta Lídia Muñoz, num filme que revisita as suas memórias privadas. O documentário permite ter uma visão mais humana da atriz, através da cumplicidade notável entre Eunice e a sua neta, num ambiente doméstico e íntimo.

A rodagem do documentário, ou “lugar de memória”, como Tiago Durão prefere chamar-lhe, teve início em outubro do ano passado e foi realizado por fases. “O filme foi como uma bola de neve e foi-se fazendo”, explicou o cineasta. Eunice é filmada de forma genuína, mostrando-se tal como é: “uma mulher normal como todas as outras, mas que é atriz, não por escolha apenas, mas por imposição do teatro”. O filme mostra, assim, a separação entre a Eunice mulher, a da família e amigos, e a Eunice atriz, dos palcos e do cinema.

Tendo acompanhando todas as fases do filme, a atriz considera: “Não podia existir melhor lugar de memória, porque é assim que eu sou, porque é assim que eu quero que guardem uma memória de mim”, explicou durante uma apresentação do filme à imprensa. Lídia Muñoz, que afirma ver a avó no filme como a vê todos os dias, confessa ter “algum medo de não estar à altura” do testemunho que Eunice lhe passa orgulhosamente.

Porque estamos habituados a ouvir falar da Eunice como atriz, Tiago Durão procurou mostrá-la no seu íntimo, em casa, rodeada das suas memórias, numa “visão desconstrutiva sobre a figura de Eunice”. Existe uma outra Eunice, “terrena e real”, que também é mãe, mulher, avó e amante, segundo o cineasta.

A comercialização do filme, que conta ainda com a participação do ator Ruy de Carvalho e música da pianista Maria João Pires, reverte para a Casa do Artista, uma iniciativa de Eunice e da sua equipa de produção.

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