Revista Rua

2019-02-19T15:10:46+00:00 Cultura, Fotografia

Eduardo Viveiros de Castro abre programa de inauguração do ciclo expositivo do CIAJG dedicado ao Pensamento Ameríndio

D.R.
Redação
Redação19 Fevereiro, 2019
Eduardo Viveiros de Castro abre programa de inauguração do ciclo expositivo do CIAJG dedicado ao Pensamento Ameríndio

Este sábado, 23 de fevereiro, às 18h00, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães inaugura o novo ciclo de exposições dedicado ao ‘Pensamento Ameríndio’. “Variações do Corpo Selvagem: Eduardo Viveiros de Castro, Fotógrafo”, com curadoria de Veronica Stigger e Eduardo Sterzi, e “Carõ – Multidões da Floresta”, uma exposição de João Salaviza e Renée Nader Messora realizada em colaboração o Doclisboa, irão ocupar os pisos 0 e -1 do Centro até ao dia 9 de junho.

“Variações do Corpo Selvagem: Eduardo Viveiros de Castro”, Fotógrafo é uma exposição antológica do trabalho de Eduardo Viveiros de Castro, reconhecido internacionalmente como um dos mais importantes antropólogos da atualidade. Com a teoria do perspetivismo ameríndio, desenvolvida a partir de meados da década de 1990, Viveiros de Castro passou a ter uma notável influência noutros campos do conhecimento – na estética, na teoria literária, na filosofia política, na filosofia do direito e, sobretudo, na prática artística. O que poucos sabem é que antes de ser antropólogo, foi fotógrafo, sendo responsável por algumas das imagens mais emblemáticas do artista plástico Hélio Oiticica e do poeta Waly Salomão, assim como pelas fotografias de cena de filmes do cineasta Ivan Cardoso. Esta exposição – que já passou por São Paulo, Araraquara e Frankfurt – apresenta, pela primeira vez, um amplo recorte do trabalho fotográfico de Eduardo Viveiros de Castro, agrupando cerca de 200 imagens realizadas ao longo de sua atividade como etnólogo junto aos índios Araweté, Kulina, Yanomami e Yawalapíti.

Em simultâneo com a mostra de Eduardo Viveiros de Castro, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães inaugura “Carõ – Multidões da Floresta”, uma exposição de João Salaviza e Renée Nader Messora realizada em colaboração com o Doclisboa. Carõ – Multidões da Floresta é um percurso visual e sonoro que propõe um olhar sobre as conceções acerca da morte presentes na cosmologia do povo indígena Krahô, indo ao encontro da potência estética e política das suas representações na mitologia, nos cantos e no Pàrcahàc – O ritual que assinala o fim do luto e reforça a relação de antagonismo entre vivos e mortos.

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