Revista Rua

2019-05-24T14:51:34+00:00 Descobrir, Radar, Viagens

Em Lisboa, há jardins encantados para descobrir neste fim de semana

Jardins Abertos, o festival das plantas e jardins encantados em Lisboa para ver nos dias 25 e 26 maio.
Fotografia ©Aline Macedo
Cláudia Paiva Silva
Cláudia Paiva Silva24 Maio, 2019
Em Lisboa, há jardins encantados para descobrir neste fim de semana
Jardins Abertos, o festival das plantas e jardins encantados em Lisboa para ver nos dias 25 e 26 maio.

É já no próximo fim de semana que se irá realizar, na sua 3ª edição, a iniciativa transformada em festival ecológico e urbanístico chamado “Jardins Abertos”, em vários parques, jardins de palácios e palacetes da cidade de Lisboa, até porque ainda são alguns os exemplares históricos que resistem à batalha contra o tempo e evolução do espaço citadino, acabando por se integrar entre prédios modernos, localizados na sua maioria nas azinhagas que limitavam noutros tempos a capital, entre São Domingos de Benfica e o Lumiar, Marvila e o Beato.

Fotografia ©D.R.

Contudo, a ideia de permitir a entrada de pessoas a estes locais de casas nobres e edifícios privados partiu de Tomás Tojo. O jovem de 28 anos cresceu rodeado de flores e plantas que a mãe mantinha no jardim familiar. Conheceu-lhes assim os nomes, manhas, tratamentos, podas, cultivos e face a tal aprendizagem decidiu-se por juntar plantas e pessoas, flora e fauna, criando um projeto de economia local, social e sustentável. Após passagens por Londres (com uma licenciatura e mestrado em Arte e Cinema) e um curso profissional no Chapitô, o caminho mais óbvio passa por aqui, mostrando o que está geralmente guardado e protegido, e durante dois dias, com a ajuda de vários voluntários – número cada vez maior a cada ano que passa -, ajudar à sua descoberta e divulgação.

Parte da programação apresentada agora passa pelos jardins do incrível Grémio Literário, jardins do Palácio Fronteira, Palácio de Belém, Parque Botânico de Monteiro-Mor e também por um maravilhoso jardim privado, localizado no topo de um edifício de habitação, evocando os rooftops norte-americanos das grandes cidades, sendo também uma forma de manter espaços verdejantes numa cidade que foi sendo construída, aos poucos, roubando-se o espaço rural que pouco agora resta.

Outros dos espaços curiosos encontram-se por exemplo no Telhado Verde da Fábrica de Água de Alcântara, onde a construção dos jardins permitiu reduzir o impacto paisagístico que o edifício da ETAR trouxe à zona, auxiliando também na absorção de raios solares, no Jardim de Exóticas Tropicais – Coleção Privada, começado em 2016, ainda antes do início da reconstrução de uma ruína junto à capela da Nossa Senhora do Monte, no Jardim e Biblioteca Botânica Privada, onde para além das obras publicadas sobre o tema, especializando-se em espécies tropicais cultiváveis em Portugal, é um lugar mágico, com a sua varanda/jardim em pleno contraste verde e lindíssimo, em relação às prateleiras repletas de livros.

Fotografia ©Aline Macedo

Além das visitas, que podem ser guiadas (ver toda a programação no site), o festival conta também com oficinas pedagógicas, vídeo-instalações, debates, exibições de cinema e exposições (estas últimas a ocorrerem na Estufa Fria), com a Mostra de Design Sustentável, pela Escola das Caldas, e a Mostra de Orquídeas pelo Clube dos Orquidófilos de Portugal.

Uma excelente forma de dar mais um olá à Primavera, entre flores e histórias dentro da História.

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