Revista Rua

2021-04-05T11:43:33+01:00 Cultura, Outras Artes

Espaços culturais em Guimarães reabrem com novas exposições

Todas as informações podem ser conhecidas no site d’A Oficina, do CIAJG e do CCVF.
CCVF ©D.R.
Redação
Redação5 Abril, 2021
Espaços culturais em Guimarães reabrem com novas exposições
Todas as informações podem ser conhecidas no site d’A Oficina, do CIAJG e do CCVF.

A Oficina apresenta o novo programa artístico que tomará conta de alguns dos espaços culturais em Guimarães. A 16 de abril é inaugurado o novo programa artístico do museu situado no Centro Internacional das Artes de José de Guimarães (CIAJG), intitulado Nas margens da ficção. Ainda no mesmo dia, o Palácio do Centro Cultural Vila Flor (CCVF) desvenda a exposição Movimentos Bruxos.

A abertura simultânea de portas fica a cargo d’A Oficina que assinala o recomeço da agenda cultural com uma série de exposições inéditas que contam com a intervenção de artistas de várias origens, assim como a criação de novos diálogos. Dando continuidade à coleção permanente do artista José de Guimarães, esperam-se encontros, debates, conversas, sessões de cinema e performances musicais que prometem marcar a atividade cultural e turística dos próximos meses. Desta forma, A Oficina promove a contínua construção coletiva de sentidos sobre passado, presente e futuro.

CIAJG ©D.R.

Nas margens da ficção, o nome do novo programa artístico que decorrerá até 2023, é da total responsabilidade da nova curadora geral do CIAJG, Marta Mestre. O programa debruça-se sobre a polifonia de vozes que disputam o museu, ainda que por vezes contraditórias, na premissa de dar margem à ficção, recorrendo a uma imaginação que se dirige para o real e o regenera. Entre o conto e a narração, o programa convoca diferentes formas de conhecimento, tradições orais, construções mitológicas, fábulas e especulações. Para a curadora Marta Mestre: “Trata-se de reativar as formas simples e impuras de narração, marginalizadas e desqualificadas pelo projeto moderno-capitalista. Usar intensivamente a ficção no rearranjo entre nós e os outros e experimentar formas de existirmos juntos é uma forma de reescrever a gramática do museu, questionando os seus processos de seleção e exclusão”, continuando: “O museu é a máquina, a engrenagem, deste fazer ficcional e narrativo. Espaço tradicional da purificação dos discursos, mas também da fratura entre objetos, subjetividades e ideias, importa repensá-lo”.

No mesmo dia é também inaugurada uma nova exposição no Palácio Vila Flor, com curadoria de Ivo Martins e autoria do grupo artístico que junta Carlos Lima e João Alves. O trabalho desenvolvido pelo trio – que opera na cidade do Porto, abordando um conjunto de visões que entrelaçam a realidade e a fantasia – propõe reações entre paisagens primitivas, contemporâneas e visionárias acerca do espetáculo e da tecnologia.

A exposição Nas margens da ficção está patente no CIAJG até 5 de setembro, enquanto que Movimentos Bruxos, no CCVF, prolonga-se até 31 de julho. Ambas as exposições podem ser visitadas gratuitamente no dia da inauguração (16 de abril), até às 21h00, permanecendo de portas abertas ao público no sábado e no domingo de manhã, com lotação limitada a 20 pessoas em simultâneo no CIAJG e 10 no CCVF. Todas as informações podem ser conhecidas no site d’A Oficina, do CIAJG e do CCVF.

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