Revista Rua

2021-04-09T17:02:30+01:00 Cultura, Em Destaque, Pintura

Exposição de Luís Coquenão reabre a galeria do Altice Forum Braga

Com curadoria de Guilherme Braga Cruz e Duarte Sequeira, a exposição estará patente na galeria do Altice Forum Braga até 18 de junho.
Luís Coquenão | Fotografia ©Nuno Sampaio
Maria Inês Neto9 Abril, 2021
Exposição de Luís Coquenão reabre a galeria do Altice Forum Braga
Com curadoria de Guilherme Braga Cruz e Duarte Sequeira, a exposição estará patente na galeria do Altice Forum Braga até 18 de junho.

Intitulada Lugares Comuns, a nova exposição do artista plástico português Luís Coquenão marca o recomeço da atividade artística e cultural da galeria de arte contemporânea do Altice Forum Braga. Viajámos pelo imaginário de Luís Coquenão, enquanto o próprio nos falava do anseio de voltar a expor e da casualidade intrigante que resultou nestas obras que apresenta agora pela primeira vez.

Natural de Vila de Prado, Luís Coquenão começa por expressar-nos a alegria de voltar a expor numa cidade que lhe é próxima, mas na qual não se estreava há muito tempo. “Eu não exponho em Braga há mais de 20 anos e a última vez que o fiz foi em 1994, no Museu Nogueira da Silva”. Como já viria a ser manifestado em trabalhos recentes, o tema central desta exposição expressa a contínua transformação da natureza e a sua imprevisibilidade que a torna tão distinta e curiosa. Recorrendo a uma técnica particular de aplicação de água sobre a tela, o artista entrega-se à beleza do imprevisto, numa ação intencional que abre portas a um vasto leque de possibilidades de interpretação e conclusão do espectador. E é nesta ação de causa-efeito, onde o uso metódico do acaso se assume como uma forma de expressão artística, que Luís Coquenão reconhece o coração de toda a obra. “Parte de um princípio extremamente simples: a relação da tinta, da água, da secagem, da minha relação gestual com esses elementos e o que permite derivar numa paisagem. Podia ser mais abstrato ou menos. Mais figurativo até”, conta-nos o artista, acrescentando: “O tempo que estes quadros levam a fazer é o tempo que a tinta leva a secar e nesse período de tempo eu não posso estar a prever o resultado, mas os apontamentos são perfeitamente intencionais”.

Quando questionado sobre a sua motivação neste recomeço do setor artístico e cultural na cidade, Luís Coquenão é conclusivo na resposta: “Acho que as pessoas têm vontade de voltar a ter essa relação com as artes. Há umas que são mais fáceis de ter acesso do que outras, como a literatura ou o cinema, mas toda a gente está com muita vontade de começar ou continuar essa relação, porque perdemos todos, de uma maneira ou de outra”, frisando: “A pintura vive da presença física”. Num ano que se caracteriza pelo inusitado e a incerteza, Lugares Comuns leva-nos a interpretar o mundo sob duas perspetivas: a forma como o moldamos e, em resposta, a forma como o mundo nos molda no fluxo do tempo. E é neste ato de pintar que o artista explora o que é considerado comum entre nós.

Com curadoria de Guilherme Braga Cruz e Duarte Sequeira, a exposição estará patente na galeria do Altice Forum Braga até 18 de junho, podendo ser visitada gratuitamente entre as 10h00 e as 18h00, de segunda a sexta-feira.

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