Revista Rua

2021-03-15T14:24:43+00:00 Cultura, Pintura

Fábio Colaço apresenta a primeira exposição na galeria Nave

30 retratos de líderes mundiais, marcam um ponto de partida para o questionamento do estatuto das figuras de poder e o lugar que estas ocupam na sociedade.
©Fábio Colaço
Redação15 Março, 2021
Fábio Colaço apresenta a primeira exposição na galeria Nave
30 retratos de líderes mundiais, marcam um ponto de partida para o questionamento do estatuto das figuras de poder e o lugar que estas ocupam na sociedade.

No dia 8 de abril, a Galeria NAVE apresenta o mais recente trabalho de Fábio Colaço com a série Portraits, que estará patente até 29 de maio de 2021.

Esta é a sua primeira exposição individual na galeria com quem iniciou recentemente a representação do seu trabalho, e com quem está a desenvolver uma série de projectos internacionais durante 2021 e 2022.

Os temas de estudo e abordagem que incorporam o seu núcleo conceptual, posicionam-nos de forma sagaz no centro da mensagem como protagonistas principais, duma realidade de incomensurável consciência social, política e económica. Nos últimos anos, Fábio Colaço tem vindo a cativar um público que acompanha a sua obra repleta de humor, subversão e ironia – características transversais a grande parte das suas obras, e que em certa parte, destacam a multiplicidade dos temas que trabalha e lhe permitem explorar os limites que a sua prática pode adquirir.

©Fábio Colaço

A série Portraits (2021) é composta por um conjunto de retratos de líderes de diferentes partes do mundo pintados a óleo sobre tela. Se o retrato é um assunto sério, é neste ponto que o artista apresenta um jogo de ambiguidades visuais que nos força o olhar e avalia o referencial do espectador. Imagens vistas através de um ecrã desfocado, que parecem entrar num processo de desmaterialização, contra qualquer naturalismo, isto é, um espaço em que todo o acontecimento dá lugar a um espaço potencial, o retrato de um líder, ou do que julgamos que possa ser um líder, pois entre os 30 retratos, o artista brinda-nos com a ironia de figuras fictícias imaginadas por ele.

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