Revista Rua

2020-09-07T16:18:11+00:00 Cinema, Cultura, Radar

Family Film Project regressa em outubro com uma programação especial

Num ano pandémico e com repercussões a múltiplos níveis, o festival reforça a sua missão, presenteando-nos com um mundo confinado ao reduto dos espaços familiares.
Redação
Redação7 Setembro, 2020
Family Film Project regressa em outubro com uma programação especial
Num ano pandémico e com repercussões a múltiplos níveis, o festival reforça a sua missão, presenteando-nos com um mundo confinado ao reduto dos espaços familiares.

O Family Film Project – Festival Internacional de Cinema de Arquivo, Memória e Etnografia está de regresso com uma programação imperdível. De 14 a 17 de outubro, a 9ª. edição vai incluir masterclasses dedicadas à obra do cineasta alemão Harun Farocki, sessões de cinema competitivas com várias estreias, performances, um concerto, o lançamento de uma publicação e, ainda, uma oficina para os mais novos.

Num ano pandémico e com repercussões a múltiplos níveis, o festival reforça a sua missão, presenteando-nos com um mundo confinado ao reduto dos espaços familiares, mas, também, a um mundo pautado (cada vez mais) pela distância – que, por sua vez, se reflete numa maior aproximação às imagens. Neste sentido, a escolha recai no cineasta Harun Farocki, que iniciou a sua trajetória artística no campo do cinema ativista, tendo-se voltado, anos mais tarde, para o mundo das videoinstalações. No último dia do festival, a 17 de outubro, será exibida uma seleção de quatro longas-metragens de momentos diversos da sua carreira, entre 1978-2009: Entre duas guerras (1978); Peter Lorre: A Dupla Face (1984); Imagens do Mundo e Inscrições da Guerra (1988) e Em Comparação (2009). Estas sessões serão antecedidas por uma masterclass, orientada pela professora e investigadora, Susana Nascimento Duarte, dedicada à obra do cineasta alemão.

Dialogue with the Unseen

Como aconteceu nas edições anteriores, as sessões competitivas estão de volta e dividem-se por três zonas temáticas: Vidas e Lugares (com enfoque no registo vouyeurístico, biográfico ou documental de habitats e quotidiano), Ligações (centrada nas dinâmicas interpessoais e comunitárias) e Memória e Arquivo (dedicada a olhares criativos a partir de testemunhos).

Nesta edição, o festival terá 21 filmes a concurso, entre curtas e longas-metragens, oriundas de várias partes do mundo, sendo que a maioria serão uma estreia nacional. O júri, composto por Luísa Sequeira, Maria Mendes e Teresa Macrí, será responsável por atribuir o Prémio Melhor Longa-Metragem Vinhos Porto Fonseca e Prémio Melhor Curta-Metragem.

O ciclo de performances, Private Collection, regressa logo no primeiro dia do festival, com intervenções de Tânia Dinis e Flávio Rodrigues, no Museu da Faculdade de Belas Artes do Porto, e um concerto de Alexandre Soares, no Passos Manuel. Como é habitual, o ciclo retoma o tema central do festival: o arquivo e a memória. O objetivo passa por propor abordagens livres do espaço criativo e íntimo de cada artista. A entrada é livre, mas com lotação limitada.

A nona edição volta a ser um lugar propício ao lançamento de um novo livro, focado no cinema, nos novos media e na reflexão sobre as imagens: Memory and Aesthetic Experience – Essays on Cinema, Media and Cognition, editado por Filipe Martins, em parceria com o Instituto de Filosofia da Universidade do Porto, com textos originais de Jaimie Baron, Patricia R. Zimmermann, Dale Hudson, Filipe Martins, Luís Umbelino, Nelson Araújo, Susana Nascimento Duarte e Wolfgang Ernst.

A pensar no público mais jovem, o festival irá dar continuidade à oficina Imagens lá de casa, na qual os mais novos poderão realizar diversas atividades criativas, alusivas à temática do festival, através de imagens e também das artes performativas.

Entre esta edição e a preparação da décima, será apresentado um programa especial, dedicado a Roy Andersson, na sequência da retrospetiva que a Cinemateca Portuguesa irá realizar, em parceria com a Alambique Filmes. Espera-se um momento de destaque pela singularidade da obra do realizador sueco.

Todas as sessões do festival, assim como a participação nas masterclasses, são de entrada livre para estudantes. Os bilhetes para as sessões de cinema variam entre os 3€ (no Passos Manuel) e os 6€ (nas sessões de encerramento no Cinema Trindade), existindo ainda a possibilidade de adquirir o passe geral, pelo valor de 10€, que dará acesso a todas as sessões. Já a participação dos mais novos na oficina infantil requer uma inscrição prévia, que tem um valor de 13€.

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