Revista Rua

2019-05-28T18:30:35+00:00 Cultura, Radar, Teatro

Festivais Gil Vicente: o teatro está vivo e manifesta-se em Guimarães

De 30 de maio a 16 de junho, os Festivais Gil Vicente convoca público e artistas para celebrar o teatro em Guimarães.
Don Juan Esfaqueado na Avenida da Liberdade ©Mariana C Silva
Maria Inês Neto
Maria Inês Neto28 Maio, 2019
Festivais Gil Vicente: o teatro está vivo e manifesta-se em Guimarães
De 30 de maio a 16 de junho, os Festivais Gil Vicente convoca público e artistas para celebrar o teatro em Guimarães.

A edição deste ano dos Festivais Gil Vicente convoca público e artistas para celebrar o teatro em Guimarães, numa festividade que se prolonga por mais tempo do que é habitual. De 30 de maio a 16 de junho, a cidade será imensamente invadida numa manifestação da arte, dando palco a profissionais, amadores e estudantes. O teatro está vivo e quer manifestar-se, em Guimarães.

Esperam-se três semanas de união em torno da arte do teatro, da sua prática, projeção e contaminação na vida de todos os territórios que habita. Uma semana antes dos espetáculos das companhias profissionais, é tempo de dar a vez a seis grupos de amadores de teatro, que sobem ao palco do CCVF para apresentar as suas mais recentes criações. De 30 de maio a 2 de junho, a Mostra de Amadores de Teatro ganha destaque no calendário.

Enseada ©D.R.

A programação arranca a 30 de maio, pelas 21h30, com o CETE – Convívio e Teatro Experimental, que apresenta a peça Dores, no CCVF. No dia que se segue, é a vez do Grupo de Teatro de Campelos surgir com Médico à Paulada, a partir de Molière. A Oficina de Teatro com Gonçalo Fonseca e Nuno Preto é o mote de arranque do dia 1 de junho, surgindo Osmusiké para apresentar Maria Parda, de Gil Vicente, pelas 17h. O primeiro sábado de festival termina com (A)tentados, de Martin Crimp, uma peça apresentada pelo grupo ATRAMA, a partir das 21h30.

Já no dia 2 de junho, a programação traz a palco O Guardador de Rebanhos, pelas 15h, pela mão do grupo ARCAP Ponte, que apresentam uma peça a partir de Fernando Pessoa e vários outros autores. A ronda de apresentações da Mostra de Amadores de Teatro termina com Quando os Animais Governam, a partir de George Orwell, apresentada às 17h pelo Grupo de Teatro Citânia – Briteiros, seguida de um Debate Final aberto ao público, pelas 18h30, no Café Concerto do CCVF.

O programa de espetáculos das companhias e artistas profissionais arranca com Don Juan esfaqueado na Avenida da Liberdade, de Pedro Gil, a 6 de junho. O dia que se segue está reservado para a estreia absoluta de Enseada de Miguel Castro Caldas, um espetáculo que marca o seu regresso aos Festivais Gil Vicente, depois de ter apresentado Se Eu Vivesse Tu Morrias, na edição do ano passado.

Ao entrar no fim de semana, os Festivais oferecem-nos Sequências Narrativas Completas, uma criação de João Sousa Cardoso, que retorna a um lugar habitual da sua criação, a obra do escritor e pintor Álvaro Lapa. A 9 de junho surge Do Avesso, uma visita performativa aos lugares secretos do CCVF, com autoria de Manuela Ferreira, onde o público irá investigar o que se esconde, o que não se vê, o que não está em cena. A vaga final de espetáculos começa com uma estreia que nos convida a visitar A Praça, em plena Plataforma das Artes e da Criatividade. Já a 14 de junho, é a vez do recém-estreado Parlamento Elefante, um projeto vencedor da primeira edição da Bolsa Amélia Rey Colaço.

Parlamento Elefante ©Filipe Ferreira

A fechar o elenco profissional desta 32ª edição, os Festivais sugerem Ponto de Fuga, da autoria do encenador e dramaturgo Nuno Preto, no Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), no dia 16 de junho.

Os Festivais não ficariam completos sem a presença já habitual do Gangue de Guimarães, dos alunos da Licenciatura de Teatro da Universidade do Minho e das Oficinas do Teatro Oficina.

O programa completo dos Festivais Gil Vicente 2019 pode ser consultado no site do CCVF, assim como a aquisição de bilhetes para os espetáculos e inscrições nas atividades paralelas que irão decorrer. Há, ainda, a possibilidade de adquirir os mesmos nas bilheteiras do CCVF, do CIAJG e da Casa da Memória.

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