Revista Rua

2021-01-06T14:17:03+00:00 Cultura, Música

Festival Sons de Vez regressa em 2021 com a sua 19ª edição

Carminho, Clã, Luísa Sobral, Mão Morta, Paus, Galandum Galundaina, Plastica e Tarantula + Nó Cego compõem o cartaz do primeiro festival do ano.
Carminho ©Mariana Maltoni
Redação6 Janeiro, 2021
Festival Sons de Vez regressa em 2021 com a sua 19ª edição
Carminho, Clã, Luísa Sobral, Mão Morta, Paus, Galandum Galundaina, Plastica e Tarantula + Nó Cego compõem o cartaz do primeiro festival do ano.

Depois de um ano atípico e pleno de condicionamentos, o festival Sons de Vez retorna nos meses de fevereiro e março à Casa das Artes de Arcos de Valdevez e celebra a sua 19ª edição, em toda a segurança, recuperando alguns dos projectos que não chegaram a palco no ano passado e com outras novidades já confirmadas, celebrando o melhor da música nacional.  

A 19ª edição começa da melhor forma, tal como a anterior deveria ter acabado, com Carminho, uma das grandes vozes do fado atual e uma das artistas portuguesas com maior projeção internacional, sobe ao palco no dia 5 de fevereiro com um espectáculo único, íntimo e tão especial para dar início a esta celebração de dois meses, tão rica do que a nossa cultura nos pode dar. Segue-se no dia 12 de fevereiro, com a viagem ao universo singular dos Galandum Galundaina, onde a música tradicional se funde com a língua mirandesa. A sobriedade estética nos seus arranjos musicais recria temas do cancioneiro tradicional mirandês na exploração de ritmos, dinâmicas e harmonizações mais contemporâneas, que nos contagiam com a sua energia quando estão em palco. No fim-de-semana seguinte, os Clã completam mais um capítulo da sua história com a digressão de celebração do novo disco Véspera, que passa pelo palco do Sons de Vez no dia 19 de fevereiro, num concerto repleto de energia onde a voz única de Manuela Azevedo nos traz a excelência das actuações que a banda sempre ofereceu. A fechar o mês, no dia 26, sobem ao palco os PAUS para apresentar o seu mais recente disco YESS, onde o pulso de Lisboa se junta ao peso do rock a que tão bem nos habituaram.  

 

Mão Morta ©D.R.

O arranque do mês de março é marcado pelas guitarras de alguns dos nomes mais importantes do rock português. No dia 5 os Mão Morta trazem-nos a sua história de três décadas aos palcos do Sons de Vez, com a participação especial do coro juvenil de Arcos de Valdevez.  A 12 de março, continuamos a relembrar os grandes clássicos com os renovados pais do Indie Rock Psicadélico português Plastica, com a apresentação inédita dos seus novos temas. Segue-se o penúltimo fim-de-semana de 19 de março, um momento histórico que coloca em palco os arcoenses Nó Cego que quebram assim um interregno de 10 anos sem tocar e os “raros” Tarantula, pais do Heavy Metal nacional.  Por fim, a 19a edição termina a 26 de março com a tão singular cantora e compositora Luísa Sobral, que promete um registo diferente, fazendo-se acompanhar pelo guitarrista Manuel Rocha para um concerto intimista que atravessa os seus cinco discos e canta temas inéditos e canções que compôs para outros artistas.  

 Para além de todos os inesquecíveis concertos, e conforme vem acontecendo todos os anos, estará patente no Foyer do Auditório da Casa das Artes de Arcos de Valdevez a exposição de fotografia da autoria de Sérgio Neto, Miguel Lobo e Jorge Silva, que apresenta os momentos mais emotivos de 2020, pese embora a edição tenha sido bruscamente interrompida pela situação pandémica.  

 

 

Partilhar Artigo: