
Fluxo de Sofia Pacheco na Galeria da Estação
Fluxo é o título da exposição que estará presente até 30 de dezembro, na Galeria da Estação, em Braga. Pode ser visitada de terça a sábado das 14h às 19h.
Desde pequena que, Sofia Pacheco, pratica dança. Começou pelo ballet e progrediu para a dança contemporânea.
“Assim, só descobri a dança e o movimento em si como uma forma de expressão poderosa e libertadora recentemente, que tem sido muito importante para mim. Fluxo é o “movimento contínuo de algo que segue um curso”. Num apartamento vazio pedi a pessoas, que se encontravam sozinhas comigo, que colocassem a tocar música que gostassem e posteriormente se movessem. Uma instrução aparentemente simples que nos deixa atrapalhados, perdidos. A expressão e consciência corporal é pouco desenvolvida. Quando somos crianças temos uma tendência natural a nos movermos, a brincar, saltar e dançar. Mas à medida que crescemos vamos perdendo isto. Horários de escola e trabalho preenchidos, o ritmo e normas sociais fazem com que progressivamente a maior parte de nós perca este instinto que nos é natural, ao ponto de já não sabermos como o reaver. As pessoas deixam de se exprimir fisicamente com medo de parecerem estranhas, deixam-se levar pelo sedentarismo e rigidez. É necessário revigorar o estímulo pelo movimento e quebrar o gelo. Com uma indicação propositadamente abstrata, foi possível observar como cada pessoa interagia com o espaço, com a sua roupa e o seu próprio corpo. A presença da mobília dos quartos, perfeitamente imóvel, coage a mobilidade e obriga à adaptação do fluxo. Podem assim tornar-se obstáculos que perturbam, ou serem elevadas a extensões do nosso corpo. Os movimentos foram captados em imagens estáticas, sem pose, apenas fotogramas de algo efémero”, afirma Sofia.



