Revista Rua

2018-08-02T14:38:13+01:00 Cultura, Outras Artes

Forum Arte Braga traz o contemporâneo a Braga

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João Lobo Monteiro6 Agosto, 2018
Forum Arte Braga traz o contemporâneo a Braga
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Inaugurada em abril, a galeria Forum Arte Braga foi criada com o intuito de reunir boa arte contemporânea num espaço público, uma área em que a cidade estava carente, como nos conta Guilherme Braga da Cruz, um dos curadores do espaço: “Há alguns locais privados que exploram a arte contemporânea, há também o gnration, que trabalha mais com media art, mas de arte contemporânea não existia nenhum espaço público desta dimensão, o que consideramos ser uma lacuna para a terceira maior cidade do país”.

Nos poucos meses de existência que tem, a galeria teve boa aceitação do público e muitos visitantes, superando as expectativas dos seus responsáveis e beneficiando da localização, dentro do Forum Braga. “Se o espaço estivesse sozinho num sítio, as pessoas tinham de ir lá de propósito para ver. Aqui não: vêm ver um concerto, uma conferência e, numa pausa, vêm aqui. Assim, também abarcamos vários níveis etários”, refere Guilherme Braga da Cruz.

Não sendo um museu, porque não tem uma coleção própria, mas funcionando nesse formato, trabalhando exposição a exposição, o objetivo é que este seja um espaço dinâmico, também com realização de palestras e simpósios, para envolver ao máximo o público, uma maneira de “educar as pessoas da melhor forma possível, para que comecem também a aderir às iniciativas”, diz o curador.

The anthropologist in me até setembro

A primeira exposição institucional na programação do Forum Arte Braga começou no dia da inauguração da galeria e está disponível até 3 de setembro. The anthropologist in me reflete a temática de como artistas de diferentes gerações se relacionam com práticas complexas de antropologia cultural, através da pintura, escultura, fotografia, instalação e vídeo.

Franz West, Miguel Rio Branco, Gary Webb, Eva Rothschild, Jim Lambie, Martin Boyce, Douglas Gordon e a dupla Gilbert & George são os artistas cujas obras estão presentes nesta exposição. Os três últimos destacam-se por já terem vencido o prémio artístico com maior relevo internacional, o Turner Prize, atribuído em conjunto pela BBC e pela Tate Modern, em Londres.

De acordo com Duarte Sequeira, também curador da galeria, a forma como foi organizada a exposição das obras faz parte de uma “narrativa especial”. “Por exemplo, juntámos artistas que são mais ou menos da mesma geração, são da escola de Glasgow e apresentam semelhanças de traços e cores, nos casos de Jim Lambie, Martin Boyce e Eva Rothschild”, indica.

Porém, dentro desta organização, há espaço – e muito – para a variedade, como aponta Duarte Sequeira: “Temos trabalhos de várias gerações, de vários grupos artísticos que pertenceram a diversas linguagens da arte contemporânea, temos fotografia, temos vídeo, temos instalação, temos escultura, temos quadros”.

Nestes pouco mais de três meses, The anthropologist in me tem despertado a curiosidade de bastantes pessoas, incluindo nas visitas guiadas organizadas pela Forum Arte Braga. Explica o curador que “o feedback de quem gosta de arte e que está habituado ao circuito tem sido bom, o que é sempre muito positivo”, acrescentando ainda: “mas nós queremos também trazer o outro público, que não está tão habituado a estas exposições”.

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