Revista Rua

2019-10-04T15:45:11+00:00 Cultura, Fotografia

Fotógrafa austríaca Renate Graf em exposições em Algés até dezembro

Exposição de fotografia de Renate Graf, no Palácio Anjos, em Algés, apresenta 20 anos de viagens pelo mundo, em imagens que são histórias por terminar.
Walking on Ice, Siberia, Russia, 2014
Cláudia Paiva Silva
Cláudia Paiva Silva3 Outubro, 2019
Fotógrafa austríaca Renate Graf em exposições em Algés até dezembro
Exposição de fotografia de Renate Graf, no Palácio Anjos, em Algés, apresenta 20 anos de viagens pelo mundo, em imagens que são histórias por terminar.

“Não sou fotógrafa no sentido clássico, as minhas imagens existem para servir diferentes propósitos daqueles dos verdadeiros fotógrafos, não sendo completas ou conclusivas. Nem são fotografias perfeitas no ponto de vista de perfeição técnica. Elas funcionam não somente como imagem, mas como linguagem, como sinais apontando a algum significado…”. É assim que Renate Graf, fotógrafa austríaca, se define. Desde os desertos de Marrocos, captando o detalhe das areias sendo transportadas pelo vento no Atlas, aos festivais de cores garridas na Índia, onde consegue, mesmo em fotografias a preto e branco, transmitir a palete cenográfica de rituais culturais, Renate é acima de tudo uma coletora de momentos e memórias. Não querendo colocar-se no mesmo estatuto que outros grandes fotógrafos, a verdade é que Graf é uma das mais brilhantes fotógrafas mundiais. As suas fotos revelam um cuidado e uma estética muito particulares e sem dúvida que as mesmas, tiradas em locais tão místicos, como templos hindus, ou misteriosos e inóspitos, como as planícies de gelo na Sibéria, lhe auferem o estatuto dos Grandes.

Na verdade, Renate Graf começou de forma simples a sua carreira em fotografia há pouco mais de duas décadas. Somente após um amigo lhe ter oferecido uma Canon automática, e após começar a viajar com o seu companheiro, o reconhecido pintor e escultor alemão Anselm Kiefer, é que iniciou o hábito de fazer diários fotográficos. O essencial para ela é poder relatar os códigos culturais e a forma como os mesmos se vão alterando no tempo e no espaço. De uma Europa pós Segunda Guerra Mundial, na qual Graf cresceu, passando pela queda da URSS, chegando ao mundo globalizado e multicultural dos dias de hoje, Renate declara que tenta sempre adicionar algo ou uma palavra que proporcione uma ideia ou pensamento, ao mesmo tempo que reconhece o desafio constante que as mudanças de Poder, de costumes e moral, possam empregar nas suas imagens.

Agora em Portugal, com o apoio da Câmara Municipal de Oeiras, em colaboração com a Mirat Gallery e a Rui Freire – Fine Art e Tiago Feijoo, a exposição The photographer’s chronicles: thoughts become images 1992 | 2019 estará patente no Palácio Anjos em Algés, até ao dia 29 de dezembro. A entrada é gratuita.

Horários:

De terça a sexta das 10h às 18h | última entrada às 17h30

Sábados e domingos das 12h às 18h | última entrada às 17h30

Encerra às segundas, feriados e dias 24 e 31 de dezembro

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