Revista Rua

2020-03-26T10:39:28+00:00 Cultura, Outras Artes, Radar

Fundação Serralves com programação diversa para 2020

Depois de um 2019 de crescimento, Serralves anunciou os destaques da sua programação para este ano.
Redação23 Janeiro, 2020
Fundação Serralves com programação diversa para 2020
Depois de um 2019 de crescimento, Serralves anunciou os destaques da sua programação para este ano.

Texto: Eva Afonso

Na Fundação Serralves, o ano de 2019, em que se celebraram os 30 anos da Fundação e os 20 do Museu, ficou marcado pela adesão recorde de visitantes: 1.074.200 visitantes, dentro e fora do Parque, sendo que cada vez mais estrangeiros se interessam pelas obras portuguesas (360.650 visitantes estrangeiros). Foi também o ano em que o maior número de obras da Coleção de Serralves esteve espalhado pelo país. Em números globais, incluindo as visitas às exposições que levam o espólio da fundação a outras cidades, Serralves somou um total de 1,6 milhões de visitantes, um crescimento de 7,1%.

Para o novo ano, a Fundação quer oferecer mais exposições e obras ao seu público, contribuindo para descentralizar e promover a cultura e arte no país. A agenda para 2020 já foi divulgada.

A primeira grande exposição, uma série de interpretaçoes absolutamente improváveis, ainda assim extraordinárias abre portas dia 20 de fevereiro com Arthur Jafa, reconhecido diretor de fotografia e realizador de cinema. As suas obras destacam o determinante papel da raça, género e classe social na cultura popular e nos meios de comunicação, dentro e fora dos Estados Unidos. Para esta exposição, foi convidada a participação das artistas Ming Smith e Frida Orupabo.

A Coleção de Serralves estará em exposição ao longo de todo o ano e vai apresentar obras de diversos artistas, entre eles Lourdes Castro, Dara Birnbaum e Rui Toscano. A iniciativa In Depth concentra-se numa ou mais obras marcantes de cada personalidade apresentada na Coleção.

Fora de portas, a Fundação Serralves também continuará a apostar na apresentação da Coleção nacional e internacionalmente, permitindo à população aproximar-se da arte e cultura contemporânea. As obras vão ser recebidas no Palácio da Bolsa, no Aeroporto Francisco Sá Carneiro e nas Estações de São Bento, no Porto e do Rossio, em Lisboa.

No outono, a Casa de Serralves vai apresentar a exposição Miró e a Poesia onde destaca a sua relação com a linguagem e o mundo literário, as relações com nomes como Alfred Jarry e André Breton e expressões linguísticas que influenciaram a arte moderna ocidental, nomeadamente a caligrafia japonesa.

As Galerias Contemporâneas vão apresentar dois projetos. O primeiro, já em janeiro, a virtual reality exhibition, é uma exposição de obras produzidas por importantes artistas da atualidade em realidade virtual. O segundo projeto, em novembro, do artista Gonçalo Pena, dar-nos-á a conhecer os seus únicos mundos, construídos através do desenho.

Nas Artes Performativas, a Fundação continuará a apostar na experimentação de nova música, dança contemporânea e jazz no Parque. Para o novo ano destaca-se a 6ª edição d’O Museu como Performance, em setembro, estreando as obras a solo Mothers, do artista Adam Linder e a peça Valeska Gert Monument, da coreógrafa Eszter Salamon, referências da dança internacional atual.

Serralves, sendo considerado um espaço fundamental à ecologia da cidade do Porto, vai continuar a apostar em atividades pedagógicas ao visitante, com programas para professores, famílias e inclusão social e intelectual. O projeto Treetop Walk, inaugurado em 2019, continuará a experiência de observação e sensibilização à descoberta da natureza e biodiversidade do Parque de Serralves. Este ano, as oportunidades de atividades vão ser aumentadas com a recém-inaugurada Casa do Cinema Manoel de Oliveira, onde se incentiva o olhar crítico do público nas Artes e no Ambiente.

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