Revista Rua

2020-05-19T09:50:28+00:00 Cultura, Pintura

Galeria sala117 reabre a 23 de maio com inauguração da exposição da artista Luísa Abreu

"A Corrida" é a segunda exposição individual de Luísa Abreu na Galeria Sala 117.
Auto-estrada ©Filipe Braga
Redação
Redação18 Maio, 2020
Galeria sala117 reabre a 23 de maio com inauguração da exposição da artista Luísa Abreu
"A Corrida" é a segunda exposição individual de Luísa Abreu na Galeria Sala 117.

Após dois meses de encerramento ao público, a Galeria Sala 117, no Porto, reabre no próximo dia 23 de maio com a inauguração da exposição A Corrida, da artista plástica Luísa Abreu, que vai decorrer entre as 14h30 e as 19h30.

A Corrida é a segunda exposição individual de Luísa Abreu na Galeria Sala 117. Reúne os seus trabalhos mais recentes com materiais diversos, que se transformam e sobrepõem num ambiente expositivo que evoca fortemente o jogo. A exposição conta ainda com dois textos sobre a sua prática artística recente, um da artista Catarina Real e outro do curador e investigador João Terras.

Todas as obras apresentadas habitam um espaço de jogo de tabuleiro que se estende massivamente pelas paredes da sala maior da galeria. O método de apresentação explica-se pelo seu processo de trabalho e pesquisa recentes que se relacionam com um ambiente de jogo, de movimento e território, onde objetos como tabuleiros de jogo, alvos, escadas, bandeiras ou obstáculos são peças de estratégia num mapa imaginário para uma qualquer meta, vitória ou derrota. Uma corrida na parafernália das possibilidades infinitas.

A Corrida Vista do Estúdio ©Filipe Braga

A sorte e o azar entrecruzam-se nesta exposição revelando a dificuldade na tomada de posição e direção, apresentando-se múltiplos caminhos através de um grande número de peças realizadas com materiais distintos, que se sobrepõe e escondem por todo o espaço expositivo.

A Corrida, tanto pelo aparato da montagem como pelo número de peças e diversidade de meios, envolvem o espectador atirando-o para dentro de um jogo que se apresenta estático como se tivesse sido interrompido várias vezes. A experiência imersiva coloca o público dentro da ação, rodeado por grelhas metálicas que se adaptam ao espaço, panos que mimetizam outros lugares, pinturas que são tabuleiros de jogo impossíveis, vinis recortados que dão ênfase a outras peças vizinhas, dados inúteis e um alvo descentrado que se pode jogar na exposição. Somos cercados por este imaginário e obrigados a percorrer as soluções e hesitações apresentadas como se delas também fizéssemos parte.

Em data a anunciar, será lançado o catálogo da exposição A Corrida, numa colaboração entre a artista e a designer Joana Paulino – pretende-se que o livro seja também ele reflexo da exposição, integrando diferentes formatos de papel, desdobráveis e sobreposições, para além dos textos que o percorrem, com mais ou menos regras, de Catarina Real, João Terras e Maria Bernardino.

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