Revista Rua

2023-11-14T23:07:44+00:00 Opinião, Radar

Guerra na Ucrânia: análise da primeira semana do conflito

Atualidade
Pedro Nascimento
4 Março, 2022
Guerra na Ucrânia: análise da primeira semana do conflito

A invasão da Ucrânia pela Rússia entra agora na segunda semana. Apesar de uma enxurrada de sanções ocidentais contra a economia russa, não há sinais de um cessar-fogo iminente.

Após as tropas russas terem invadido o território ucraniano na quinta-feira passada, a violência intensificou-se em várias grandes cidades ucranianas, levando centenas de milhares de pessoas a fugir do país em busca de segurança.

O presidente russo, Vladimir Putin, iniciou uma invasão em larga escala da Ucrânia, visando uma mudança total de regime e a ocupação da Ucrânia. O seu objectivo reivindicado de “desmilitarizar” e “desnazificar” a Ucrânia é a cobertura para uma guerra de agressão não provocada para ocupar um estado vizinho. Putin e o Kremlin continuam a negar que a invasão russa seja uma guerra, descrevendo-a como uma “operação militar especial”.

Fazemos agora uma análise a esta primeira semana, com os principais acontecimentos de cada dia.

QUINTA-FEIRA, 24 DE FEVEREIRO (DIA 1)

As operações militares russas começaram com uma campanha aérea curta e incompleta, por volta das 4h de manhã, horário local, visando defesas aéreas ucranianas, depósitos de suprimentos e aeródromos em toda a Ucrânia. No entanto, após esta primeira investida, partes da Força Aérea Ucraniana permaneceram operacionais e o comando e controlo ucranianos intactos.

Estima-se que nos ataques iniciais foram disparados mais de 100 mísseis, incluindo mísseis balísticos de curto e médio alcance, mísseis de cruzeiro e mísseis lançados no mar. Setenta e cinco bombardeiros russos participaram no ataque.

Porém, a Rússia não conseguiu destruir com sucesso a força aérea ucraniana nem paralisar as forças armadas, permitindo vários sucessos ucranianos ao longo das primeiras horas.

O fracasso em atacar de forma abrangente os principais activos ucranianos foi uma quebra surpreendente das operações. Provavelmente, isto permitiu uma defesa mais eficiente. Os militares ucranianos abateram sete aeronaves russas e sete helicópteros no primeiro dia. No entanto, a Rússia não demonstrou todas as suas capacidades aéreas e de armamento.

SEXTA-FEIRA, 25 DE FEVEREIRO (DIA 2)

 Ao segundo dia, os russos entraram pela primeira vez nas principais cidades ucranianas – incluindo Kiev e Kherson –, realizando ataques aéreos e com mísseis adicionais contra alvos militares e civis.

Nos arredores de Kiev, as forças russas entraram na margem Oeste do rio Dnipro, enquanto grupos de sabotagem russos disfarçados de civis se movimentaram para o centro de Kiev. Segundo os meios de comunicação social, o objectivo seria assassinar o Presidente Volodymyr Zelensky.

No entanto, os ucranianos conseguiram desacelerar as tropas russas na margem Leste do Dnipro, forçando-as a contornar a cidade de Chernihiv, após forte resistência. As forças aerotransportadas russas concentraram-se no Sudeste da Bielorrússia, para seguir ao longo do eixo de desvio de Chernihiv em direcção a Kiev.

Nos dois primeiros dias da ofensiva, as tropas de Putin não conseguiram entrar na cidade por meio de ataques frontais. Também não lograram isolar as forças ucranianas no Donbass, mas podem não ter pretendido fazer mais do que imobilizar essas tropas no Leste.

No Norte da Crimeia, as forças russas investiram sobre Kherson e cercaram Melitopol, no Leste. Relatórios não confirmados indicavam que as forças russas pretendiam seguir para Mykolayiv e Odessa.

Entretanto, as tropas invasoras reuniram-se na Bielorrússia para abrir uma nova linha de avanço contra Rivne, no Oeste da Ucrânia.

SÁBADO, 26 DE FEVEREIRO (DIA 3)

No terceiro dia da ofensiva, a Rússia falhou em cercar e isolar Kiev com a combinação de ataques mecanizados e aéreos, como claramente procurou fazer. As forças russas abandonaram temporariamente os esforços fracassados ​​​​para capturar Chernihiv e Kharkiv, respectivamente a Nordeste e Leste de Kiev. Os ataques contra ambas as cidades parecem ter sido mal planeados e executados, encontrando uma resistência ucraniana mais determinada e eficaz do que era esperado.

Os movimentos russos no Leste da Ucrânia continuaram focados em prender a grande concentração de forças convencionais ucranianas dispostas ao longo da antiga linha de contacto no Leste (a fronteira que separa o governo ucraniano das áreas controladas pelos separatistas), com o intuito de as impedir de interferir nos movimentos russos em Kiev e facilitar o seu cerco.

As forças russas que seguiam da Crimeia interromperam o seu movimento para o Oeste, em direcção a Odessa. Apesar de se notar algum avanço em relação a Mykolayiv, os principais eixos de avanço mudaram para o Norte e Leste, em direcção a Zaporizhzhya e Mariupol, respectivamente. Ao final do dia, as forças russas tomaram a cidade de Berdyansk.

DOMINGO, 27 DE FEVEREIRO (DIA 4)

Quando o conflito chegou ao DIA 4, os militares russos reconheceram que as suas expectativas iniciais de que os ataques limitados causariam o colapso da resistência ucraniana falharam. O comando militar enviou recursos de combate adicionais para a Ucrânia, estabelecendo arranjos logísticos mais confiáveis e eficazes para apoiar o que passou a ser encarado como um conflito de maior dimensão, mais difícil e mais prolongado do que aquele que previam inicialmente.

E assim, as forças russas realizaram uma pausa operacional no eixo de Kiev de 26 a 27 de Fevereiro (DIAS 3 e 4) para enviar suprimentos e forças adicionais. Até aqui, Putin ainda não libertara as suas melhores forças blindadas e de artilharia para lutar em Kiev.

Foi também realizada uma pausa operacional na ampla frente de avanço entre Chernihiv e Kharkiv. As forças ucranianas continuaram a atrasar e a infligir perdas ao inimigo, mas não evitaram a entrada dos russos na cidade de Kharkiv pela primeira vez desde o início da ofensiva. Porém, a cidade não caiu e continuou sob fortes ataques de artilharia.

No Sudeste, Mariupol foi cercada a Oeste, a partir de onde se lançaram os ataques iniciais à cidade. As forças russas não obtiveram grandes ganhos territoriais no Donbass após quatro dias de combates. O avanço russo segue também para o Norte, em direcção a Zaporizhzhya. Com as forças ucranianas na linha de contacto, as forças russas saíram da Crimeia em condições ideais para as isolar.

Uma concentração desconhecida de forças russas permaneceu na margem Leste do rio Dnipro e ameaçava Mykolayiv. Os sucessos russos no sul da Ucrânia eram claramente os mais perigosos no Dia 4 da guerra, ameaçando desequilibrar as defesas bem-sucedidas da Ucrânia e as acções de retaguarda ao Norte e Nordeste.

Ataques aéreos e com mísseis atingiram uma base aérea ucraniana no Oeste da Ucrânia, infligindo pesadas baixas na força aérea. Os ataques russos atingiram também o aeródromo de Ivano-Frankivsk, sede da 114.ª Brigada de Aviação Táctica da Ucrânia. Os invasores continuam a abster-se de usar toda a gama de recursos aéreos e de mísseis disponíveis. Viriam a aumentar o uso de fogos nos dias seguintes, com vista a superar a tenaz resistência ucraniana.

Neste dia, o presidente russo Vladimir Putin colocou as forças de mísseis nucleares e estratégicos da Rússia, descritas como “forças de dissuasão”, no seu estado de alerta máximo em resposta a “declarações agressivas no Ocidente”.

SEGUNDA-FEIRA, 28 DE FEVEREIRO (DIA 5)

 No último dia do mês, já foi foram perfeitamente identificáveis quatro eixos pelos quais as forças terrestres russas avançaram, com um possível quinto eixo a entrar em acção:

– Eixo de Kiev: os russos mobilizaram forças de artilharia adicionais que até este momento não conseguiram empregar em assaltos à cidade. Os ataques das forças leves russas nos arredores da cidade não progrediram até ao 5.º dia. As forças ucranianas resistiram.

– Eixo Nordeste: artilharia pesada começou a ser disparada directamente para o centro de Kharkiv, indicando uma perigosa alteração nas operações russas, já que o Kremlin decidiu adoptar meios aéreos e artilharia que mantinha em reserva até o momento em ataques indiscriminados. As forças russas também retomaram avanços limitados no nordeste da Ucrânia, após a pausa operacional de 26 e 27 de Fevereiro.

– Eixo Donbass: foram retomados os ataques às forças ucranianas que defendem Mariupol. Os russos conseguiram assim prender as forças ucranianas na linha de contacto (a fronteira que separa o governo ucraniano das áreas controladas pelos separatistas) para permitir que outras tropas saiam da Crimeia para as isolar.

– Eixo da Crimeia: a invasão continuou com avanços limitados em dois eixos fora da Crimeia: Norte, em direcção a Zaporizhzhya; e Oeste, em direcção a Mykolayiv.

– Forças russas e bielorrussas prepararam-se para uma eventual linha adicional de avanço para a Ucrânia Ocidental. A 38.ª Brigada de Assalto Aéreo da Bielorrússia foi enviada para Kobryn, perto de Brest, no Sudoeste da Bielorrússia. O Estado-Maior ucraniano informou que há uma grande probabilidade de forças bielorrussas ingressarem nas operações russas.

Destaque ainda para relatos de uma coluna militar russa localizada a Noroeste de Kiev. O que no dia anterior era um comboio com cerca de 5kms de comprimento, foi reportado pela Reuters como uma linha de 27kms.

Ainda neste dia, os militares russos começaram a usar novas armas, incluindo mísseis e foguetes na cidade de Kharkiv, aumentando drasticamente os danos nas infraestruturas civis, bem como o número de vítimas. Mas a resistência ucraniana dentro e em redor de Kharkiv continuou determinada.

TERÇA-FEIRA, 1 DE MARÇO (DIA 6)

Ao sexto dia, destacam-se os principais desenvolvimentos:

– O esforço principal continua a ser o mesmo: o Eixo de Kiev. A Rússia continuou a posicionar e a reabastecer as tropas, em preparação para uma tentativa de envolver Kiev pelo Oeste. As operações neste eixo consistem num esforço principal destinado a envolver e, finalmente, a cercar a cidade pelo Oeste, contando com o apoio dos esforços ao longo dos eixos Chernihiv e Sumy, para cercá-la pelo Nordeste e Leste. Aqui, os russos parecem ter conseguido isolar as forças ucranianas, irrompendo as suas linhas em direcção à capital.

– A Sul: os russos conseguiram estabelecer uma “ponte terrestre”, que liga Rostov-on-Don à Crimeia, permitindo que os seus reforços se movimentem mais rapidamente de Rostov para Oeste.

A investida sobre Kherson permite que as forças russas retomem sua viagem em direcção a Mikolayiv e Odessa.

O COMBOIO MILITAR RUSSO

A longa coluna que se aproxima de Kiev pelo Noroeste (na margem Oeste do Dnipro) foi visionada pela “Maxar Technologies”. O comboio militar consiste num grande número de veículos de combate. Elementos do 104.º Regimento da 76.ª Divisão Aerotransportada, com base em Pskov, na Rússia, acompanham o comboio, juntamente com activos de artilharia e engenharia.

Elementos de combate adicionais estão em posições defensivas orientadas para o Antonov Airfield, em Holstomel, de acordo com imagens fornecidas pela Maxar Technologies, protegendo o comboio contra possíveis ataques ucranianos perto do aeródromo. Destaque para o facto de, num espaço de 24 horas, a coluna russa ter passado de 27kms de comprimento para cerca de 65kms.

©MaxarTechnologies

A pergunta mais frequente tem sido por que razão os militares da Ucrânia não a dizimam, já que fica à sua mercê nas estradas. Uma fila tão longa de veículos militares em terreno relativamente aberto, normalmente seria vulnerável a ataques aéreos. Mas qualquer ataque ucraniano ao comboio pode ser limitado porque as autoridades acreditam que ele contém sistemas de defesa aérea e pode ser protegido por forças especialmente treinadas para repelir ataques terrestres. E é um dado incontornável que os russos possuem material bélico em maior quantidade.

Em Kharkiv, as forças russas continuam incapazes de tomar a cidade e concentraram os ataques num bombardeamento aéreo, com mísseis, artilharia pesada e sistemas de foguetes de lançamento múltiplo (MLRS). A cidade foi alvo de ataques em zonas residenciais, daí resultando o aumento substancial de danos e vítimas mortais.

Os contigentes russos continuam a aumentar as concentrações na Bielorrússia, com vista a  apoiar operações renovadas ao longo dos eixos de Chernihiv e Oeste de Kiev. Imagens de satélite mostraram pelo menos 63 helicópteros russos no Aeródromo V. D. Bolshoy, perto de Mazyr, na Bielorrússia. Os helicópteros parecem ser uma mistura de aparelhos de ataque e transporte que podem ser usados para conduzir operações de assalto aéreo ou para fornecer reabastecimento rápido de unidades avançadas, bem como ataques aéreos directos contra posições ucranianas.

QUARTA-FEIRA, 2 DE MARÇO (DIA 7)

Foram retomadas as operações ofensivas contra os arredores ocidentais de Kiev, depois de uma pausa para reabastecimento de 27 de fevereiro a 1 de Março. Contudo, nenhum território adicional foi garantido.

Também foram iniciadas operações em Zhytomyr Oblast. Os russos expandem o seu envolvimento de Kiev mais a Oeste, tentando flanquear a resistência ucraniana. A defesa é bem mais forte do que o previsto e há contra-ataques ucranianos, ainda que limitados, nos arredores de Kiev.
A Rússia tentou também realizar três esforços de apoio: para capturar Kharkiv (A); para tomar Mariupol, protegendo a “ponte de terra” que liga Rostov-on-Don à Crimeia (B); e para proteger Kherson e estabelecer condições ideais para uma incursão para o Oeste, em direcção a Mykolayiv e Odessa (C). O centro de Kharkiv continuou a ser fortemente bombardeado. Em Mariupol, as forças russas iniciaram uma campanha deliberada para destruir infraestruturas civis críticas e áreas residenciais numa provável tentativa de forçar a rendição da cidade. Os bolsões de resistência ucraniana em Kherson começam a ceder.

QUINTA-FEIRA, 3 DE MARÇO (DIA 8)

Uma semana após o início da invasão russa, os tempos são sombrios para os ucranianos. Os ataques incessantes da artilharia russa provocam cada vez mais mortes destruição entre os civis, com imagens que fazem lembrar a Segunda Guerra Mundial. Mas o dia não trouxe as melhores notícias do terreno para Putin.

A Rússia continua a tentar cercar Kiev e a capturar Kharkiv, sem sucesso. As suas tropas continuam a atacar aos poucos, comprometendo alguns grupos tácticos de cada vez, em vez de concentrarem uma força esmagadora para alcançar efeitos decisivos.

Os comandantes russos preferiram abrir novas linhas de avanço para operações, sem obter uma “sinergia” significativa entre esforços em diferentes eixos, em direcção aos mesmos objectivos.

No Sul da Ucrânia, a Rússia continua a realizar operações ao longo de três eixos divergentes, em vez de se concentrar em apenas um ou tentar esforços de apoio mútuo. Estas falhas operacionais básicas – que eram um ponto forte dos militares soviéticos e algo que é estudado nas academias militares russas – são inexplicáveis, assim como o fracasso dos militares russos em obter superioridade aérea ou pelo menos destruir grande parte da Força Aérea Ucraniana.

Mas as tropas de Putin consolidaram a nova linha de avanço a partir da Bielorrússia para o Sul, em direcção a Zhytomyr, a Oeste de Kiev, enquanto as forças que tentavam cercar Kiev a partir do Noroeste foram empurradas para o Oeste pela resistência e contra-ataques ucranianos. Os russos estão com dificuldade para completar o cerco de Kiev, mas continuam a destruir localidade ucranianas. Irpin, a Noroeste da capital, foi alvo de um poderoso ataque de artilharia russo.

As forças invasoras na margem leste do rio Dnipro continuam incapazes de tomar a importante cidade de Chernihiv, o que não salvou os habitantes de mais um violento ataque de artilharia.

Mariupol continua cercada e é atacada brutalmente para forçar a sua capitulação.

O Presidente da Câmara de Kherson rendeu-se condicionalmente aos russos, permitindo que estes renovassem o seu avanço sobre Mikolayiv. Os militares ucranianos, no entanto, derrotaram uma tentativa de ataque russo para tomar um aeródromo naquela zona.

Uma das notícias do dia é a morte do comandante do 41.º Exército de Armas Combinadas Russo. O Major-General Andrey Sukhovetsky foi morto por um sniper.

SEXTA-FEIRA, 4 DE MARÇO (DIA 9)

A noite de 3 para 4 de Março fica marcada pelo ataque russo a edifícios do complexo da central nuclear de Zaporizhzhia, no Sul da Ucrânia. Após o ataque, um incêndio deflagrou no local. Contudo, por volta das 5h da manhã, os bombeiros apagaram as chamas. A central nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Europa, caiu nas mãos dos russos.

À entrada dia 9 do ataque da Rússia à Ucrânia, grandes áreas do território estão a ficar sob controlo russo.  No Norte, as tropas de Putin arrasaram Borodyanka, nos arredores de Kiev. Há também relatos de que a cidade oriental de Sumy foi cercada.

No Sul, a cidade portuária sitiada de Mariupol continua sob ataques constantes. Os bombardeamentos cortaram o fornecimento de energia e água para a cidade. Kherson é controlada pelos russos.

Analisando o avanço russo no território, percebemos que a situação é muito delicada para os ucranianos. Mas a resistência dos ucranianos tem sido extremamente feroz. Do exército às milícias civis, a luta tem sido travada com grande tenacidade. Imagens de satélite mostram pontes que foram destruídas dentro e ao redor de Kiev, algumas mesmo destruídas por forças ucranianas para retardar o avanço das tropas russas.

Uma semana após o início da guerra contra a Ucrânia, a Rússia começou a transferir tropas dos seus distritos militares do Sul e do Leste para reabastecer suas fileiras, em grande parte exaustas.

Nove dias depois, a guerra da Rússia contra a Ucrânia abalou o mundo. A invasão da Ucrânia por Putin já teve consequências humanitárias, económicas e geopolíticas significativas. No que respeita aos refugiados, a contagem mais recente e ainda crescente soma 649.903 pessoas que entraram na Polónia, 144.738 na Hungria, 103.254 na Moldávia, 90.329 na Eslováquia, 53.300 na Rússia, 57.192 na Roménia e 384 na Bielorrússia. Pelo menos 110.876 pessoas também fugiram para outros países europeus. O números de baixas variam drasticamente consoante as fontes: os ucranianos referem que mais de 9000 soldados russos foram mortos; os russos apontam 498. Do lado ucraniano, mais de 2000 baixas foram contabilizadas.

Quando a capital da Ucrânia, Kiev, e outras grandes cidades sofreram o seu primeiro ataque desde a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos, a União Europeia e o Reino Unido desencadearam as mais profundas e amplas sanções contra uma economia tão grande como a da Rússia pela primeira vez. As tensões nucleares atingiram seu nível mais alto desde a Guerra Fria.

E assim, à medida que a luta continua e uma crise humanitária se desenrola, o destino da Ucrânia está em jogo.

Fontes:

– Statista Research Department;

– OSINTtechnical;

– Institute for Study of War;

– Global Conflict Tracker;

– liveuamap.com

Nota: O autor escreve segundo a antiga ortografia.

Sobre o autor:

Advogado. Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Aficionado por música e desporto. Entusiasta de História Militar e autor da página WWII Stories Group.

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