Revista Rua

2020-12-30T11:35:06+00:00 Cultura, Dança

GUIdance: Guimarães volta a ser palco da dança contemporânea em fevereiro

De 4 a 13 de fevereiro de 2021, Guimarães volta a dar palco a uma dezena de obras e artistas.
MAY B - MAGUY MARIN
Maria Inês Neto
Maria Inês Neto17 Dezembro, 2020
GUIdance: Guimarães volta a ser palco da dança contemporânea em fevereiro
De 4 a 13 de fevereiro de 2021, Guimarães volta a dar palco a uma dezena de obras e artistas.

A 11.ª edição do icónico GUIdance – Festival Internacional de Dança Contemporânea já tem data marcada e promete renovar a atuação de um evento cultural que transporta em si um consagrado percurso de uma década. De 4 a 13 de fevereiro de 2021, Guimarães volta a dar palco a uma dezena de obras e artistas, alguns em estreia absoluta, com a dupla Sofia Dias e Vítor Roriz como coreógrafos em destaque nesta edição.

Corpo, encontro, expansão, limites e potência são as palavras que ditam a “matéria combustível” deste GUIdance em tempos tão incertos. Partindo de uma pergunta retórica formulada pelo filósofo Gilles Deleuze, em torno da obra de Espinosa, o festival procura refletir sobre: “O que pode o corpo?” Uma questão, por si só, mais relevante do que nunca e que ganha outro sentido perante o contexto particular em que todos vivemos. Com um novo eixo, mas dando continuidade à génese do festival, esta edição assenta em dois princípios: experimentação e potência.

Com um conjunto de propostas interessantes e que assentam numa ideia de viagem entre o figurativo e o abstrato, a dimensão física do programa tomará lugar nos lugares habituais: Centro Cultural Vila Flor (CCVF) e Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG).

A edição arranca a 4 de fevereiro com uma estreia absoluta dos coreógrafos contemplados, às 19h30, no Grande Auditório do CCVF. Sofia Dias e Vítor Roriz apresentam Escala, uma peça interpretada por Bruno Brandolino, Joahn Volmar e Luís Guerra, numa mudança de perspetiva da ideia de corpo coletivo e social. No dia seguinte, o festival traz a palco a Coreografia de João dos Santos Martins que nos interroga sobre como seria se uma dança “falasse” expressivamente para que se fizesse entender no seu todo. Coreografia toma lugar no CCVF, às 19h30.

Já no fim de semana do dia 6 de fevereiro, o GUIdance arranca com um dia de dupla apresentação: às 16h00 é a vez de Flora Détraz visitar a Black Box do CIAJG para nos trazer Glottis, um espetáculo que acontece no “fim perdido” de uma gruta em tempos ancestrais, e às 19h00 do mesmo dia a coreógrafa Maguy Marin regressa ao maior palco do CCVF para nos apresentar aquela que é já considerada a obra-prima da história da dança contemporânea: a peça May B. A primeira semana do festival encerra com tripla apresentação. No dia 7 de fevereiro, às 16h00, e no dia seguinte, às 15h00, a dupla de coreógrafos em destaque volta à ação, desta vez com um espetáculo destinado às crianças e famílias. Em Sons Mentirosos Misteriosos, partem à descoberta da qualidade mágica que nos emerge da fricção entre som e imagem, num espetáculo que nos abre portas às imensas possibilidades.

A mesma dupla assume o salto para a segunda semana do festival com Um gesto que não passa de uma mudança, apresentado numa remontagem do premiado e viajado espetáculo que em 2012 se apresentou em Guimarães, no contexto da Capital Europeia da Cultura. O espetáculo acontece a 10 de fevereiro, pelas 19h30, na Black Box. Já o dia 11 está reservado para a estreia absoluta de Cia. Dançando com a Diferença, da coreógrafa Vera Mantero, um nome já reconhecido nas últimas edições do festival e que retorna para celebrar os 20 anos desta peça, às 19h30, no CCVF. A estreia absoluta de Fecundação e Alívio neste Chão Irredutível onde com Gozo me Insurjo, pela dupla Hugo Calhim Cristovão e Joana von Mayer Trindade, no dia 12 de fevereiro. Esta nova criação é coproduzida pel’A Oficina, Theatro Circo, Astra-Festival ContraDança e Centro Cultural de Belém.

A 11.ª edição do GUIdance encerra com duas estreias de criadores internacionais, no dia 13 de fevereiro. Às 16h00 é a vez da peça Warrior, da coreógrafa Anne-Mareike Hess, que resulta da sua pesquisa intensa sobre o contexto do corpo emocional. O derradeiro espetáculo do festival é um reencontro ansiado e também um desfecho protagonizado pela consagrada companhia belga, Peeping Tom. A peça em destaque é apresentada às 19h00 do mesmo dia.

Os bilhetes e assinaturas do festival já se encontram disponíveis nos locais habituais: online, no site d’A Oficina, do CCVF e do festival, bem como presencialmente nas bilheteiras dos equipamentos geridos pel’A Oficina: o Centro Cultural Vila Flor (CCVF), a Casa da Memória de Guimarães (CDMG), o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) ou a Loja Oficina (LO). Podem ainda ser adquiridos em lojas Fnac, Worten e El Corte Inglés.

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