Revista Rua

2022-04-13T17:48:43+01:00 Cultura, Dança, Em Destaque

Guimarães celebra o Dia Mundial da Dança com espetáculos inclusivos

Nos dias 29 e 30 de abril, a dança assume o palco com propostas para todos.
©Júlio Silva Castro
Redação13 Abril, 2022

Guimarães celebra o Dia Mundial da Dança com espetáculos inclusivos

Nos dias 29 e 30 de abril, a dança assume o palco com propostas para todos.

O Centro Cultural Vila Flor (CCVF), em Guimarães, assinala o Dia Mundial da Dança com dose dupla de espetáculos inclusivos. Nos dias 29 e 30 de abril, a dança assume o palco com propostas para todos.

O primeiro espetáculo Endless, da companhia Dançando com a Diferença, é um espetáculo que alia a dança, a música e o vídeo, no sentido de questionar a condição humana, a par da degradação do corpo, a vida e a certeza da morte. Endless parte de visitas ao Memorial do Holocausto (Berlim), à Colina das Cruzes (Lituânia) e aos campos de concentração de Auschwitz-Birkenau (Polónia). A adaptação do espetáculo é apresentada no Grande Auditório Francisca Abreu, no CCVF, e integra o projeto + Inclusão/Fora de Portas, uma parceria d’A Oficina com a companhia de dança, com a premissa de aproximar diferentes públicos e promover mais inclusão na dança. A apresentação de Endless conta com a participação de várias entidades e associações locais e acontece em duas sessões: no dia 29, às 15h00, dedicada a escolas e instituições e no dia 30, às 19h00, para público em geral. O espetáculo é acompanhado por audiodescrição para pessoas com deficiência visual.

Na noite do dia 29 de abril, é tempo de receber o espetáculo Coreografia, de João dos Santos Martins, uma sessão com interpretação em Língua Gestual Portuguesa. O espetáculo centra-se na relação entre a coreografia enquanto suporte artístico não-comunicativo e a língua gestual como sistema de vocabulário baseado em gestos cujo fundamento passa por viabilizar a comunicação na esfera social. Inspirado no teórico de dança francês do século XVIII, João dos Santos Martins constrói uma dança em que o texto se difunde com o movimento. A sessão é apresentada às 21h30, no Pequeno Auditório do CCVF.

©Júlio Silva Castro

Esta coprodução entre A Oficina, Alkantara, Associação Parasita e Materiais Diversos retrata um “conflito” expresso na dicotomia entre escrita de texto, composição de gestos, ações e movimentos, contando com o texto de José Maria Vieira Mendes, interpretação de Adriano Vicente e música e interpretação ao vivo de João Barradas.

Os bilhetes estão disponíveis nas bilheteiras do CCVF, do CIAJG, da Casada Memória e da Loja Oficina, bem como online.

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