Revista Rua

2019-04-15T10:40:59+00:00 Cultura, Música, Radar

Guimarães encheu-se de música com Westway LAB

Miguel Estima
Miguel Estima15 Abril, 2019
Guimarães encheu-se de música com Westway LAB

A sexta edição do Westway LAB, que decorreu em Guimarães de 10 a 13 de abril, foi a mais completa de todas, contando com quase três dezenas de concertos ao longo dos quatro dias, conjugados com um extenso programa de conferências com profissionais da indústria musical mundial, talks abertas ao público e residências artísticas que reúnem artistas nacionais e internacionais em criação.

No sentido de expansão do Westway LAB, o país convidado este ano foi o Canadá, trazendo pela primeira vez a terras lusitanas bandas que de outra forma não teriam tido a oportunidade de pisar solo português. Sendo como habitual um grande foco de descoberta, a noite de sexta-feira, 12 de abril, no CCVF, apresentou a representação canadiana no Westway LAB 2019, alimentada pelas vozes femininas das cantautoras Sarah MacDougall e Megan Nash, pelos The East Pointers, os Tribe Royal e, ainda, a dupla Les Deuxluxes. Na mesma noite, e à semelhança do ano passado, o Westway LAB voltou a receber um dos eventos de divulgação da novíssima música nacional promovida pelo gabinete de internacionalização da música portuguesa, Why Portugal. Sempre com a pitada na diversidade da criação portuguesa, desde a pop construída entre guitarras e sintetizadores de Neev, ao Fado saído da guitarra de Marta Pereira da Costa, passando pelo indie delicodoce dos Vaarwell.

Um dos pontos altos das últimas três edições é o facto de a cidade acolher os City Showcases. Este ano, no sábado, dia 13 de abril, Guimarães converteu-se num grande palco, tomado por artistas e público, que se interligam pela magia da música. Durante a chuvosa tarde de sábado, foi possível ouvir o indie pop do duo austríaco Mickey, o pop de influências norte-americanas da sueca Elin Namnieks ou o indie rock de Izzy and the Black Trees, da Polónia, três projetos que fazem parte da seleção da rede INES para 2019. Da Grécia chega-nos o multi-instrumentista e compositor Theodore. A representação nacional está bem entregue aos Holy Nothing, uma das mais promissoras bandas nacionais, que cria na fronteira entre a eletrónica e o pós-rock, bem como ao guitarrista Francisco Sales, à cantora Beatriz Nunes e ao quarteto de rock-sujo Smartini.

Na última noite do festival, a música regressou ao CCVF numa grande celebração com concertos dos The Black Mamba, Tashi Wada Group feat. Julia Holter, Batida apresenta: The Almost Perfect DJ, Whales, sendo um dos palcos destacado para a prata da casa com Captain Boy, Mister Roland e Paraguaii.

Foi uma bela celebração da música em Guimarães, onde cada edição que passa surpreende pela positiva, tanto pelas escolhas musicais como na utilização dos espaços deste pólo criativo vimaranense.

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