Revista Rua

2020-11-09T17:28:35+00:00 Cultura, Música

Guimarães Jazz: o célebre festival está de regresso com uma programação excecional

Nas palavras do programador do Guimarães Jazz, trata-se de “um festival para tempos incertos”.
Radiohead Jazz Symphony ©D.R.
Maria Inês Neto
Maria Inês Neto9 Novembro, 2020
Guimarães Jazz: o célebre festival está de regresso com uma programação excecional
Nas palavras do programador do Guimarães Jazz, trata-se de “um festival para tempos incertos”.

A oportunidade do jazz na incerteza no presente. É sob este mote que arranca a 29.ª edição do Guimarães Jazz, um dos mais reconhecidos acontecimentos musicais na cidade – e no país. Ainda que em tempos controversos, a edição deste ano irá consumar-se entre os dias 12 e 21 de novembro, ao longo de nove concertos a não perder no Centro Cultural Vila Flor (CCVF).

Nas palavras do programador do Guimarães Jazz, trata-se de “um festival para tempos incertos” e é neste cenário de incerteza que o evento descobre novas perspetivas sobre o jazz, que possam ir de novo ao encontro das expectativas e desejos dos artistas. Contam-se mais de 100 músicos, portugueses e alguns estrangeiros que residem atualmente em Portugal, aos quais se juntará a banda holandesa Radiohead Jazz Symphony para atuar com a Orquestra de Guimarães, num formato que promove um olhar mais alargado sobre o panorama musical nacional, surgindo como um catalisador de novas colaborações e suscitar diferentes aproximações artísticas. O elenco fica completo com a presença de nomes consagrados, como: Andy Sheppard, Peter Evans, César Cardoso, Julian Argüelles, Pedro Melo Alves, Sonoscopia, Porta-Jazz, Big Band da ESMAE, entre muitos outros.

A 29.ª edição arranca, no dia 12 de novembro, com três músicos de gerações, geografias e estilos distintos, mas que partilham uma relação de afinidade com o nosso país. É o caso do saxofonista Andy Sheppard, que atuará no dia de abertura, pelas 19h30, com o quarteto Costa Oeste – um grupo improvável constituído pelo contrabaixista e compositor Hugo Carvalhais, pelo já veterano e prestigiado guitarrista Mário Delgado e Mário Costa, um baterista proeminente da nova geração do jazz português. No dia seguinte, à mesma hora, o festival recebe a estreia do mediático Peter Evans, um trompetista de grande virtuosismo técnico, que se apresenta num formato de concerto-duplo: num primeiro momento com o baterista Gabriel Ferrandini e, de seguida, numa formação insólita de trompete/acordeão/contrabaixo ao lado de dois músicos com provas dadas de grande competência – João Barradas e Demian Cabaud. Já no dia 20, novamente pelas 19h30, o festival acolhe Julian Argüelles, que acompanhou de perto a sua afirmação no circuito jazzístico do mais alto nível e atuará em septeto, um ensemble de bons músicos portugueses que interpretará as composições de Argüelles, numa estreia absoluta.

Em simultâneo a estas três formações, que refletem o eixo colaborativo do programa desta edição, apresentam-se ainda dois músicos que têm vindo a consolidar o seu percurso nos últimos anos, em campos quase opostos ao jazz. César Cardoso é um compositor com uma vasta carreira profícua e diversificada, principalmente no jazz orquestral, que se apresenta a 14 de novembro, pelas 19h00, com o projeto Dice of Trenors. Por sua vez, Pedro Melo Alves encerra esta edição do festival, a 21 de novembro (19h00), com uma versão alargada do seu Omniae Ensemble, originalmente um septeto reconfigurado numa big band de 23 músicos e uma instrumentação invulgar, que inclui uma secção de vozes e percussões eletrónicas, dirigida pelo percussionista Pedro Carneiro.

O restante programa completa-se com as parcerias do festival com as associações e coletivos que transitam de anos recentes. O Porta-Jazz apresenta-se no dia 15, pelas 19h00, com o espetáculo Sombras da Imperfeição, enquanto que a Orquestra de Guimarães atua a 19 de novembro, pelas 19h30, sob direção do arranjador e fundador da Nordpool Orchestra. Já Sonoscopia, um projeto colaborativo de eletrónica/percussão/vídeo, atua no dia 18 de novembro, com encontro marcado para as 19h30. Um último destaque para a participação da Big Band da ESMAE que, ao contrário do habitual, é dirigida pelos professores da própria instituição, apresentando-se no dia 15, pelas 16h00.

Atendendo às novas medidas de combate à pandemia, A Oficina irá realizar os concertos com horários de apresentação antecipados, garantindo a oferta cultural programada e seguindo todas as regras e recomendações da Direção-Geral da Saúde. Todos os concertos terão lugar no Grande e Pequeno Auditório do CCVF, à exceção do projeto Porta-Jazz, que decorre na Black Box do Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG). A assinatura para assistir a todos os concertos desta edição encontra-se disponível no valor de 45€, ao passo que os bilhetes individuais alternam entre a entrada livre e os valores de 5€ a 10€ por ingresso.

Os bilhetes podem ser adquiridos nos sites do festival, d’A Oficina e do CCVF, assim como presencialmente nas bilheteiras dos espaços geridos pel’A Oficina: CCVF, CIAJG, Casa da Memória de Guimarães e na Loja Oficina, bem como Lojas Fnac, El Corte Inglés e Worten.

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