Revista Rua

2019-11-06T15:08:46+00:00 Cultura, Música, Radar

Guimarães Jazz promete cruzar gerações e estilos já a partir de amanhã

Num total de 13 concertos em dez dias, esta edição pretende trazer a Guimarães artistas, nacionais e internacionais, de diferentes gerações e estilos, que marcam o jazz do presente.
Maria Inês Neto6 Novembro, 2019
Guimarães Jazz promete cruzar gerações e estilos já a partir de amanhã
Num total de 13 concertos em dez dias, esta edição pretende trazer a Guimarães artistas, nacionais e internacionais, de diferentes gerações e estilos, que marcam o jazz do presente.

O Guimarães Jazz prepara-se para voltar a atrair e contagiar os amantes do jazz com uma programação surpreendente de 13 concertos em dez dias, trazendo à cidade o melhor do jazz contemporâneo. De 7 a 16 de novembro, a 28ª edição do Guimarães Jazz promete ser inesquecível, num festival que anuncia cruzar gerações, fundir estilos e ligar origens.

Cerca de 150 músicos, mais de 90 portugueses, são convidados a trazer a sua música aos palcos do Centro Cultural Fila Flor (CCVF). Charles Lloyd, Eric Harland, Antonio Sánchez, Vijay Iyer, Craig Taborn, Joe Lovano, Lina Nyberg, Rudy Royston e Andrew Rathbun, entre muitos mais, são alguns dos destaques internacionais.

O festival promete, mais uma vez, fazer sentir-se um pouco por toda a parte, estendendo a música a pontos culturais da cidade, sendo eles o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) e o Convívio Associação Cultural, como é já habitual. Num total de 13 concertos em dez dias, esta edição pretende trazer a Guimarães artistas, nacionais e internacionais, de diferentes gerações e estilos, que marcam o jazz do presente, sem menosprezar a genialidade e o virtuosismo que marca a sua origem. O convite é dirigido a todos os que se querem deixar embalar em algo inestimável como o poder da música e todo o potencial que esta encerra para inspirar e revigorar a vida de cada um.

O programa arranca na quinta-feira, dia 7 de novembro, inaugurando esta edição com a atuação daquele que é um dos grandes nomes do jazz: Charles Lloyd. Em Kindred Spirits, concerto que apresentará no CCVF, é acompanhado por uma banda de excelência, composta pelo pianista Gerald Clayton, o baterista Eric Harland, o guitarrista Marvin Sewell e o contrabaixista Harish Raghavan. Na sexta-feira, a cidade prepara-se para receber o baterista americano, Antonio Sánchez, que se apresenta com o projeto Migration, uma intenção de explorar a estética que faz aproximação ao rock, à música eletrónica e à spoken word.

A tarde do dia 9 de novembro está reservada para o Trio Olivia/Boisseau/Rainey, com o projeto Orbit, às 17h, no CCVF. Um trio clássico – de piano, contrabaixo e bateria – que é liderado pelo pianista e compositor Stéphan Olivia. A música prolonga-se até à noite, altura de receber dois dos mais influentes músicos de jazz do presente, os pianistas norte-americanos Vijay Iyer e Craig Taborn, que se completam para criar uma música, simultaneamente, canónica e disruptiva. O recente e aclamado registo discográfico Transitory Poems é mais um documento dessa relação artística e serve de mote para o concerto que terá lugar no CCVF, pelas 21h30.

O festival continua a investir na vertente pedagógica e mantém a parceria iniciada já em 2012 com a ESMAE, no âmbito da qual os jovens músicos de jazz e a música clássica têm uma experiência criativa de elevada exigência. Desta forma, a Big Band e o Ensemble de Cordas da ESMAE é dirigida por Geof Bradfield, num concerto inédito e irrepetível, que ocupará o palco do Grande Auditório do CCVF, às 17h, no dia 10 de novembro. A noite de domingo leva-nos até à Black Box do CIAJG para receber aquele que tem sido um momento incontornável da programação histórica do festival, fruto da colaboração com a associação Porta-Jazz, que este ano permite o encontro entre dois músicos importantes do jazz português, o guitarrista Miguel Moreira e o baterista Mário Costa, o bailarino Valter Fernandes, o percussionista Rui Rodrigues e ainda o saxofonista e clarinetista suíço Lucien Dubuis, que juntos vão explorar a relação entre o jazz e a dança. O resultado desta residência será apresentado e gravado ao vivo no Guimarães Jazz e posteriormente editado.

O dia 11 de novembro traz a palco uma instituição histórica entre as big bands de jazz, a ICP Orchestra, por onde passaram alguns dos músicos mais influentes do jazz europeu. Já o dia 12 será marcado por uma nova colaboração do festival: Ikizukuri, um trio criado especificamente para o Guimarães Jazz. O palco do Grande Auditório do CCVF recebe o regresso de Joe Lovano, no dia 13 de novembro, unanimemente considerado um dos grandes saxofonistas da atualidade, que volta ao festival onde já atuou por diversas ocasiões, com o seu Trio Tapestry. O dia seguinte terá como protagonistas o quinteto liderado pela compositora e vocalista Lina Nyberg e a Orquestra de Guimarães.

O último fim de semana do festival abre com o baterista Rudy Royston, pelas 21h30, de sexta-feira, considerado um dos mais prestigiados instrumentistas da década de 70, que se apresenta em quinteto, numa instrumentação invulgar. O derradeiro dia desta edição, 16 de novembro, é dominado pelo quinteto de Geof Bradfield, às 17h30, e pelo ensemble de Andrew Rathbun, às 21h30, em dois concertos no CCVF. Desta feita, o festival despede-se com uma obra de paisagens emocionais, por Aubrey Johnson, que narra um mundo em profunda transformação ao qual a arte tem de dar resposta.

Como não poderiam faltar, a programação inclui as tradicionais atividades paralelas, que ao longo das duas semanas pretendem oferecer várias experiências a todos os que passarem pela cidade nesta altura. Desde as animações musicais, nas quais o jazz surge em contextos quotidianos menos previsíveis e acessíveis a todos, às jam sessions, no Café Concerto do CCVF e no Convívio, este ano lideradas pelo compositor e saxofonista Geof Bradfield.

O programa pode ser consultado na íntegra no site do festival. Os bilhetes encontram-se disponíveis para venda nas bilheteiras do CCVF, CIAJG, Casa da Memória de Guimarães, na Loja Oficina, lojas Fnac, Worten e El Corte Inglês, bem como online, no site do CCVF ou em oficina.bol.pt.

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