Revista Rua

2021-04-26T17:58:00+01:00 Cultura, Dança, Radar

Guimarães será palco da dança contemporânea já no próximo fim de semana

A programação completa para os próximos meses pode ser conhecida no site do CCVF.
Fotografias ©D.R.
Maria Inês Neto26 Abril, 2021
Guimarães será palco da dança contemporânea já no próximo fim de semana
A programação completa para os próximos meses pode ser conhecida no site do CCVF.

A Oficina promove um fim de semana exclusivamente dedicado à dança contemporânea, promovendo uma programação especial e recheada, com estreias há muito esperadas. A tempo de apresentar a agenda cultural para os dias 30 de abril, 1 e 2 de maio, falamos com Fátima Alçada, diretora artística d’A Oficina, que nos apresenta os destaques para os próximos tempos. Esperam-se duas estreias absolutas e um terceiro espetáculo, retomando a programação artística e cultural nos espaços d’A Oficina.

Na impossibilidade de se consumar a programação habitual do GUIdance, que iria acontecer em fevereiro, A Oficina procurou dar resposta aos espetáculos agendados e aos artistas que integravam a vasta programação. “Este fim de semana coincide com o Dia Mundial da Dança e, em colaboração com os artistas e diferente equipas, conseguimos reagendar três dos espetáculos que fariam parte do elenco do GUIdance, que acabou por não acontecer”, partilha a diretora artística d’A Oficina, Fátima Alçada.

A programação arranca na sexta-feira, dia 30 de abril, com a estreia absoluta do espetáculo Fecundação e Alívio neste Chão Irredutível onde com Gozo me Insurjo, de Hugo Calhim Cristovão e Joana von Mayer Trindade. O espetáculo, interpretado por Sara Garcia e Bruno Senune, acontece às 19h00, no Pequeno Auditório do Centro Cultural Vila Flor (CCVF). A programação continua na manhã do dia 1 de maio, pelas 11h00, com o regresso da coreógrafa Vera Mantero, numa colaboração inédita com a companhia Dançando com a Diferença, com a apresentação do espetáculo Vaamo share oque shop é Beiro Pateiro. “É a primeira vez que a companhia vem a Guimarães e é, por isso, uma data bem feliz e de imensas possibilidades”, continua Fátima. Seguimos para a manhã de domingo, novamente às 11h00, com uma coprodução d’A oficina com a coreógrafa francesa, Flora Détraz, que apresenta Glottis, na Black Box do Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG). “É muito importante recebermos novamente a Vera e também para o público ter a possibilidade de conhecer uma outra faceta da coreógrafa. É muito interessante ver esta plasticidade entre artistas e criadores ao trabalharem com diferentes possibilidades e isso acontece no espetáculo da Vera”, reforça a diretora artística, acrescentando: “É possível e é ótimo trabalhar com bailarinos e profissionais com características muito diferentes uns dos outros, mas que todos têm lugar no palco”.

Numa altura de recomeço da programação cultural e da reabertura de portas dos espaços d’A Oficina, esperam-se vários momentos de fruição das várias vertentes da arte com o território, promovendo estreias absolutas e dando palco aos artistas nacionais e também internacionais. “Este recomeço está a ser particularmente intenso, depois destes meses que foram mais longos do que esperávamos, e assenta num equilíbrio que temos de encontrar entre dar resposta e cumprir os nossos compromissos com os artistas e com as companhias, mas também possibilitar uma oferta consistente ao público, sem ser excessiva. É difícil, mas é muito estimulante”, conta-nos Fátima, completando: “Estamos entusiasmados e com uma energia redobrada por podermos voltar aos locais onde trabalhamos”.

Durante o período de confinamento, A Oficina procurou dar resposta às adversidades, no sentido de manter uma relação direta com os artistas e promovendo uma agenda cultural recheada para os próximos meses, com uma programação que se fará sentir um pouco por todos os espaços. “Conseguimos ter uma série de estreias absolutas e trazer artistas com quem já queríamos trabalhar há bastante tempo”.

Ao terminar a programação que celebra a dança contemporânea, A Oficina recebe o Teatro Praga, que se apresenta em Guimarães para apresentar uma série de projetos e espetáculos, com duas estreias absolutas, a apresentação do work in progress do filme SuperNatural, de André Teodósio, e uma oficia de escrita com José Maria Vieira Mendes, entre outras iniciativas a não perder. “Lançamos também um convite ao Branko para criar um concerto específico a partir de Guimarães e que foi também um trabalho muito interessante que aconteceu durante este último confinamento”. O concerto acontece a 21 de maio, no CCVF.

Os espetáculos pensados para o próximo fim de semana são indicados para todos os públicos e acontecem em alguns dos espaços culturais que contemplam A Oficina, num regresso da atividade artística, numa programação exclusivamente presencial. Os ingressos para assistir às criações de Hugo Calhim Cristovão e Joana van Mayer Trindade e Flora Détraz têm um custo de 7,50€ (ou 5€ com desconto), podendo ser adquiridos nas bilheteiras habituais dos espaços geridos pel’A Oficina: CCVF, Casa da Memória de Guimarães, CIAJG e Loja Oficina, assim como online. o espetáculo de Vera Mantero terá entrada livre.

A programação completa para os próximos meses pode ser conhecida no site do CCVF.

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