Revista Rua

2023-05-12T11:42:20+01:00 Cultura, Em Destaque, Teatro

Guimarães volta a deixar-se contagiar pelos Festivais Gil Vicente

De 1 a 10 de junho, os Festivais destacam novas criações e estreias absolutas, entre várias propostas.
Redação12 Maio, 2023
Guimarães volta a deixar-se contagiar pelos Festivais Gil Vicente
De 1 a 10 de junho, os Festivais destacam novas criações e estreias absolutas, entre várias propostas.

Os Festivais Gil Vicente preparam-se para voltar a estremecer a cidade de Guimarães, com novas criações, estreias absolutas, trabalho em rede e coproduções que marcam a 35ª. edição. Entre os dias 1 e 10 de junho, os espetáculos ocupam o Centro Cultural Vila Flor (CCVF) e o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG). Os Festivais são organizados pel’A Oficina, Câmara Municipal de Guimarães e Círculo de Arte e Recreio.

A nova criação é representada por nomes como Cleo Diára, Isabél Zuaa e Nádia Yracema, Tita Maravilha, Teres Coutinho, Luís Mestre, Plataforma285 e silentparty, entre cooperações frutíferas em rede (como acontece com o Projeto CASA e a Bolsa Amélia Rey Colaço). A programação dá ainda lugar a conversas e debates para aproximar público e artistas, promovendo o pensamento em torno de matérias atuais que nos tocam regularmente, considerando a arte e o teatro como ponto de partida para a reflexão. Destaque ainda para a política de acessibilidade com momentos de acesso gratuito e vários espetáculos com descontos até 50%.

O diretor artístico dos Festivais Gil Vicente, Rui Torrinha propõe “fazer estremecer as fundações do tempo e do espaço”. A programação arranca no dia 1 de junho com uma “releitura da história” e uma nova interpretação do significado de mitos, em Cosmos, uma peça que as criadoras Cleo Diára, Isabél Zuaa e Nádia Yracema. O espetáculo propõe uma viagem interplanetária, através do resgate da mitologia africana e da revisão de eventos históricos do passado. No dia seguinte é a vez de Tita Maravilha apresenta As Três Irmãs, uma abordagem tropical ao universo de Tchékhov, partindo de uma leitura pós-contemporânea e multidisciplinar do clássico com o mesmo nome. A criação, vencedora da Bolsa Amélia Rey Colaço, é uma iniciativa promovida pelo Teatro Nacional D. Maria II, A Oficina/CCVF, O Espaço do Tempo e o Teatro Viriato. No dia 3, os Festivais levam o público numa “viagem delirante” da Plataforma285, envolta pela mercantilização e o capitalismo dos afetos, no sentido especulativo “entre o que somos, sentimos e projetamos”. All you can eat é um espetáculo transdisciplinar que cruza o teatro com a performance, a instalação e a dança.

A programação dá um salto até dia 8, para receber Teresa Coutinho que cruza territórios da pesquisa e da autobiografia em Solo, aferindo de que forma o teatro e o cinema contribuíram para a construção de uma ideia mais generalista de beleza, de sexualidade, de força e de vulnerabilidade. Nesta edição dos Festivais, a proposta abraça exercícios experimentais e poéticos que propõem “um olhar influenciado pela arquitetura do lugar”. Silentparty traz Um Quarto Só Para Si, uma proposta de sobreposição dos modos de organização do espaço e dos corpos no teatro com os da arquitetura, acreditando que experimentar diferentes modelos de construção é um exercício de imaginação de sociedades possíveis. No dia 10, Luís Mestre apresenta Noite de Verão, uma coprodução d’A Oficina/CCVF, Teatro Municipal do Porto, Casa das Artes de Famalicão, Cineteatro Louletano, 23 Milhas, Teatro Municipal de Bragança e Teatro Nova Europa.

Como é habitual, a programação inclui atividades paralelas, promovidas pelo Teatro Oficina, companhia de teatro d’A Oficina, que conta com direção artística de Mickaël de Oliveira, aproximando públicos, criadores, intérpretes e equipas artísticas em momentos de conversa pós-espetáculo ou debates.

A agenda cultural está disponível no site oficial da cooperativa cultural.

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