Revista Rua

2019-10-23T18:29:07+01:00 Cultura, Outras Artes, Radar

Index: primeiro evento internacional de Braga enquanto Cidade Criativa da UNESCO

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Maria Inês Neto23 Outubro, 2019
Index: primeiro evento internacional de Braga enquanto Cidade Criativa da UNESCO
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A cidade de Braga prepara-se para receber o Index: um evento internacional de arte e tecnologia que acontece de 23 a 27 de outubro. Da programação destacam-se os espetáculos Median, de Hiroaki Umeda, às 21h30 do dia 23 de outubro, e Ashes, de Martin Messier & Yro, à mesma hora no dia seguinte. Ambos os espetáculos acontecerão no Theatro Circo.

O Index assume-se como um evento que pretende promover uma reflexão crítica sobre a arte e a tecnologia em Portugal, através de três eixos de programação: Pensamento, Performance e Exposição. Em cada um dos três eixos, o Index pretende trazer a Braga (e ao país) alguns dos nomes mais relevantes no cruzamento das áreas de pensamento envolvidas. O evento contará com um total de 28 convidados, artistas e pensadores, oriundos de latitudes e longitudes diversas, que, ao longo dos cinco dias, vão apresentar ao público presente diferentes manifestações artísticas, onde a tecnologia assume um papel estruturante.

O programa estende-se a diferentes espaços da cidade, sendo eles, o gnration, o Theatro Circo, o Museu Nogueira da Silva, a Avenida da Liberdade e uma loja desocupada no centro histórico. O propósito do Index passa por enunciar, acolher e abraçar a diversidade, seja de públicos, locais ou pensamentos.

A calendarização do evento foi pensada com o intuito de o mesmo decorrer antes e durante o Festival Semibreve, uma referência no domínio da música eletrónica exploratória e das artes digitais, permitindo uma confluência de públicos e uma oferta mais diversificada para os visitantes. A nona edição do Festival Semibreve decorre, simultaneamente, em Braga, de 25 a 27 de outubro, sendo organizado pela AUAUFEIOMAU, com o apoio da Câmara Municipal de Braga.

O programa do Index divide-se em três eixos, sendo um deles o Pensamento, que será composto por quatro mesas redondas, onde se pretende analisar a relação entre a arte, a tecnologia e a contemporaneidade, assim como a forma como as Cidades Criativas da UNESCO para as Media Arts lidam com as problemáticas subjacentes ao programa do Index. A entrada para estas mesas de debate é livre e acontecem no gnration.

SPACETIME HELIX - Michela Pelusio

O programa voltado para a Performance traz a apresentação de vários espetáculos de palco, centrados numa relação umbilical com a tecnologia. O Index pretende apresentar distintas possibilidades do cruzamento da arte com a tecnologia. Nesse sentido, foi privilegiada a relação entre a dança, a interatividade e a programação visual do coreógrafo e bailarino japonês Hiroaki Umeda, através do espetáculo Median. O mesmo acontece com Ashes, um encontro de som, movimentos coreografados e filmagens em tempo real, proporcionadas por Martin Messier & Yro. Através de Darkness, Rudolfo Quintas pretende demostrar a capacidade da arte e da tecnologia enquanto ferramenta de integração social, levando a palco uma comunidade local de pessoas invisuais. Um total de quatro espetáculos que acontecem no Theatro Circo.

Já o programa de Exposições pretende representar os trabalhos escolhidos no âmbito dos quatro domínios das Media Arts – som, luz, dados e machine learning. As exposições dividem-se pelos diversos espaços que acolhem o evento. O Salão Nobre do Museu Nogueira da Silva receberá a mais recente peça do dinamarquês Jacob Kirkegaard, designada por Opus Mors, enquanto o gnration apresenta Landscape Past Future, de Adam Basanta, e visitas guiadas por Carmo Azeredo. O Theatro Circo apresenta Phosphor, de Robert Henke e a Av. da Liberdade recebe Datum, de Norimichi Hirakawa.

O programa pode ser consultado no site do evento.

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