Revista Rua

2021-06-28T10:03:24+01:00 Cultura, Dança

Longue Marche – A longa marcha: a vida humana

Depois da estreia na Escola de Mulheres, de 8 a 11 de julho, Longue Marche seguirá em digressão nacional.
©Alípio Padilha
Cláudia Paiva Silva28 Junho, 2021
Longue Marche – A longa marcha: a vida humana
Depois da estreia na Escola de Mulheres, de 8 a 11 de julho, Longue Marche seguirá em digressão nacional.

Partindo pelo caminho óbvio que nos leva à velhice, Longue Marche, uma criação do coreógrafo Rodrigo Teixeira, revela, através de um espetáculo de dança contemporânea, o passar do tempo, os instantes (muito rápidos) aos olhos humanos que nos levam a um mundo de lembrança.

As recordações são assim expostas através do movimento que, com o avançar da vida, vai-se perdendo. Ambientes, espaços, pessoas, cheiros, aromas e paladares, todos os sentidos do corpo começam assim, aos poucos, a desvanecer, à medida que irremediavelmente caminhamos, todos, ao espaço onde tudo o que resta é mesmo a memória.

Ao mesmo tempo realçam-se as diferenças geracionais, os lugares comuns entre o moderno e o antigo, o presente e o passado, a memória e a extinção, como se por acaso não fosse o nosso passado coletivo aquele que nos leva até ao mundo recente, como se o hoje com o seu ritmo descompassadamente célere e massificado pelo enaltecer do EU, fosse mais válido do que a calmaria e tranquilidade do equilíbrio do ontem.

Depois da estreia na Escola de Mulheres, de 8 a 11 de julho, Longue Marche seguirá em digressão nacional, passando pelo Auditório Osvaldo Azinheira, em Almada (15 de outubro), pelo Armazém 22, em Vila Nova de Gaia (29 e 30 de outubro), pelo Centro Cultural de Lagos (11 a 13 de novembro) e por outros locais ainda a anunciar, e conta com interpretação de Ana Silva, Andreia Serrada, Cataria Marques, Felix Lozano e do próprio Rodrigo Teixeira.

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