Revista Rua

2019-03-06T15:03:32+00:00 Cultura, Pintura

Luiz Dolino e Manfredo de Souzanetto expõem na Casa-Museu Medeiros e Almeida

Redação
Redação6 Março, 2019
Luiz Dolino e Manfredo de Souzanetto expõem na Casa-Museu Medeiros e Almeida

A partir do dia 14 de março e até 27 de abril poderemos ver "Ritmo Dessoluto", na Casa-Museu Medeiros e Almeida, em Lisboa.

“Ritmo Dissoluto” é uma exposição com cerca de 30 obras e deve o seu título à obra homónima do poeta Manuel bandeira, um clássico da literatura brasileira.

Motivos não faltam para a união dos trabalhos do carioca Luiz Dolino e do mineiro Manfredo de Souzanetto nesta mostra. As formas geométricas são características comuns e marcantes em ambos os percursos.

Luiz Dolino cedo adotou uma linguagem geométrica, empregando, com frequência, o retângulo. A cor é livre, por vezes lírica, anímica, nostálgica, outras vezes quente. É através dela que passa a emoção do artista. “As formas exploradas no meu trabalho correspondem a uma ideologia que tem suas raízes em dois polos: o da tradição estética dos povos fundadores de nossa nacionalidade e o da busca permanente de valores plásticos capazes de fixar a nossa identidade cultural, impressa numa linguagem com trânsito universal”, descreve Luiz Dolino.

As pinturas de Manfredo de Souzanetto possuem tridimensionalidade ao deixar visível parte das estruturas que compõem as obras. Muitas das tintas que o artista utiliza são fabricadas por si, com resina acrílica e pigmentos naturais provenientes de terras recolhidas no estado de Minas gerais, no Brasil. Sobre os seus 12 trabalhos nesta exposição, Manfredo de Souzanetto sublinha: “Estas obras integram não somente o dinamismo das formas e dos materiais como também suas potencialidades visuais e formais. Elas são um constante vai e vem entre a sensualidade da curva e a aresta viva do ângulo agudo, o vibrato da cor e a tatilidade da matéria, em que passamos do surdo ao vivaz, do orgânico ao geométrico criando descontinuidades e variações, permitindo imaginar configurações que se valem de uma estrutura fragmentada”.

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