Revista Rua

2023-01-23T18:30:09+00:00 Cultura, Em Destaque, Teatro

Mickaël de Oliveira: o novo diretor artístico do Teatro Oficina movido pelo apoio à criação

A nova direção artística do Teatro Oficina, em Guimarães, estará atente por dois anos, a cargo do criador e encenador Mickaël de Oliveira.
Mickaël de Oliveira é o novo diretor artístico do Teatro Oficina, em Guimarães. ©D.R.
Redação23 Janeiro, 2023
Mickaël de Oliveira: o novo diretor artístico do Teatro Oficina movido pelo apoio à criação
A nova direção artística do Teatro Oficina, em Guimarães, estará atente por dois anos, a cargo do criador e encenador Mickaël de Oliveira.

O Teatro Oficina, uma companhia de teatro de Guimarães, arranca 2023 com uma nova direção artística que irá perdurar por dois anos, a cargo do criador e encenador Mickaël de Oliveira. Depois de Sara Barros Leitão solidificar um importante trabalho de valorização e dinamização da estrutura cultural, é a vez de Mickaël de Oliveira dar corpo a um novo programa que irá valorizar um forte apoio à criação cultural, numa aproximação de públicos e lugares.

“Podíamo-nos ter dedicado a pensar em criações para a companhia de teatro, que queremos que continue ativa e a circular peças próprias, mas quisemos olhar para o território e perceber de que forma podemos ajudar a criar. Acreditamos que com isso não estamos apenas a deixar o fruto do trabalho do Teatro Oficina, mas o trabalho d’A Oficina e do projeto cultural para a cidade, apoiando criadores, companhias e quem procura profissionalizar-se”, partilha o vereador da cultura do Município de Guimarães e presidente d’A Oficina, Paulo Lopes Silva.

A cooperativa cultural vimaranense, A Oficina, dá assim o mote de progressão do rumo artístico definido para o Teatro Oficina, num caminho voltado para a criação com a entrada em cena de Mickaël de Oliveira, cujo percurso tem sido galardoado com várias distinções no âmbito da dramaturgia, encenação e escrita para teatro. É autor de diversos textos, entre os quais Oslo – Fuck Them All and Everything Will Be Wonderful, em cocriação com Nuno Cardoso, apresentado na 28ª. edição dos Festivais Gil Vicente, em Guimarães.

Mickaël de Oliveira ©D.R.

“O trabalho da Sara (Barros Leitão) foi muito valioso. Desta experiência que tivemos, pensamos que fosse uma mudança positiva, não apenas para a Companhia, mas para quem vem assumir o papel, pelo facto de ficar por mais tempo. A nossa ideia é que o Teatro Oficina viva integrado e em articulação com a instituição. O Mickaël vem ajudar-nos a implementar e a reforçar a ideia de Cidade de Criação”, partilha Rui Torrinha.

O diretor artístico do Teatro Oficina propõe dar continuidade à identidade da Companhia, integrando criações próprias que consolidam a sua missão de apoiar a criação artística teatral em Guimarães – numa ambiciosa expansão a todo o território. O programa desenvolve-se a partir de quatro linhas: Criação, Formação, Pensamento e Linha de Apoio à Criação. No âmbito da Criação, insere-se a estreia de Ensaio Técnico, projetado para setembro/outubro, com texto e encenação do próprio Mickaël, que antecipa um programa de residências artísticas, intituladas por Criação Crítica. “Guimarães é uma cidade incrível para se desenvolver um trabalho com calma, onde há espaço para pensar. Tem muitos recursos e muita atividade artística. Isso é de saudar e vem daí a minha vontade de trabalhar com o Teatro Oficina”, introduz Mickaël de Oliveira.

A Linha de Apoio à Criação centra-se na oferta de bolsas dirigidas a autores e estruturas de teatro que procuram consolidar o seu repertório, promovendo autorias individuais e/ou coletivas no estímulo à produção nacional dramatúrgica. Há um Open Call a arrancar em março. “Vamos tentar ajudar artistas de Guimarães e que passem pel’A Oficina, destacando projetos teatrais, considerando que o teatro hoje existe em cruzamento com outras artes, como a dança e a música, porque convoca outras disciplinas”, antecipa Mickaël de Oliveira.

A terceira linha, Pensamento, procura discutir temas que nos assaltam o quotidiano – sociais, artísticos e políticos – e outros que se prendem com os contextos da criação artística e as suas práticas laboratoriais. Já na linha da Formação, o programa mantém as habituais OTO – Oficinas do Teatro Oficina. Destaque ainda para Encontros de Dramaturgia, entre março e maio, que será um lugar de partilha entre dramaturgos convidados e escritores de teatro, dança e/ou performance.

O programa acolhe duas Open Call para candidatura à Bolsa de Criação – Dramaturgia e à Criação Crítica, ambas com início em março.

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