Revista Rua

2020-01-14T17:27:01+00:00 Radar

Minimalismo: a tendência que promete revolucionar 2020

O que é o minimalismo?
Maria Inês Neto
Maria Inês Neto14 Janeiro, 2020
Minimalismo: a tendência que promete revolucionar 2020
O que é o minimalismo?

Viver melhor com menos. Esta é a base do minimalismo, a tendência que emergiu consideravelmente em 2019 e que se prevê ter um impacto ainda mais visível este ano. Conceitos como “destralhar”, “desapegar” ou “minimizar” formam o vocabulário que define as regras do minimalismo – que é muito mais do que uma moda, um estilo de vida ou uma preferência técnica. A RUA mergulhou nas bases desta teoria, com o intuito de aprofundar o seu propósito e delinear as ferramentas certas para o aplicar na nossa vida.

Ainda que seja um conceito cada vez mais em voga, a sua definição é vasta e difícil de explicar em breves palavras. A origem do termo surgiu aquando os movimentos artísticos do século XX, que passaram a dar mais destaque à estética da utilidade do design e não tanto à aparência das coisas. A pouco e pouco, o conceito proliferou-se no campo social – possivelmente associando-se às práticas de sustentabilidade, que lhe deram ainda mais impulso.

O conceito tem sido amplamente abordado por diversos autores que têm revigorado a ideia de que viver com menos nos liberta para uma vida melhor, se estivermos dispostos a deixar o que é meramente acessório (e sem funcionalidade). Essa libertação concentra-se em deliberar a utilidade das pequenas coisas, permitindo-nos encontrar a realização pessoal e, consequentemente, a felicidade.

Mas, afinal, o que é o minimalismo?

Ser minimalista não significa abdicar de qualidade de vida ou de bens essenciais, mas baseia-se na procura por deliberar a utilidade que damos a cada coisa, ou seja, ter na nossa vida apenas o que é essencial. É privilegiar o consumo consciente e ponderar cada compra ou gasto. É também dar mais valor às pessoas do que a bens materiais, quebrando algumas barreiras de uma atual sociedade de consumo, na qual reiteram desejos que se concretizam apenas em bens materiais, seja um certo smartphone (porque toda a gente o tem), um determinado relógio (que irá espelhar um modo de vida) ou “aquele” carro que é mais potente, mas cujos custos estão acima das nossas possibilidades. Por último, mas não menos importante, o minimalismo está, inevitavelmente, associado às práticas de sustentabilidade, que acabam por unir os vários pontos abordados anteriormente. Numa altura em que a crise climática é um problema comum e global, é importante que saibamos adaptar o nosso estilo de vida em prol das necessidades emergentes.

Sintetizando, a base do minimalismo assenta na ideia de que, ao abrirmos mão daquilo que não nos faz a devida falta, estaremos a abrir espaço para uma vida mais simples, organizada, com objetivos concretizáveis e tempo necessário para estarmos com quem nos faz verdadeiramente feliz e a fazer aquilo que nos deixa mais realizados.

10 ideias para aplicar o minimalismo na nossa vida 

– Identificar o que é necessário. Olhar para o que temos em casa, no quarto, na despensa ou no guarda-roupa e questionar a utilidade de cada coisa.

Desapegar daquilo que consideramos estar a mais na nossa vida e que não damos uso. Procure livrar-se das coisas de uma forma consciente e sustentável ou dê-lhe uma nova vida.

Ponderar antes de fazer qualquer compra. Pense que uso daria a esse produto, se é mesmo necessário e se não pode ser substituído por algo que até já tenha.

Estar offline permite-nos ter mais tempo para apreciarmos o que se está a passar à nossa volta e no mundo.

Adotar uma alimentação mais saudável pode trazer sérios benefícios à nossa vida, não apenas a nível da saúde, mas também do nosso bem-estar (físico e psicológico).

Planear as coisas é o ponto de partida, seja criar uma lista de compras quando vamos ao supermercado para não comprar nada por impulso ou definir tarefas diárias e semanais para estar sempre organizado.

Ter tempo de qualidade passa por darmos mais valor a cada momento do nosso dia, seja em cinco minutos de conversa com os colegas de trabalho, um almoço com os amigos ou uma tarde em família.

Focar naquilo que sabemos que nos faz verdadeiramente melhor, mais felizes e realizados, ainda que isso se traduza numa mudança de rotinas ou estilos de vida.

Ser mais arrumado. Só assim conseguimos ter noção das coisas que temos, que necessitamos e nos fazem falta.

Contagiar quem está à nossa volta a adotar uma vida mais consciente é importante. Rodearmo-nos de pessoas com hábitos semelhantes é essencial para que possamos dar mais sentido ao nosso modo de ver as coisas e de estar na vida.

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