Revista Rua

2023-11-03T11:58:05+00:00 Cultura, Outras Artes, Pintura

Museu Bienal de Cerveira apresenta 4 exposições

Henrique Silva, Vieira da Silva, Árpád Szenes, Lourdes Castro, Christo and Jeanne-Claude, Carlos Bunga, Kiluanji Kia Henda e Sara Bichão são alguns dos artistas representados.
©Miguel Estima
Miguel Estima3 Novembro, 2023
Museu Bienal de Cerveira apresenta 4 exposições
Henrique Silva, Vieira da Silva, Árpád Szenes, Lourdes Castro, Christo and Jeanne-Claude, Carlos Bunga, Kiluanji Kia Henda e Sara Bichão são alguns dos artistas representados.

No passado dia 28 de outubro inaugurou o 2º Ciclo Expositivo de 2023 do Museu Bienal de Cerveira, no Fórum Cultural de Cerveira. A Fundação Bienal de Arte de Cerveira (FBAC) apresenta quatro exposições com grandes nomes da arte contemporânea, tendo uma delas colaboração do prestigiado curador João Ribas, ex-diretor artístico do Museu de Serralves e atual diretor do espaço REDCAT, do California Institute of the Arts (CalArts).

Em 2023, a programação expositiva da FBAC é composta por dois grandes ciclos expositivos. O Fórum Cultural de Cerveira e a Galeria Bienal de Cerveira (antigo edifício dos Bombeiros) vão acolher aquele que será o segundo grande momento da programação, com a inauguração simultânea de quatro exposições, num total de cerca de 90 artistas representados, dos quais se destacam nomes como Henrique Silva, Vieira da Silva, Árpád Szenes, Lourdes Castro, Christo and Jeanne-Claude, Carlos Bunga, Kiluanji Kia Henda e Sara Bichão.

“Este segundo grande momento da nossa programação apresenta ao público quatro exposições com narrativas muito próprias a partir de obras inéditas, trabalhos criados em residência artística e obras da nossa Coleção. Estamos a colaborar com grandes artistas, curadores e com instituições de renome como a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva e a Fundação Calouste Gulbenkian para trazer até Vila Nova de Cerveira projetos expositivos de excelência”, explica o Presidente da FBAC, Rui Teixeira.

A partir das conversas entre Helena Mendes Pereira e João Ribas, a exposição “PERSPETIVA 24” assinala os 50 anos da relação do importante ciclo “Perspectiva 74” e versa sobre o princípio da Liberdade e sobre qual a perspetiva da arte, dos artistas, dos agentes culturais em 2024, 50 anos depois de Revolução de 25 de abril. Será apresentada uma seleção de 50 artistas, tantos quantos os anos que separam 1974 de 2024, todos nascidos em contexto de Liberdade, propondo-se um diálogo de metalinguagens e hipóteses entre autores que partilham o espaço e o tempo do país. Nas palavras de João Ribas, no âmbito da conversa sobres os temas em redor desta exposição: “Acho completamente impossível pensar que podemos ter uma programação interessante, relevante neste momento sem representar a complexidade da sociedade”.

Com curadoria de Helena Mendes Pereira e Mafalda Santos, a exposição “Exilados: do arquivo de Henrique Silva aos artistas em Paris” será promovida em parceria com a Fundação/Museu Arpad Szenes-Vieira da Silva. No ano em que se assinalam os 90 anos de idade de Henrique Silva, as curadoras mergulharam no arquivo do artista para saber mais sobre os seus anos de exílio em Paris. A mostra irá combinar documentos e obra produzida neste período, onde se irá procurar traçar um retrato do tempo e do espaço do fascismo vivido além-fronteiras, onde havia a possibilidade da Liberdade e, sobretudo, o contacto com as vanguardas artísticas que emergiam na Europa democrática.

A criação artística a partir do território é um dos objetivos do projeto “Livre trânsito_ciclo permanente de residências e intervenções artísticas” que propõe reativar as oficinas do Fórum Cultural de Cerveira e o diálogo com a comunidade. Com curadoria de Mafalda Santos, são apresentados os trabalhos realizados durante a residência artística em Vila Nova de Cerveira do coletivo Oficina Arara e de Nuno Silas.

Por sua vez, o espaço da Galeria Bienal de Cerveira, localizado no centro da vila, apresenta a exposição da Coleção da FBAC “O poder do objeto” que se centra, em grande medida, numa seleção de 32 obras artistas que, habitualmente ou em algum momento das suas carreiras, utilizaram ou têm vindo a usar ou a incorporar os mais diversos objetos de uso quotidiano na sua prática artística. A curadoria é de Jorge da Costa.

Recorde-se que para o biénio 2023/2024, que desembocará na organização da XXIII Bienal Internacional de Arte de Cerveira (2024), a FBAC está a convocar novos olhares – de artistas, curadores, colecionadores e de outras estruturas de criação e programação – para pensar a Liberdade, em tempos complexos como os que vivemos. “ÉS LIVRE?” é a pergunta colocada, de forma direta, aos públicos, antecipando e assinalando os 50 anos do 25 de abril de 1974.

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