Revista Rua

2020-03-03T15:59:47+00:00 Cultura, Outras Artes

Museu do Futuro trará a Guimarães uma programação imperdível já nos dias 7 e 8 de março

Esta iniciativa proposta pel’A Oficina trará novas exposições, espetáculos de teatro e muita música, assim como conferências, visitas orientadas e oficinas.
Maria Inês Neto3 Março, 2020
Museu do Futuro trará a Guimarães uma programação imperdível já nos dias 7 e 8 de março
Esta iniciativa proposta pel’A Oficina trará novas exposições, espetáculos de teatro e muita música, assim como conferências, visitas orientadas e oficinas.

O Centro das Artes José de Guimarães (CIAJG) e a Casa da Memória, em Guimarães, preparam-se para receber um programa repleto de atividades diversas pensadas para toda a família, já nos dias 7 e 8 de março. Há concertos de Bruno Pernadas e Moullinex, oficinas, exposições e visitas orientadas, tudo com entrada livre.

Intitulada por Museu do Futuro #1, esta iniciativa proposta pel’A Oficina trará novas exposições, espetáculos de teatro e muita música, assim como conferências, visitas orientadas e oficinas, num aglomerado de atividades projetadas para conquistar todos os públicos, com destaque para os momentos em família. Durante dois dias, Guimarães será o palco de um programa a não perder, que se apresenta claramente como um convite aberto à comunidade, numa verdadeira fruição dos museus da cidade – e do futuro dos mesmos.

Quem nos dá a conhecer o programa a fundo é a diretora artística do programa da Educação e Mediação Cultural (EMC) d’A Oficina, Fátima Alçada. “Esta ideia do Museu do Futuro surgiu com o João Pedro (Vaz) e tem a ver com uma questão muito prática: em 2019, o Nuno Faria, que era o diretor artístico do CIAJG cessou as suas funções que já mantinha desde a inauguração do museu, em 2012. Entre o momento de saída de uma direção artística, que coincide também com o fim de um ciclo de trabalho e de pensamento, representado pelo Nuno, e o início de um novo ciclo que há de começar, preferimos deixar este ano de 2020 aberto para esta possibilidade de repensarmos as ideias e a filosofia associadas à forma como vemos estes museus no futuro”, conta-nos Fátima Alçada. Este pensamento surge no cruzamento das ideologias propostas pela direção artística geral d’A Oficina com a direção artística da EMC, assim como a direção artística dos festivais – a cargo de Rui Torrinha – e por todos os que trabalham nesta rede que continuamente promove Guimarães como epicentro da cultura.

Todas as atividades que completam este programa dividem-se pelos dois espaços: a Casa da Memória (CDMG) e o CIAJG. É no primeiro, na Casa da Memória, que o programa arranca, na manhã de sábado (7 de março), com Álbuns da Terra, um projeto da criadora Tânia Dinis (vencedora da 2ª. Bolsa de Criação do PACT – Plano de Apoio à Criação Territorial, promovido pelo Teatro Oficina), com dois encontros, um às 11h e um outro às 15h. Ao final da tarde de sábado, é altura de Gil Mac (artista igualmente vencedor da 2ª. Bolsa de Criação do PACT) estrear Pátria, uma visita performativa à Casa da Memória – que outrora foi designada como “Fábrica de Plásticos Pátria” – a partir das 19h. Esta iniciativa serviu de inspiração para a ativação da exposição Matéria, qua habitará a Casa do Pátio da Casa da Memória a partir deste fim de semana, estando ali patente até ao dia 19 de abril. No dia seguinte, Francisco Neves irá orientar uma visita guiada gratuita à Casa da Memória, terminando as atividades pensadas para este espaço com a iniciativa proposta pelo grupo Precious Plastic Portugal, através de uma oficina de reciclagem de plástico, para qual o público é convidado a levar resíduos de plástico com o intuito de conhecer diversas formas de o reutilizar, diminuindo o seu desperdício.

Já o CIAJG receberá também inúmeras atividades paralelas, começando na tarde de sábado com Atlas Revisitado, uma oficina de imagem e representação, orientada por Melissa Rodrigues, que acontecerá na icónica Sala de Máscaras do CIAJG. Ainda no sábado, a partir das 17h será possível assistir a uma conferência da artista Fernanda Fragateiro que, depois de expor a sua obra Caixa para Guardar o Vazio falará agora sobre as matérias, metodologias e processos inerentes ao seu trabalho. A noite de sábado será particularmente intensa, com o arranque da inauguração de Caos e Ritmo, um ciclo expositivo do CIAJG, com início marcado às 21h30, e terminando ao som de Plantasia, de Bruno Pernadas e Moullinex, também com entrada livre, na Black Box. Para terminar as atividades no CIAJG, a manhã de domingo é destinada às famílias. A partir das 10h, o público é convidado para uma nova sessão da oficina Atlas Revisitado, de Melissa Rodrigues.

“O que é que o museu, nos dias que correm, pode ser no presente e no futuro? Cada vez mais chegamos à conclusão de que o museu poderá albergar praticamente tudo e é por isso que trazemos estas propostas, tão distintas entre si, mas que representam a noção de que os museus atualmente (e no futuro) são mais do que um espaço que acolhe coleções ou um depósito de obras de arte”, partilha Fátima Alçada, continuando: “Pretende-se que seja um espaço de vivências. É isso que queremos para o CIAJG”. A iniciativa acontece então de uma forma bastante intensa já no primeiro fim de semana de março, sendo que o objetivo é que a mesma possa contar com um segundo momento em outubro.

Todas as atividades que acontecerão nos dias 7 e 8 de março, tanto na Casa da Memória como no CIAJG, são de entrada livre, até ao limite da lotação disponível.

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