Revista Rua

2021-03-11T14:49:07+00:00 Cultura, Música, Outras Artes

No 10º aniversário, o festival Periferias reinventa-se e celebra as artes performativas em quatro estações do ano

Primeiro momento do festival de artes performativas leva a cultura a casa através de espetáculos online.
©D.R.
Redação11 Março, 2021
No 10º aniversário, o festival Periferias reinventa-se e celebra as artes performativas em quatro estações do ano
Primeiro momento do festival de artes performativas leva a cultura a casa através de espetáculos online.

Face ao contexto atual e às possibilidades trazidas pelo mundo digital, o festival de artes performativas Periferias, organizado pelo Chão de Oliva – Centro de Difusão Cultural está de regresso e, no ano em que celebra 10 anos, reinventa-se para estar presente nas quatro estações do ano. O primeiro momento do Periferias – Quatro Estações decorrerá em modo online entre os dias 18 e 21 de março em jeito de prelúdio da primavera.

Durante quatro dias, o Periferias Primavera levará uma programação diversificada a espectadores de todas as idades, na segurança das suas casas, com espetáculos de teatro, poesia, música e conversas que promovem momentos de reflexão. As cortinas abrem dia 18 com a peça Bazuca News, do grupo artístico portuense Teatro da Palmilha Dentada, que decorre no disfuncional ambiente dos encontros em Zoom e recria uma entrevista dirigida pela “jornalista Maria Catarro” ao “ministro do ambiente”, num ambiente humorístico, no qual os espectadores são convidados a interagir virtualmente com os atores.

No dia 19, o convite é para embarcar n’Uma viagem pelo Mundo da Poetry Slam (Sintra), um encontro de poesia que contará com convidados de vários pontos lusófonos e europeus, como Itália, Guiné e Angola. No dia 20 as Conversas Periféricas, em sessão virtual, contam com alguns criadores, programadores e representantes de entidades nacionais, bem como uma nova associação de várias estruturas de Artes Performativas – Descampado -, para uma conversa sobre o futuro e a importância de trabalhar em rede.  Na noite de dia 20, o festival recebe a estreia nacional da peça O Triciclo, uma das peças mais emblemáticas de Fernando Arrabal, encenada pela companhia lisboeta Ninguém Teatro, que conta a história de um grupo de marginais que tentam sobreviver numa sociedade desigual, hierarquizada, moral e politicamente opressiva, num desafiante jogo de sobrevivência e de procura da felicidade.

Já no dia 21, os olhos dos mais novos podem deslumbrar-se com o espetáculo PaPI-Opus 8, da Companhia de Música Teatral de Famalicão, uma viagem virtual ao mundo dos pássaros que envolve teatro, música e muito movimento. Na tarde do domingo, o Periferias celebra ainda o Dia da Marioneta com duas Conversas Periféricas sobre a Arte das Marionetas: num primeiro momento com lançamento do livro “Marionetas e Formas Animadas – Teorias e Práticas”, dos autores Miguel Falcão e Catarina Firmo (coord.), que se apresenta como resposta ao apelo de revalorização das marionetas e formas animadas; e um segundo, em parceria com a Unima – Portugal, que convida os espectadores a participar num diálogo aberto e curioso totalmente dedicado ao tema do teatro contemporâneo de marionetas, sobre o seu potencial e perspetivas futuras.

Por fim, o Periferias Primavera encerra a estação com um concerto único e intimista do músico NBC, que apresentará o álbum Epiderme, criado a solo durante o confinamento.

Após os espetáculos de Primavera, os restantes momentos do ano acompanharão o regresso à normalidade com diferentes formatos. No verão, o festival sai à rua e no outono e inverno abrirá de novo as cortinas das salas de espetáculo com uma programação em sala.

A programação inclui espetáculos pagos e com entrada livre. O preço dos bilhetes de alguns dos eventos situa-se nos 5€, havendo descontos disponíveis para grupos, jovens, entre outros, sendo que este valor reverterá para associações culturais, com o objetivo de apoiar artistas durante o contexto atual.

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