Revista Rua

2021-09-22T10:08:50+01:00 Cinema, Cultura

Noite de Emmys garante vitória histórica para a Netflix

Em ano de pandemia, o streaming prevaleceu.
©D.R.
Redação22 Setembro, 2021
Noite de Emmys garante vitória histórica para a Netflix
Em ano de pandemia, o streaming prevaleceu.

Por: Diana Ferreira

Naquela que foi a 73ª. cerimónia dos Emmys, a Netflix foi a estrela desta edição, com 44 vitórias históricas, a maior parte delas para The Crown e The Queen’s Gambit. Em ano de pandemia, o streaming prevaleceu. Apesar de ter sido um ano representativo para as mulheres na indústria de televisão, a cerimónia foi criticada pela falta de diversidade étnica.

É um ano histórico para a Netflix que, pela primeira vez na história dos Emmys, ultrapassa a HBO no número de títulos. The Crown e The Queen’s Gambit foram as séries preferidas da noite. Ted Lasso, a nova aposta na comédia da Apple TV, foi também uma das criações mais apreciadas, solidificando a presença dos serviços de streaming nos ecrãs.

Os britânicos de The Crown, a série que retrata os dramas no seio da família real inglesa, foram os verdadeiros protagonistas da noite. Olivia Colman, a atriz que interpreta a Rainha Elizabeth na série, foi galardoada com título de atriz principal numa série de drama. Por sua vez, Josh O’Connor, por detrás do papel de Príncipe Charles, ganhou o Emmy para o melhor ator principal numa série de drama. Já Gillian Anderson (como a Mulher de Ferro, Margaret Thatcher) e Tobias Menzies (como Príncipe Philip) foram distinguidos com o prémio de melhores atores secundários na categoria de drama. No entanto, não foram só as caras de The Crown a serem distinguidas na noite dos Emmys. Também a diretora da série, Jessica Hobbs, e o escritor, Peter Morgan, saíram vitoriosos com melhor direção numa série de drama e melhor escrita para uma série ou filme de drama.

The Queen’s Gambit, uma criação também da Netflix, foi bastante premiada na categoria das minisséries, assim como Mare Of Easttown, da HBO, com Kate Winslet a ganhar melhor atriz principal. Ted Lasso, a série sobre um treinador de futebol americano que é contratado para treinar uma equipa de futebol na Inglaterra, por sua vez, triunfou com a melhor escrita e melhor atriz principal numa série de comédia.

A edição deste ano marcou os fortes progressos para as mulheres behind the scenes. Jessica Hobbs, diretora de The Crown, é apenas a quarta mulher a ganhar o prémio de melhor direção. Debbie Allen, 71 anos, conhecida pela sua participação em Fame e, mais recentemente, em Grey’s Anatomy, sublinhou a dificuldade da mulher em trabalhar num mundo dominado por homens: “Muitas das vezes, foi preciso muita coragem para ser a única mulher da sala”, confessou a atriz durante o seu discurso, depois de ganhar o lifetime Governor’s Award. Também Kate Winslet fez questão de mencionar a importância da sororidade entre mulheres durante o seu discurso: “Quero destacar as restantes nomeadas nesta década que deve ser sobre mulheres apoiarem-se umas às outras. Eu apoio-vos, eu congratulo-vos. Eu tenho orgulho em todas vocês.”

Apesar da presença de Debbie Allen e do elenco de Reservation Dogs – a primeira série com escritores e elenco compostos totalmente por indígenas –, de acordo com as críticas nas redes sociais, a diversidade étnica ficou muito aquém nesta cerimónia dos Emmys.

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