Revista Rua

2019-01-24T17:31:20+00:00 Cinema, Cultura

Nos domingos de fevereiro há cinema no Museu do Oriente

Nos domingos de fevereiro, o Museu do Oriente associa-se ao DocLisboa e apresenta cinco filmes. A entrada é livre.
Redação24 Janeiro, 2019
Nos domingos de fevereiro há cinema no Museu do Oriente
Nos domingos de fevereiro, o Museu do Oriente associa-se ao DocLisboa e apresenta cinco filmes. A entrada é livre.

O mês de fevereiro será rico em cinema no Museu do Oriente, em Lisboa. Todos os domingos – dia 3, 10, 17 e 24, pelas 17h – há sessões de entrada livre apresentadas por programadores do DocLisboa, seguindo-se tertúlias com o público. Os cinco filmes (no dia 17 há duas sessões) têm temáticas relacionadas com as transformações geopolíticas da modernidade.

Logo no dia 3, City of Jade (Midi Z, Taiwan / Birmânia, 2016, 99’) traz, em estreia nacional, a história pessoal do realizador Midi Z. Quando tinha apenas cinco anos, o seu irmão mais velho, então com 16, abandonou a família. Surgiram rumores de que haveria encontrado tesouros na mítica “Cidade do Jade”. O filme retrata então a esperança do irmão do realizador, afinal pobre e viciado em ópio, de encontrar uma grande pedra de jade e ficar rico do dia para a noite.

No dia 10 é a vez do público visualizar The Great North Korean Picture Show (James Leong e Lynn Lee, Singapura (filmado na Coreia do Norte), 2012, 93’), um filme que retrata o poder da indústria cinematográfica norte-coreana, uma ferramenta crucial na maquinaria de propaganda do regime.

The Great North Korean Picture Show

No domingo dia 17 de fevereiro há sessão dupla no Museu do Oriente com Ismyrna (Joana Hadjithomas e Khalil Joreige, Líbano / França / EAU, 2016, 50’) e Dis-Moi (Chantal Akerman, França, 1982, 45’). O primeiro conta a história de Joana Hadjithomas e da poetisa Etel Adnan, que se conheceram há 15 anos. Rapidamente se tornaram próximas, pela partilha de uma cidade onde nunca estiveram: Esmirna, na Turquia. Já Dis-Moi é um documentário realizado no quadro de uma série de televisão sobre avós. A realizadora visita três mulheres idosas de ascendência judia e pede-lhes que lhe falem das suas avós.

O último filme apresentado chama-se Once I Entered a Garden (Avi Mograbi, França / Israel, Suíça, 2012, 97’) e espelha um Velho Médio Oriente, em que as comunidades não se dividiam étnica ou religiosamente, nem as fronteiras metafóricas tinham lugar.

De forma generalizada, este ciclo de cinema apresenta filmes que nascem de um duplo movimento: a transmissão de histórias, mitos e desejos, associada à territorialidade e à imaginação. “Da emigração para os novos El Dorado, à construção de um país simbólico através de uma indústria de cinema, das cidades de pertença onde nunca se foi, às memórias de lugares que já não podem ser encontrados”, esta programação é uma ode à imaginação.

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