Revista Rua

2019-12-02T16:24:47+00:00 Negócios

Nuvem: a instalação do arquiteto Miguel Arruda é apresentada na INAIN

Fotografia ©Nuno Sampaio
Maria Inês Neto
Maria Inês Neto29 Novembro, 2019
Nuvem: a instalação do arquiteto Miguel Arruda é apresentada na INAIN

O arquiteto Miguel Arruda criou um sistema de iluminação suspenso, a convite da marca italiana de iluminação, a Slamp, ao qual denominou por: Nuvem. A convite da Slamp, o projeto foi apresentado pelo autor no showroom da INAIN, uma marca que desenvolve projetos de arquitetura e design de interiores, sediada no Porto. A Revista RUA acompanhou a apresentação da nova instalação com assinatura de Miguel Arruda, onde tivemos a oportunidade de conhecer a visão do arquiteto, conversar sobre a atualidade da sua carreira e a dimensão dos projetos futuros.

“Não fizemos um candeeiro, fizemos um teto”. É desta forma que Miguel Arruda nos apresenta o sistema de iluminação modular pensado e projetado para a Slamp. Através de infindáveis módulos hexagonais que se unem entre si, é possível criar uma espécie de nuvem leve e sublime – que pode apresentar tamanhos e formas variadas – numa proposta de recriar a arte de iluminar. “A Slamp trabalha com superfícies bidimensionais, que depois em computador são recortadas ou cravadas, e como resultado disso elas ganham uma terceira dimensão. É essa a linha da Slamp, sempre comprometida com uma tecnologia muito própria deles”, conta-nos o arquiteto.

Miguel Arruda ©Nuno Sampaio

A responsável de marketing da INAIN, Joana Azevedo, partilha que: “A Nuvem foi para nós uma agradável surpresa, primeiro por ser um arquiteto português e de quem temos muita estima, e depois por terem preservado o nome da peça em português. Esta Nuvem adapta-se a qualquer espaço, desde salas de estar a projetos de restauração, a escritórios ou casas. Além disso, a imagem é muito interessante, porque pode ser feita em diversas cores, não só em branco”.

Ao longo de um ano e meio, Miguel Arruda, juntamente com a Slamp, planeou toda a concessão deste sistema, desde a sua funcionalidade, ao encaixe perfeito dos módulos, o manuseamento do material escolhido e a consolidação da peça. “Recordei-me dos meus anos como escultor, na década de 70 – enquanto não entrava na arquitetura – e uma das últimas esculturas que eu criei era exatamente feita da mesma maneira que esta”, partilha, continuando: “Partia de um plano horizontal, sendo que eram depois recortadas e dobradas. Fiz três esculturas a partir dessa tecnologia e pensei: ‘Talvez partindo de uma dessas esculturas eu possa criar um candeeiro’. E efetivamente consegui”. Diz-nos o arquiteto que o nome para esta obra de arte surge de forma espontânea, sendo que, curiosamente, a marca italiana quis preservar o nome em português.

Mergulhando na profundidade do seu repertório, Miguel Arruda partilha que: “Felizmente, a nível internacional, tenho recebido imensos prémios. Já recebi por duas vezes o prémio Reddot Design Award, que é o prémio mais importante de design, entre muitos outros. O meu trabalho divide-se entre a escultura, o design e a arquitetura. Neste momento estou a trabalhar em projetos de arquitetura muito interessantes e de uma dimensão grande, enquanto que no design, juntamente com a Slamp, temos já outras peças concebidas com o mesmo conceito”.

Sobre a dimensão e particularidade deste projeto, o arquiteto conta-nos que: “Criar um teto é uma novidade, porque candeeiros de pé ou de parede já existem muitos, mas um teto articulado desta maneira é algo completamente novo”. A peça já teria sido apresentada em Milão, no passado mês de abril, e prepara-se agora para atingir o mesmo reconhecimento que obteve a nível internacional.

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