Revista Rua

2021-12-09T10:23:23+00:00 Cultura, Fotografia

O mundo de Ana Abrão traduzindo “Outros Mundos” em terras de Oriente

Até 30 de janeiro de 2022, o Museu do Oriente tem em exibição a sua mais recente exposição, que deu também origem ao livro de fotografia, denominada “Outros Mundos – Fotografia de Ana Abrão”.
Cláudia Paiva Silva9 Dezembro, 2021
O mundo de Ana Abrão traduzindo “Outros Mundos” em terras de Oriente
Até 30 de janeiro de 2022, o Museu do Oriente tem em exibição a sua mais recente exposição, que deu também origem ao livro de fotografia, denominada “Outros Mundos – Fotografia de Ana Abrão”.

Nascida e criada no Brasil, formada em Psicologia e tornada depois professora universitária, Ana Abrão deixou a sua terra de origem tropical e estabeleceu raízes em Portugal, a sul, há já 20 anos. Mudando radicalmente de vida e carreira, optou pela fotografia como profissão, tendo-se tornado também curadora de imagens e tendo já ganho vários prémios em concursos internacionais representando Portugal em inúmeros certames.

Até 30 de janeiro de 2022, o Museu do Oriente tem em exibição a sua mais recente exposição, que deu também origem ao livro de fotografia, denominada “Outros Mundos – Fotografia de Ana Abrão”. Neste espólio, Ana apresenta o resultado das suas viagens por terras da grande Ásia e Oriente, numa pesquisa quase sociológica e cultural nos e dos diferentes países. São no total 60 imagens “que destacam uma característica cultural, tribo ou minoria étnica de regiões específicas da Ásia: as práticas devocionais dos Naga Sadhus, ou sadhus nus, da Índia; um ritual xamânico da comunidade Hmong, no Vietname, ou a vida singular dos “nómadas do mar” da Ilha de Mabul, no Bornéu.” Para Ana Abrão, representante da Photographic Society of America em Portugal, a arte da fotografia tende a refletir muito mais uma componente de Direitos Humanos, embora, claro, deleitando-se pela procura de uma estética particular e de embelezamento. Contudo, não deixa de ser um objetivo muito característico, principalmente nestas imagens, em mostrar a realidade das pessoas, as linhas de cada rosto, os seus modos de vida e ambiência, absorvendo-se nas regiões, aromas e sabores, cores vivas, percorridas durante um ano, um mês e uma semana, numa viagem que não levava expectativas concretas, nem tinha data de retorno.

Há quem diga que tirar uma fotografia corresponde a roubar a alma, mas na verdade, a fotografia relembra sempre quem somos, coletiva e individualmente, as nossas origens civilizacionais, e para onde poderemos ir.

Mais informações: Fundação Oriente – Exposição Outros Mundos: Fotografia de Ana Abrão

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