Revista Rua

2020-03-23T14:03:06+00:00 Cultura, Pintura

Oficina Tropical, a exposição de Francisco Vidal na zet gallery em visita virtual

As contingências devido à propagação do coronavírus em Portugal fizeram com que a galeria de arte de Braga “virtualizasse” a mais recente exposição, do artista plástico luso-angolano Francisco Vidal.
Redação
Redação19 Março, 2020
Oficina Tropical, a exposição de Francisco Vidal na zet gallery em visita virtual
As contingências devido à propagação do coronavírus em Portugal fizeram com que a galeria de arte de Braga “virtualizasse” a mais recente exposição, do artista plástico luso-angolano Francisco Vidal.

A exposição Oficina Tropical do artista plástico luso-angolano Francisco Vidal está, face à situação atual de propagação do COVID-19, disponível para visita virtual. A zet gallery disponibilizou um vídeo onde a curadora Helena Mendes Pereira orienta uma visita, dando a conhecer cerca de uma centena de trabalhos do artista – a maioria das obras foram criadas exclusivamente para esta exposição cuja “inauguração” foi no passado sábado.

“Estamos talvez a viver o maior desafio coletivo do nosso tempo, de uma geração. Neste caso, reafirmamos a importância de estarmos todos informados, sermos conscientes e fazermos a nossa parte, ficando em casa com o maior isolamento social de que somos capazes. É isso que nos é pedido neste momento”, afirma a curadora da exposição. Contudo, “temos a arte para não morrer da verdade”, acrescenta, citando Friedrich Nietzsche.

 

Quem é Francisco Vidal?

Licenciado em Artes Plásticas pela Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Arte & Design das Caldas da Rainha e com o Master em Fine Arts pela School of Visual Arts da Columbia University, em Nova Iorque, Francisco Vidal é um nome incontornável da pintura, do desenho e do gesto que se faz cor, se faz África e se faz magia. Com um percurso iniciado no novo milénio, as obras deste artista integram prestigiadas coleções nacionais e internacionais, podendo destacar-se a da Fundação EDP, Fundação Calouste Gulbenkian ou a Coleção Cachola, entre tantas outras.

De acordo com a curadora, a exposição Oficina Tropical “não busca a moralidade mas a luta e nos traços comuns do seu gesto e da sua paleta (re)descobrem-se pontos de vista, a atualidade e o que inquieta.” Na efeméride da condição contemporânea da obra de Arte, Helena Mendes Pereira considera que Francisco Vidal “acredita na persistência do saber fazer e na liberdade do movimento que exerce sobre o pincel, num sublime captar a realidade e transfigurá-la.” Sobre as séries de desenhos que integram a exposição, ora em preto ora a preto e branco, a curadora revela que “são pequenas estórias que, em muitos casos, se aproximam da estética da banda desenhada e, sendo assim, bebendo na pop art e na suas permutações e permanências ao longo de décadas”. Em Oficina Tropical “não há gavetas, há a Arte pela Arte e há, em oposição, o homem e o artista que procuram na pintura (e no desenho) a forma da essência, a medida da espiritualidade e o confronto com a passagem”.

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