Revista Rua

2019-08-12T10:09:53+00:00 Cinema, Cultura, Radar

“Oh Captain! My Captain!”: os ensinamentos de O Clube dos Poetas Mortos… 30 anos depois

O filme americano de 1989, realizado por Peter Weir, comemora este ano 30 anos e nós fomos redescobrir os seus ensinamentos.
Fotografia ©D.R.
Andreia Filipa Ferreira
Andreia Filipa Ferreira18 Julho, 2019
“Oh Captain! My Captain!”: os ensinamentos de O Clube dos Poetas Mortos… 30 anos depois
O filme americano de 1989, realizado por Peter Weir, comemora este ano 30 anos e nós fomos redescobrir os seus ensinamentos.

É impossível falarmos de O Clube dos Poetas Mortos (Dead Poets Society, na versão original) sem recordarmos a prestação do ator Robin Williams, falecido em 2014. Apesar de ter dado vida a diversos personagens em filmes de Hollywood, o Professor John Keating de O Clube dos Poetas Mortos ficou para sempre na memória das gerações, elevando o nome de Robin Williams e fazendo ecoar na História a célebre frase “Oh Captain! My Captain!”. Nos 30 anos deste filme, partilhamos algumas das curiosidades e ensinamentos que a película nos deixou.

“Oh Captain! My Captain!”

A célebre frase que marca um momento emocionante no final do filme é, nada mais nada menos, que um poema metafórico escrito em 1865 por Walt Whitman, fazendo referência à morte do Presidente dos EUA, Abraham Lincoln. O “capitão” seria o próprio Lincoln. Pode ler o poema completo aqui.

No filme, o poema é lembrado quando o Professor Keating diz aos seus alunos que o podem tratar por “Captain” e, no final, os alunos entoam a frase como sinal de apoio após a sua demissão.

A escolha de Robin Williams para o papel principal não foi imediata

Inicialmente, quem iria dirigir esta produção de O Clube dos Poetas Mortos era o cineasta Jeff Kanew e, nessa altura, o nome de Liam Neeson estava em cima da mesa. No entanto, o trabalho de realização passou para as mãos de Peter Weir, que optou por Robin Williams, que assumiu ter adorado a proposta porque iria representar um professor “como sempre quis ter”. Também os atores Dustin Hoffman e Bill Murray estiveram na luta pelo papel.

As afinidades na tela foram impulsionadas por amizades reais nos bastidores

O realizador Peter Weir optou por colocar todos os atores que representariam os alunos no mesmo quarto, para que se conhecessem melhor e desenvolvessem amizades. Essa ligação acabou por passar para o grande ecrã. Peter Weir também lhes deu vários livros que retratavam a vida dos adolescentes dos anos 50, para que pudessem ter maior conhecimento sobre os seus personagens. A Robin Williams, o realizador deu toda a liberdade criativa para improvisar.

A procura pelo sentido poético da vida

A personagem de Robin Williams retratava um professor diferente que, ao chegar à sua nova sala de aula, decide formar um grupo literário com os seus alunos, fazendo reflexões sobre o sentido poético da vida. As lições passam muito por valorizar a importância dos sentimentos na vida das pessoas e, como tal, há frases cheias de emoção: “Existe um tempo para ousadia e um tempo para cautela e o homem sábio sabe o momento de cada um deles” é apenas uma das célebres frases.

O mais importante na cabeça de um homem é o que está dentro do seu coração

Um dos principais ensinamentos do filme está na procura da felicidade. Olhando para a sociedade, há quem tenha tudo o que deseja e, mesmo assim, viva infeliz. Dinheiro, casamento perfeito, filhos, reconhecimento… mas felicidade plena não. O filme procura então uma resposta, mas a conclusão a que se chega é que devemos… aproveitar o momento!

Carpe Diem

É uma máxima latina que significa “aproveitar o momento”. No filme, a personagem de Robin Williams instiga os seus alunos a aproveitar cada momento das suas vidas ao máximo – sempre com responsabilidade. Este é, talvez, um dos conceitos mais importantes de O Clube dos Poetas Mortos. Basicamente, a ideia é que se adiarmos para amanhã o que podemos fazer hoje, temos de ter em consideração que o amanhã pode não chegar. A felicidade é, portanto, algo que se constrói dentro de cada um de nós.

Seja a mudança que quer no mundo

Numa sociedade de regras impostas e normas de conduta aconselhadas, fazer o que achamos ser o melhor para nós é um ato de ousadia, rebeldia até. Para sermos a mudança que queremos no mundo, temos de começar por ser a mudança que queremos em nós! Por muito que a sociedade reprove determinadas atitudes ou impulsione certo modo de atuação, não nos podemos esquecer que as ações inovadoras é que fazem o mundo avançar… e até Galileu Galilei foi considerado louco quando comprovou a teoria de Copérnico de que a Terra girava em torno do Sol! “Independentemente daquilo que te possam dizer, palavras e ideias podem mudar o mundo!” é uma das frases célebres do filme.

As frases eternas

Foram muitas as frases deste filme que ficaram na história do cinema. Relembramos algumas:

Carpe diem. Aproveitem o dia, rapazes! Façam de suas vidas uma coisa extraordinária”

“Quando pensas que conheces alguma coisa, tens que olhar de outra forma. Mesmo que pareça tonto ou errado, deves tentar!”

“Só nos seus sonhos o homem é realmente livre, é assim e sempre vai ser”

“Todos nós temos uma grande necessidade de aceitação, mas vocês devem confiar que as vossas crenças são únicas, são próprias. Mesmo que as pessoas as achem estranhas ou impopulares, mesmo se todos forem embora”

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