Revista Rua

2019-09-19T18:47:01+01:00 Cultura, Outras Artes

Olafur Eliasson estreia-se em Portugal e invade Serralves

O artista Olafur Eliasson está, pela primeira vez, em Portugal para apresentar as suas obras ao Museu de Serralves. O Vosso/Nosso Futuro é Agora até aberto ao público até junho de 2020.
©Filipe Braga
Redação19 Setembro, 2019
Olafur Eliasson estreia-se em Portugal e invade Serralves
O artista Olafur Eliasson está, pela primeira vez, em Portugal para apresentar as suas obras ao Museu de Serralves. O Vosso/Nosso Futuro é Agora até aberto ao público até junho de 2020.

Texto: Inês Rodrigues

Nesta exposição em Serralves, o artista nórdico (cresceu entre a Islândia e a Dinamarca) convida os visitantes a viajarem através de uma dezena de obras que nos sensibiliza para os problemas ambientais e para a sustentabilidade do planeta. Olafur Eliasson destaca-se por criar obras de arte que atravessam as fronteiras dos espaços de exposição, como o museu e a galeria, para ter uma presença ativa no espaço cívico.

Com o objetivo de fomentar o diálogo entre o interior e o exterior, a seleção de obras reflete a forte relação que a Fundação de Serralves desenvolveu entre o ambiente construído e o Parque envolvente que constitui um contributo significativo para a educação e consciencialização da sociedade para a importância da proteção do património paisagístico e a necessidade de conciliar espaços que são eles próprios um património com manifestações e processos culturais.

Colocadas ao longo do hall do Museu, na galeria central do edifício e no Parque de Serralves, as obras de arte vão buscar a sua inspiração a fenómenos da natureza. A Yellow Forest (Floresta amarela), de 2017, uma floresta artificial de bétulas iluminadas por um anel de lâmpadas de monofrequência amarelas, desafia as perceções do natural e do artificial. Um grande pavilhão, The curious vortex (Curioso vórtice), de 2019, com um turbilhão na forma de um vórtice. E três novas esculturas, Human time is movement (winter, spring, summer) (O Tempo Humano é Movimento (Inverno, Primavera e Verão)), de 2019, formadas por uma série de espirais de aço inoxidável, preto e branco, concebidas especialmente para esta exposição em Serralves.

No Parque de Serralves, Olafur espalhou vários troncos, com seis, sete metros de comprimento, transportados por correntes marítimas que o próprio recolhe nas zonas costeiras da Islândia, país com poucas árvores e sem floresta. Os Arctic Tree Horizon (Horizonte Arbóreo do Ártico) estão pintados com alcatrão (um material tóxico e cancerígeno), questionando assim as atuais políticas ecológicas globais.

Mais do que uma exposição de arte contemporânea, a exibição do artista e ativista ambiental é um alerta para o futuro do planeta.

Para conhecer melhor esta exposição, clique aqui.

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