Revista Rua

2019-09-10T11:39:52+01:00 Cinema, Cultura

Olhares do Mediterrâneo regressa com mais de 50 filmes criados por mulheres

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Freedom Fields, de Naziha Arebi
Redação10 Setembro, 2019
Olhares do Mediterrâneo regressa com mais de 50 filmes criados por mulheres
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A 6.ª edição de Olhares do Mediterrâneo – Women’s Film Festival regressa ao Cinema São Jorge, em Lisboa, entre 30 de outubro e 3 de novembro, com mais de 50 filmes que demonstram a vitalidade atual da mulher na criação cinematográfica.

Women’s Film Festival integra obras de 31 países, entre os quais Portugal, a maioria das quais em estreia nacional.

Na abertura e encerramento desta 6ª edição estão precisamente duas estreias em Portugal. A 31 de outubro, Olhares do Mediterrâneo – Women’s Film Festival abre com “Paradise Without People”, da italiana Francesca Trianni.

Esta co-produção entre a Grécia, Estónia e Alemanha é a primeira longa-metragem documental da vídeo-jornalista da revista internacional TIME e acompanha duas mulheres oriundas da Síria que dão à luz no mesmo hospital grego, no auge da crise europeia dos refugiados, e a sua vida nos anos seguintes, através da maternidade, casamento e luta para procurar asilo.

A 3 de novembro, “Freedon Fields”, da líbia-britânica Naziha Arebi, encerra a edição de 2019 de Olhares do Mediterrâneo – Women’s Film Festival.

Freedom Fields, de Naziha Arebi

Em 2019, a variedade e a vitalidade do cinema mediterrânico está também espelhada nos temas que atravessam a programação de Olhares do Mediterrâneo – Women’s Film Festival, que abarcam desde o corpo das mulheres e a sua expressão, aos direitos e igualdade de género e às relações familiares e afectos; dos diferentes espaços em que habitamos no mundo de hoje, às migrações e deslocações em busca de refúgio.

A programação desta 6.ª edição integra ainda debates, nomeadamente duas mesas-redondas sobre “Seduções de Sexualidades” e “A Criminalização da Acção Humanitária no Mediterrâneo”, uma Masterclass, por Francesca Trianni ou a exposição fotográfica “Finding Home”, com fotografias de Lynsey Addario, que, tal como o filme de abertura, surge na sequência de um projecto multimédia vencedor do 1.º prémio na categoria Innovative Storytelling da World Press Photo 2018.

É ainda possível participar em vários workshops para adultos e crianças, assistir a concertos com os grupos Uxu Kalhus e B’rbicacho, entre outras iniciativas.

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