Revista Rua

2019-10-11T15:29:59+01:00 Cultura, Dança, Radar

Opus: peça estreia a presença de Guimarães na rede Aerowaves

Chama-se Opus e é uma peça conceptualizada e coreografada por Christos Papadopoulos, com estreia marcada para o dia 12 de outubro, às 21h30, no Grande Auditório do CCVF.
©Patroklos Skafidas
Maria Inês Neto11 Outubro, 2019
Opus: peça estreia a presença de Guimarães na rede Aerowaves
Chama-se Opus e é uma peça conceptualizada e coreografada por Christos Papadopoulos, com estreia marcada para o dia 12 de outubro, às 21h30, no Grande Auditório do CCVF.

No dia que antecipa a grande estreia do Centro Cultural Vila Flor (CCVF) enquanto membro da reconhecida rede internacional de dança, Aerowaves, falamos com Rui Torrinha, diretor artístico do CCVF. Numa simbiose perfeita entre dança e música, surge o primeiro espetáculo a ser apresentado em Guimarães, no âmbito da Aerowaves. Chama-se Opus e é uma peça conceptualizada e coreografada por Christos Papadopoulos, com estreia marcada para o dia 12 de outubro, às 21h30, no Grande Auditório do CCVF.

Esta peça é composta por um corpo coletivo de quatro bailarinos que interpretam a Arte da Fuga, de Bach, num espetáculo fascinante e profundamente absorvente. Opus consiste na ideia de que: se os corpos se transformassem em instrumentos e os instrumentos se transformassem em vida, de que forma é que essa expressividade corporal poderia acontecer dentro de uma coreografia? No espetáculo, os corpos vão interagir com a música como se, de repente, se tratassem de instrumentos que a estão a emanar. Essa coreografia nasce de todo um universo que está a ser construído por Christos Papadopoulos.

©Patroklos Skafidas

“O Christos toca numa série de questões que são, para nós, importantes. Por um lado, pela intemporalidade da arte, mas, por outro, a importância dos corpos, numa altura em que há uma espécie de digitalização das nossas vidas. Há uma série de temáticas importantes na peça”, partilha Rui Torrinha.

A Aerowaves é uma plataforma internacional de talentos emergentes da Europa, da qual fazem parte mais de 40 estruturas europeias e onde são escolhidos, anualmente, os 20 coreógrafos mais promissores, sendo Christos Papadopoulos um deles.

Sobre a importância do CCVF integrar esta rede de dança emergente, Rui Torrinha afirma que: “O nosso papel na rede Aerowaves tem dois vetores: o prestígio de uma rede como esta reconhecer o Vila Flor como um potencial parceiro de apresentação destes jovens talentos, uma vez que é muito difícil entrar nela, o que significa ter uma grande credibilidade perante os parceiros. Ao mesmo tempo, tem outro sentido, que é o facto de podermos ajudar à internacionalização de uma série de artistas portugueses. Ao lado do CCVF está o Espaço do Tempo, enquanto representante português na rede, do qual temos tido uma excelente representação de coreógrafos portugueses”, continuando: “Queremos estar atentos àqueles que são os grandes talentos da dança emergente europeia, mas permitir que nós, a partir de Guimarães, consigamos impulsionar uma série de novos criadores portugueses para circularem na Europa”.

©Patroklos Skafidas

O espetáculo começa às 21h30, no Grande Auditório do CCVF. Os bilhetes estão disponíveis nas bilheteiras dos seguintes espaços culturais: CCVF, Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), na Casa da Memória e na Loja Oficina, assim como nas lojas Fnac e online, em www.ccvf.pt e www.oficina.bol.pt. O preço dos bilhetes é de 10€ ou 7,5€ com desconto.

 

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