Revista Rua

2020-03-04T15:29:24+00:00 Bússola, Viagens

Os 10 destinos ideais para viajar sozinho em 2020

Já pensou em viajar sozinho em 2020? Estes são os países que selecionamos para descobrir sozinho.
Split, Croácia
Maria Inês Neto
Maria Inês Neto5 Fevereiro, 2020
Os 10 destinos ideais para viajar sozinho em 2020
Já pensou em viajar sozinho em 2020? Estes são os países que selecionamos para descobrir sozinho.

Não há melhor forma de nos descobrirmos, sem nos perdermos. O mundo é uma porta aberta de experiências, locais, sabores, costumes e tradições, que aguardam ser descobertos. Viajar a dois é partilhar memórias, mas viajar sozinho é daquelas coisas que todos deveríamos vivenciar um dia. Explorar o mundo ao nosso ritmo, conhecer pessoas, aprender novas línguas ou travar desafios.

Talvez 2020 seja o ano certo para isso. Agarre na mochila e prepare-se para a viagem da sua vida.

Bali, Indonésia

Bali, Indonésia

É na ilha dos deuses que começa este roteiro de autoconhecimento, introspeção e descoberta. É uma viagem particular que se pode tornar verdadeiramente intensa. Bali é um dos destinos mais desejados em todo o mundo. Passar algum tempo em Bali permite uma série de experiências e desafios diferentes, mas simultaneamente inesquecíveis. Um dos templos mais bonitos e visitados da ilha é o Templo de Tanah Lot, que se revela o local propício para assistir ao pôr do sol, no final de um dia de praia, sendo apenas um dos vários templos disponíveis na ilha. Visitar Canggu, que em tempos fora apenas uma pequena aldeia agrícola, é atualmente uma paragem obrigatória. É a zona mais hipster da ilha, marcada de uma essência única que se sente pelo ambiente relaxado e divertido, tornando este local muito propício à prática de atividades como yoga ou surf, ou apenas para desfrutar do lifestyle por umas horas. A capital cultural de Bali, Ubud, é o principal destino na ilha e é neste local que podem ser feitas as melhores experiências culturais, desde visitas a museus, palácios e oficinas de escultores ou para assistir a espetáculos de danças tradicionais. Também os terraços de arroz de Tegallalang ou a Monkey Forest são pontos que não podem escapar a um roteiro pela ilha. Tomar um banho de “água sagrada” em Tirta Epul (Templo da Água), ver o grande vulcão Gunung Batur ao amanhecer, ouvir o tradicional “chamamento” no Lago Bratan ou saltar de ilha em ilha nas pequenas ilhas Gilis são experiências que não podem faltar.

Melhor altura do ano para visitar: durante a estação seca, isto é, entre maio a setembro, sendo que os meses de julho e agosto são mais propícios a um número elevado de pessoas a visitar a ilha.

Bordéus, França

Bordéus, França

Centro de uma famosa região vinícola, a cidade de Bordéus nasce nas margens do rio Garonne, no sudoeste de França, e é o destino ideal para comer bem e beber melhor ainda. Listada como Património Mundial pela UNESCO, em 2007, a cidade pitoresca é conhecida pelas ruas graciosas e a energia particular, que garantem uma essência única. A elegância urbana do centro histórico permitiu a Bordéus florescer numa cidade culturalmente rica, resultado da simbiose perfeita entre passado e presente. Entre dois a três dias é o tempo necessário para explorar Bordéus. Comece o roteiro na Catedral de Santo André, o majestoso edifício que fez parte da Rota de Santiago e é agora Património da Humanidade, ou na Place de la Bourse, a impetuosa praça que simboliza a elegância do design e arquitetura do século XVIII. No centro desta praça está a Fonte das Três Graças, cercada por dois edifícios: o Palais de la Bourse (antiga Bolsa de Valores) e o Musée Nacional des Diuanes. O Grand Théâtre é um dos monumentos mais emblemáticos da cidade, onde é possível assistir a performances e espetáculos surpreendentes, como a National Orchestra ou o National Ballet of Bourdeaux. Antes de terminar a viagem, não se despeça de Bordéus sem uma fresca viagem pelo rio e deixe-se levar pela beleza da cidade.

Melhor altura do ano para visitar: entre os meses de maio a outubro, altura em que a temperatura se encontra mais quente e com pouca precipitação.

Hoi An, Vietname

Era um antigo porto mercantil que se preservou na costa central do Vietname, sendo, hoje, uma fusão de culturas. Considerada por muitos a cidade mais bonita do Sudeste Asiático, Hoi An é, seguramente, um destino enriquecedor. Tudo se visita facilmente a pé ou de bicicleta (visto que em determinados períodos do dia não é possível circular de carro), desde os recônditos segredos da cidade velha, as ruas históricas, os cafés e as praças, onde tudo se vende a um preço muito razoável. O que fazer em Hoi An? É certamente uma viagem para vivenciar experiências muito diferentes. O centro histórico oferece um cenário perfeito de tranquilidade e beleza, que se espelham até às plantações de arroz ou à praia de areia branca. Percorrer a ponte japonesa ou largar uma vela no rio são duas tradições às quais ninguém deve escapar. É a passagem ideal para quem se encontra a viajar pelo Vietname, pelo que um dia é suficiente.

Melhor altura do ano para visitar: durante os meses de fevereiro, março e abril, que é quando o tempo está mais ameno.

Split, Croácia

Split, Croácia

Um verdadeiro museu a céu aberto, Split é a segunda maior cidade da Croácia. Justamente por ser uma cidade muito vasta, o ponto de partida deve ser o centro histórico, onde se encontram as principais atrações turísticas. Dentro das muralhas surgem ruas estreitas e edifícios históricos que, deambulando por entre um labirinto de descoberta, nos permitem as melhores experiências. Fora das muralhas há mercados e praças que convidam a sentar tranquilamente em alguma das esplanadas, contemplando a beleza inigualável da cidade. Suba até à colina Marjan, por trilhos pedestres, deixe-se perder pelos bairros ou apanhe um ferrie até algumas das famosas ilhas, como Hvar e Brac.  É no Palácio de Diocleciano – que não é apenas um edifício, mas um aglomerado de vielas, restaurantes, lojas e prédios – que se encontram algumas das principais atrações: a Catedral de São Dômnio e o Museu da Cidade. Caminhar à beira-mar pela Riva é uma excelente forma de desacelerar o ritmo e desfrutar da incrível paisagem.

Melhor altura do ano para visitar: durante os meses de abril a outubro é a altura mais indicada para explorar Split.

Baños, Equador

Baños, Equador

A cidade da aventura, da descoberta e da memória. Baños é uma pequena cidade equatoriana, localizada relativamente perto da capital do Equador, Quito, revelando-se no destino perfeito para os amantes da natureza e de ecoturismo. Procurada pelas suas águas termais, a cidade tem inúmeros locais de águas minerais e sulfurosas que oferecem banhos relaxantes e prazerosos. Uma das atrações a não perder é a famosa casa na árvore, com o mítico Balanço do Fim do Mundo – um incrível baloiço junto a um enorme penhasco – que tanto respira adrenalina como paz. Há um lado mais bucólico expresso na tranquilidade das ruas romanescas, mas também um lado aventureiro, permitindo experienciar diferentes desportos radicais, como escalada, rafting ou até tirolesa. Não se esqueça de incluir no seu roteiro os seguintes pontos: a Rota das Cascatas, um passeio na Floresta Amazónica e um mergulho nas tradicionais piscinas de água quente. Visto que há muito para explorar, o ideal será permanecer na cidade durante três a quatro dias.

Melhor altura do ano para visitar: entre fins de abril até meio de janeiro, uma vez que o verão é muito longo (a altura ideal) e o inverno relativamente curto.

Copenhaga, Dinamarca

Copenhaga, Dinamarca

Se dizem que os dinamarqueses são das pessoas mais felizes do mundo, vale a pena vivenciar um pouco das suas rotinas para percebermos de onde vem essa essência particular. É na capital – Copenhaga – que encontramos a sinergia perfeita. Os cafés acolhedores que se desvendam ao longo do famoso porto do rio de Nyhavn convidam a um ambiente acolhedor, onde surgem conversas calorosas à lareira ou experiências gastronómicas que ficam na memória. Há muito para explorar e o ideal será começar pelo Memorial Anchor, onde se encontra a enorme âncora que representa uma homenagem aos marinheiros dinamarqueses mortos durante a segunda Guerra Mundial. Também a estátua da Pequena Sereia que se ergue da água junto ao porto de Copenhaga é uma das atrações que ninguém deixa por fotografar. O Palácio de Charlottenborg ou o Palácio de Christiansborg, onde está sediada a sede do Parlamento Dinamarquês, são apenas dois dos vários monumentos que se podem visitar na cidade. La Glace é a confeitaria mais antiga da capital e é o local perfeito para experimentar os famosos valnoddekage – uma torta de nozes caramelizadas, chantilly e café glaceado.

Melhor altura do ano para visitar: visto que os meses de inverno são consideravelmente frios e húmidos, os meses de verão são mais viáveis para explorar a cidade.

Florença, Itália

Florença, Itália

É na terra das artes e dos génios que está, provavelmente, uma das maiores riquezas históricas e culturais de Itália – e do mundo. Um verdadeiro museu a céu aberto de palácios, galerias de arte e igrejas (sendo a mais famosa a Basílica di Santa Marie del Fiori), Florença é um destino a não perder. A Galleria Degli Uffizi tem salas que homenageiam os maiores artistas do Renascimento, como Leonardo da Vinci e Rafael, além dos quadros de Botticelli e obras dos maiores artistas mundiais, destacando Michelangelo e Tiziano. A Catedral de Florença é um dos pontos turísticos mais visitados e fica situada na Piazza del Duomo, bem no centro da cidade. O Mercado Central de Florença é o local perfeito para comer durante o dia e experimentar a gastronomia local, assim como o Mercato di San Lorenzo, onde se realiza a maior feira de Florença. Passar a pé na Ponte de Vecchio, a mais antiga da cidade, é um dos marcos em qualquer roteiro. Nela podemos encontrar inúmeras lojas que combinam com a paisagem inigualável da cidade. O pôr do sol é ainda mais bonito quando visto da Piazzale Michelangelo ou na Cupola de Brunelleschi, que fica na Catedral de Santa Marie del Fiore. A gastronomia é uma das melhores de Itália, assim como os vinhos da região que não podem ficar por experimentar.

Melhor altura do ano para visitar: qualquer época do ano é favorável para conhecer Florença, mas é importante relembrar que durante os meses de verão a cidade fica praticamente lotada.

Berlim, Alemanha

Visitar Berlim é mergulhar num mundo que alia, numa sinergia perfeita, a História com a beleza particular de uma das cidades, consideravelmente, mais interessantes para conhecer. Marcada de um ecletismo particular, toda a cidade respira cultura. Dos muitos museus aos diversos eventos musicais que acontecem durante todo o ano, passando pela particular street art que envolve as ruas da cidade numa aparência mais trendy, são vários os motivos para viajar até Berlim. A Ilha dos Museus é uma das zonas mais antigas e mais exploradas da capital e é lá que se encontram alguns dos museus mais importantes, nomeadamente: a Antiga Galeria Nacional, o Museu Antigo, o Museu do Pérgamo e a Catedral de Berlim. Dos vários pontos turísticos a conhecer, destacamos o Portão de Brandemburgo, que está localizado no bairro Mitte, na Pariser Platz, que em tempos era um dos vários portões usados para entrar na cidade. Perto deste portão, encontra-se a sede do parlamento alemão, o edifício do Reichstag, onde é possível visitar a cúpula e o terraço. Ainda lá perto está o Memorial do Holocausto, um memorial dedicado aos seis milhões de judeus mortos durante o regime nazista. O Muro de Berlim é, obviamente, passagem obrigatória, sendo um dos pontos turísticos mais impactantes e que carrega um enorme peso histórico e cultural. É possível ver o que resta da queda do Muro ou encontrar algumas partes espalhadas pela cidade e que representam pinturas de diversos artistas mundiais. Por último, mas não menos interessante, está a Gendarmenmarkt, a graciosa praça central, e o Checkpoint Charlie, o posto militar localizado na antiga fronteira entre Berlim Ocidental e Oriental, que na altura se separava pelo Muro. Explore os mercados, prove a incrível gastronomia e deixe-se contaminar pela energia que se vive nesta cidade.

Melhor altura do ano para visitar: entre maio e outubro, que é quando a temperatura se encontra mais amena e os dias mais longos, permitindo aproveitar mais a cidade durante o dia.

Thimphu, Butão ©D.R.

Thimphu, Butão

Para uma experiência emergente de autoconhecimento, Butão é o destino certo, em todos os sentidos. Thimphu, a capital do reino do Butão, é um mergulho numa espiritualidade singular que se sente a cada passagem, onde o budismo impera de uma forma contagiante para uma experiência particularmente inspiradora. O místico reino do Budão é de tal maneira preservado que qualquer visita ao país deve ser pré-aprovada e pré-paga, através de uma prévia inscrição, que permite também conhecer um leque de atrações e atividades a não perder. Culturalmente enriquecida, a cidade de Thimphu dispõe de vários pontos turísticos, como: a Biblioteca Nacional, onde se encontram inúmeros textos e manuscritos budistas, o Museu Folk Heritage, com exibições de artefactos e ferramentas rurais ou o Mercado de Artesanato, onde é possível comprar tecidos, máscaras e joias locais. Durante o ano há festivais de música, de comida e de dança, que tornam qualquer visita enriquecedora e inesquecível.

Melhor altura do ano para visitar: de junho a setembro é a época ideal, dado que a temperatura se encontra mais agradável.

Dublin, Irlanda

Dizem que o melhor da Irlanda são os irlandeses e a prova poderá partir da essência da capital. Com uma rica História milenar que acompanha a beleza arquitetónica contemporânea, é impossível não apreciar a cultura inigualável de Dublin, que torna a cidade num misto de emoções. Comparada a outras metrópoles, a cidade é facilmente explorada em dois/três dias. Sendo uma cidade socialmente acolhedora, os pubs são considerados pontos turísticos que não podem faltar em nenhum roteiro. O Temple Bar é um dos mais característicos, tendo o nome do próprio bairro onde está situado. O bar é muito amplo e há quase sempre música tradicional ao vivo, que acompanha os típicos pratos regionais. Facilmente explorada a pé, a cidade tem inúmeros monumentos para conhecer. Começamos pela National Gallery of Irland, a mais importante galeria de arte do país, onde estão expostos alguns dos quadros de autores europeus e irlandeses mais reconhecidos. O Trinity College é um dos edifícios mais emblemáticos da cidade e é neste colégio que se pode ver o Book of Keels, o famoso manuscrito medieval da Irlanda, assim como os importantes exemplares que contemplam a Velha Biblioteca. A famosa prisão Kilmainham Gaol é também um dos pontos turísticos mais imperdíveis da cidade, assim como a Catedral de São Patrício. Para uma viagem alternativa ao passado, a visita ao The Little Museum of Dublin é o local ideal.

Melhor altura do ano para visitar: será certamente durante os meses mais quentes, entre abril e setembro, embora seja uma cidade perfeita para explorar em qualquer época do ano.

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