Revista Rua

2021-12-07T11:28:03+00:00 Opinião

Os melhores de 2021

Música
José Manuel Gomes
7 Dezembro, 2021
Os melhores de 2021

É dezembro, o último dos meses. Mais um ano que passou e com ele os habituais balanços, de fim de ano, deste que acaba de passar. Muitos lembrarão 2021 como o irmão mais novo de 2020, o que tem a sua lógica, de facto, depois de mais um ano entre confinamentos e de limitações devido à pandemia provocada pela COVID-19; mas também um ano de maior abertura e de relativa normalidade em algumas alturas do ano.

Em 2020 refletiu-se uma tendência que se seguiu, naturalmente, neste ano, com o adiamento de lançamentos, de concertos, festivais, enfim, de eventos culturais, da mais variada ordem. Ora, naturalmente, com o mundo em standby assistimos a adiamentos nas edições, seja por parte da música, seja por parte do cinema, entre outros.

Ainda assim, foi possível termos, ao longo do ano, um bom punhado de discos, onde tentei resumir a uma lista de pouco menos de 20, nesta que é a lista dos trabalhos discográficos que pessoalmente mais gostei e ouvi ao longo do ano.

Vamos a ela:

1. Floating Points/ Pharoah Sanders/ London Symphony Orchestra – Promises

2. Cassandra Jenkins – An Overview on Phenomenal Nature

3. Snail Mail – Valentine

4. The Weather Station – Ignorance

5. Tyler, the Creator – Call Me If You Get Lost

6. Helado Negro – Far In

7. Hovvdy – True Love

8. Badbadnotgood – Talk Memory

9. Sault – Nine

10. The War on Drugs – I Don’t Live Here Anymore

11. Bruno Pernadas – Private Reasons

12. Sensible Soccers – Manoel

13. Little Simz – Sometimes I Might Be Introvert

14. Arlo Parks – Collapesd in Sunbeams

15. Japanese Breakfast – Jubilee

16. Nick Cave & Warren Ellis – Carnage

17. OCENPSIEA – Oceano-Mar

A variedade foi algo que, de facto, marcou este ano e esta lista de recomendações prova isso mesmo: do jazz ao clássico, passando pelo hip-hop até ao rock mais alternativo, há um pouco de tudo. Toda esta lista está composta, obviamente, por lançamentos que me agradaram particularmente, mas não sou capaz de não dar especial ênfase ao trabalho de Floating Points em colaboração com Pharoah Sanders e a London Symphony Orchestra. Promisses é um trabalho magnífico, composto por uma música só, dividida em nove momentos, que junta o DJ e músico britânico, ligado à música eletrónica, com a lenda do jazz, o saxofonista octogenário, norte-americano, Pharoah Sanders. O resultado é sublime e foi o disco que mais ouvi ao longo de todo este 2021. Mas ouçam esta lista de sugestões que tem ainda três nomes nacionais.

No geral, 2021 foi um bom ano, nos lançamentos, mas que nos privou ainda bastante, sobretudo no contacto com os espetáculos ao vivo. São verdadeiros heróis, os artistas que, a saberem que terão forçadamente menos espetáculos, ainda se comprometem em editar trabalhos discográficos. Por último, fica a menção honrosa e saudosa ao final anunciado de Daft Punk.

Aproveito, por último, para desejar a toda a Revista Rua e aos seus leitores Feliz Natal e um excelente 2022!

Sobre o Autor:
Signo escorpião, sei informática na ótica do utilizador, programador do espaço cultural Banhos Velhos e sou um eterno amante de música, do cinema e do Sozinho em casa.

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