Revista Rua

2021-06-09T15:05:28+01:00 Cultura, Música

:PAPERCUTZ em entrevista: banda atua no Theatro Circo a 11 de junho

Bruno Miguel: “De uma forma universal, a esperança é uma grande fonte de força”
Fotografia ©Pedro Mkk
Redação9 Junho, 2021
:PAPERCUTZ em entrevista: banda atua no Theatro Circo a 11 de junho
Bruno Miguel: “De uma forma universal, a esperança é uma grande fonte de força”

Depois dos desafios impostos pela pandemia, que mudaram o rumo internacional de uma digressão que se antevia intensa, o grupo do produtor portuense Bruno Miguel, :PAPERCUTZ, estreia-se num dos palcos nacionais mais entusiasmantes: o Theatro Circo. Com o espetáculo agendado para 11 de junho, às 19h, os :PAPERCUTZ preparam-se para trazer o seu álbum King Ruiner à sala bracarense. Em entrevista, a RUA dá voz a Bruno Miguel, que nos fala sobre os momentos vividos em pandemia e aponta os planos para o futuro próximo.

De regresso aos palcos e depois de um período de pausa imposto pela pandemia, como é que está a ser esta fase de recomeço? O que é que o Bruno vai explorar em palco nos próximos concertos em agenda e que novidades podemos esperar?

Depois desta última paragem imposta, que foi necessária pelos motivos óbvios, já passamos este ano pelo Centro Cultural Malaposta e o Hard Club, mas no Theatro Circo vamos estrear o mais recente capítulo ao vivo do último álbum, um espetáculo com o nome de Choral. Este revela as canções do King Ruiner, explorando com um trio de cantoras convidadas tanto uma tradição oral como melodias contemporâneas que se complementam sobre texturas de música eletrónica. Este formato de concerto apenas aconteceu num registo filmado para a Antena 3, mas sem a presença de público. Outra novidade é algo que contemplei para estas salas, um desenho de luz, que tornasse a performance mais imersiva para o seu público, para que assim pudessem sentir-se parte de uma experiência onírica, auditiva e visual.

O último álbum foi lançado em altura de pandemia, o que impossibilitou a digressão internacional que estava planeada. De que forma conseguiu, ainda assim, dar a conhecer este King Ruiner e como é que tem sido o feedback?

No ano passado, ainda tivemos oportunidade de apresentar o álbum ao vivo em alguns palcos como o Centro Cultural de Belém. A premissa foi começar com pequenos concertos e depois estender a uma participação de outros músicos nacionais de projetos que fizeram parte de uma edição especial de nome King Ruiner (Deluxe) que também teve edição durante a pandemia. Esses concertos tinham como nome King Ruiner Ao Vivo (Com Convidados). Eu penso que o álbum foi muito bem recebido e continua a manter interesse de ouvintes, o que é um sinal positivo de alguma longevidade dos seus temas.

Para o concerto que vai acontecer brevemente no Theatro Circo, teremos algumas vozes que se juntam em palco. Pode apresentar-nos alguns dos artistas convidados e a respetiva importância para a concretização deste trabalho tão amplo?

Catarina Valadas, Sofia Sá e Maria Gouveia são as vozes deste concerto. A importância é que cada uma foi escolhida pelo seu registo específico Soprano, Mezzo-soprano, Contralto, e que se funde num registo coral. Além de que são cantoras que nos seus momentos destacados têm uma entrega a cada tema que vive da sua interpretação. Em parte, este espetáculo representa o meu fascínio já longo pela voz feminina e que se apresenta mais destacada que nunca ao longo do seu alinhamento.

O concerto no Theatro Circo será uma estreia ou o Bruno já teve oportunidade de pisar o palco da sala de espetáculos? Está motivado?

Será uma estreia. Eu já toquei anteriormente em Braga, mas faltava o Theatro Circo. Sim, claro, qualquer projeto nacional ou internacional estaria, é uma sala de espetáculos única!

Fotografia ©Pedro Mkk

Durante a pandemia, o Bruno explorou novos temas que irá apresentar agora em palco ou será uma apresentação na íntegra do recente álbum?

É verdade que durante a pandemia escrevi novos temas. O que acontece é que com o confinamento no início do ano, estes concertos de apresentação do álbum King Ruiner ficaram adiados e são esses que estamos a levar aos palcos de momento. Penso que estas músicas têm em si mais que uma forma de apresentação. Por exemplo, ainda no fim de semana passado, tivemos uma data no Porto bem mais energética do que o espectáculo Choral, mas ambos vivem de uma seleção do mesmo reportório.

Ainda com alguns concertos futuros agendados, quais são os planos para este ano? Há um novo disco em mente?

Novo EP de nome So Far So Fading com uma paragem para novas gravações e voltamos em setembro para a sua apresentação. Mais datas vão ser anunciadas já nas próximas semanas. O lançamento foi revisto para depois do verão pelos motivos já mencionados. É um projeto que reúne novos arranjos de canções das diversas edições do projeto e composições originais com convidados como o orquestrador Bruno Ferreira e um ensemble de músicos de formação erudita, com um registo captado no Conservatório do Porto e que terá apresentações ao vivo com uma formação nova e alargada. E, se tudo correr como planeado, começamos as gravações de um próximo álbum ainda este ano. Penso que a pandemia mostrou a necessidade de adaptação e, como tal, desta vez vamos estar mais preparados. Tal como num tema de King Ruiner se suspira em inglês: “Her name is Hope”, ou seja, de uma forma universal, a esperança é uma grande fonte de força.

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