Revista Rua

2020-10-22T09:39:13+00:00 Descobrir, Viagens

Pelas terras transmontanas: 10 locais a visitar em Bragança

Os locais a ter em conta numa visita a Bragança.
Redação
Redação12 Outubro, 2020
Pelas terras transmontanas: 10 locais a visitar em Bragança
Os locais a ter em conta numa visita a Bragança.

Por entre as serras e vales, repleta de tradições e culturas muito próprias, gastronomia única, monumentos majestosos e paisagens de tirar o fôlego, existe Bragança, uma das regiões mais procuradas neste início de estação. É associada ao nascimento e desenvolvimento do nosso país e desde sempre foi isolada em relação a outras regiões. Mas engana-se quem pensa que não se desenvolveu, aliás, graças às boas estradas de ligação, Bragança desenvolveu as suas próprias culturas, tradições e atividades turísticas!

Com taxas de ocupação próximas dos cem por cento em termos de alojamento rural e o aumento significativo no alojamento citadino, esta cidade passou a ser mais do que um sítio para turismo sazonal, mas de turismo ao longo de todo o ano. Apesar da pandemia e da inevitável queda de taxas de ocupação e de turismo, o Presidente da Câmara Municipal de Bragança, Hernâni Dias, afirma que “o turismo rural no concelho de Bragança cresceu, nos meses de verão, face ao ano de 2019, após o arranque da campanha Bragança. Naturalmente!. Considerando todos estes desenvolvimentos, a RUA sugere dez locais de visita imperdível numa viagem de descoberta da região durante as brisas frescas de outono.

Aldeia de Gimonde

Uma pequena aldeia e freguesia do concelho de Bragança com cerca de 340 habitantes. Gimonde oferece paisagens soberbas, riquezas patrimoniais e pitorescas do quotidiano rural. É uma das mais genuínas terras transmontanas, sempre com calor humano e a arte de receber muito bem os seus turistas e habitantes. É o local perfeito para uma escapadinha de fim de semana ou férias para uma maior conexão com a natureza. A principal atração é a Ponte de Gimonde, ou Ponte Velha, uma antiga ponte romana em que a sua estrutura original foi alterada ao longo dos séculos, sobretudo durante a Idade Média, e refeita através de xisto assente em maciço rochoso.

Rio de Onor

Pode ter sido criado no povoado medieval de Vinhas Cales, mas sabe-se que pertenceu à Casa de Bragança. Divide o território com a sua vizinha espanhola, Rihonor de Castilla. Da tradição e do convívio entre as duas aldeias nasce um novo dialeto – o rionorês. Ainda partilham terrenos e moinhos, entre várias memórias. Insere-se no Parque Natural de Montesinho e na Zona de Proteção da Rede Natura 2000. Também reconhecida pelo rio Contensa, a aldeia de Rio de Onor é de uma beleza medieval. Uma curiosidade? Por ser uma aldeia na fronteira, a maioria dos habitantes tornou-se bilingue ou até trilingue (português, castelhano e rionorês). A nível de turismo, sugerimos que visite a ponte romana, a igreja matriz e um castro medieval.

Montesinho

É uma aldeia tipicamente transmontana situada nos contrafortes da Serra de Montesinho, a cerca de 1000 metros de altura, em pleno Parque Natural de Montesinho. Com a oferta de uma beleza natural inigualável e com uma serenidade muito característica, as casas são adaptadas para turismo sendo feitas de granito, com telhados em lousa e varandas em madeira, abertas em direção da serra. Esta região convida às demoradas caminhadas, como o Passeio Pedestre de Montesinho – de dez quilómetros – da qual fazem parte trilhos e caminhos nas aldeias de Montesinho, França e Portelo. O verde das pastagens pincelado por flores coloridas e o dourado e avermelhado dos bosques são o cenário idílico para passar um fim de tarde ou até um fim de semana a dois. Tome atenção e poderá também encontrar cegonhas negras, águias-reais, lobos ibéricos e até veados.

 

Castelo de Bragança

Reza a lenda que por volta de 1409, o rei D. João I mandou construir o Castelo de Bragança como uma forte afirmação da independência perante Leão e Castela. Ali, fez implantar uma torre, de 34 metros, em homenagem e ampliou a edificação militar do tempo de D. Sancho I e de D. Dinis. O castelo foi construído por um extenso conjunto de muralhas que revelam quatro recintos autónomos, numa planta oval cujo interior está direcionado segundo dois eixos que estabelecem a ligação entre a Porta do Sol e a Porta de Santo António, porta que dá para a parte mais velha da cidade. É um dos castelos portugueses mais importantes e mais preservados.

Museu Ibérico da Máscara e do Traje ©D.R.

Cidadela de Bragança

É exatamente o que aparenta ser: uma cidade dentro de outra cidade, com quase 900 anos de diferença. Esta cidade dos primórdios reforçou-se, tornando-se na cidade atual. O pequeno perímetro da Cidadela Brigantina teve um papel importante na formação e no decorrer da História de Portugal. Serviu de defesa da antiga vila medieval e das pequenas povoações.

Museu Ibérico da Máscara e do Traje

No centro histórico de Bragança encontra-se o museu que divulga as tradições relacionadas com as festas de inverno e de carnaval de Trás-os-Montes, Alto Douro e do distrito de Zamora. Neste local pode encontrar-se vários tipos de máscaras e trajes que os Caretos usam nas Festas dos Rapazes.  Inaugurado em fevereiro de 2007, este museu resulta de um projeto de cooperação transfronteiriça entre as regiões de Bragança e Zamora, como forma de perpetuar a tradição dos rituais. Encontra-se instalado numa casa antiga da cidadela de Bragança e conta com 46 trajes e 60 máscaras representativos de 29 localidades, 18 portuguesas e 11 espanholas.

Basílica do Santo Cristo de Outeiro

Desde 1027 é considerada como um monumento nacional. Trata-se de um templo do século XVII, em que a construção foi associada à necessidade de afirmação do país enquanto nação independente do território espanhol. Originalmente era um pequeno templo ao abandono até que, segundo a lenda, o Santo Cristo terá suado sangue, conforme as inscrições nas paredes da igreja, tornando-se num lugar de grande importância para peregrinação. O edifício é composto por um templo com planta em cruz latina, sacristia e casa de arrumações. É de realçar o teto apainelado com três dezenas de caixotões pintados com cenas da vida de Cristo, executados em 1768 por Damião Bustamante oriundo de Valladolid, e paredes igualmente pintadas sobre tela. É a única basílica localizada numa aldeia.

Sé Velha de Bragança ©D.R.

Sé Velha de Bragança

Este monumento teve um início um tanto atribulado. Primeiramente, funcionou como Sé Catedral projetada pelo desejo do povo e do 5º Duque de Bragança, D. Teodósio, de construir um Convento da Ordem das Clarissas. Numa fase de conclusão, foi entregue à Companhia de Jesus, em 1561, que o transformou num colégio Jesuítico. Durante duzentos anos foi alvo de um nível cultural e religioso mas, com a expulsão da Companhia de Jesus de Portugal, o edifício foi entregue à diocese de Miranda do Douro. Estes, achando que o edifício não tinha dimensões para ser uma Sé, mandaram acrescentar um novo edifício. Prima pelo estilo Renascentista, acolhendo uma imagem de Nossa Senhora com o Menino.

 

A “Porca” do Pelourinho Medieval

Dentro da cidadela de Bragança, encontramos um pelourinho medieval caricato. Apesar da edificação da coluna principal com a cruz datada do século XIII, do mesmo período histórico da edificação inicial do castelo, na base existe uma enorme estátua da “porca da vila” – uma escultura proto-histórica provavelmente do século 400 A.C – simbolizando o pagão de poder. Não tendo a certeza do porquê da sua criação, a teoria mais aceite é que, tal como o Domus Municipalis, um edifício onde eram decididas as medidas a tomar na comunidade, a “porca da vila” materializa a afirmação de Bragança como uma cidade autónoma e de poder no período medieval.

Centro de Ciência Viva de Bragança

O Centro de Ciência Viva de Bragança permite explorar temas como ambiente, energia e reciclagem através de exposições, como Pegada Ecológica, Corrida de Caracóis, Bolo de Anos e Ambiente e Qualidade de Vida. O centro funciona entre a terça e sexta das 10h até às 18h e sábado, domingos e feriados das 11h até as 19h.

Partilhar Artigo: