
Aproximamo-nos da época natalícia e de todo o entusiasmo e alegria que esta quadra representa para adultos e crianças. A magia e a imaginação andam de mãos dadas e os mais pequeninos sonham com o Pai Natal a descer pela chaminé, cansado, com fome e carregadinho com presentes que pediram e tanto desejam.
Muitos pais preservam tradições de família, crenças, rituais que querem passar aos seus filhos para que se perpetuem e não se perca este espírito.
Nesta espera e expectativa de se criarem boas memórias, vive-se o alvoroço do dia a dia. São as preocupações do trabalho, levar e ir buscar os miúdos à escola, atividades para lá e para cá, trabalhos de casa para fazer, casa para organizar e, no meio desta vida, tantas vezes em piloto automático, os pais dizem coisas como “Se não te portares bem, vou ligar ao Pai Natal e dizer-lhe para não trazer os teus presentes!” ou “Se não comeres a sopa vou ligar ao Pai Natal!”.
Se é isto que está a acontecer por aí, vamos refletir sobre o seguinte: porque motivo é preciso ligar ao Pai Natal para melhorar o comportamento dos miúdos?
Vale a pena pensar que o cansaço, a ansiedade, a falta de paciência resultam de várias condicionantes que, na maioria das vezes, pouco têm a ver com os miúdos. Identificar as necessidades que precisam de ser satisfeitas, delegar o que for possível, descansar antes de chegar ao limite, redefinir prioridades e aceitar as dificuldades são pequenas coisas que se tornam valiosas para que o dia a dia se torne mais leve e prazeroso. Por outro lado, acredito que muitos pais poderão não ter estratégias para lidar com os comportamentos mais desafiantes dos seus filhos, recorrendo a chantagens, castigos e afins. A boa notícia que te trago neste Natal, é que não tem de ser assim.
Sugiro então que possamos deixar o Pai Natal fazer o melhor que sabe que é espalhar a sua magia . Sabemos que educar não é tarefa fácil e que os desafios são constantes. No entanto, é da nossa responsabilidade fazer boas escolhas, procurar soluções para criar relações com significado com os nossos filhos. Se estiver mesmo difícil é preciso ter coragem para saber pedir ajuda.
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Sobre a autora
Mãe de 3 crianças com 10, 8 e 5 anos, apaixonada pela família e colecionadora de boas memórias. É Orientadora Parental em Parentalidade e Educação Positivas. Na prática, ajuda famílias nos desafios da parentalidade, a torná-la mais leve e a construírem relações com mais significado.
Instagram:@anamagdabarroso
