Revista Rua

2019-08-23T18:22:02+01:00 Opinião

Queen Symphonic ou as “orquestras” mágicas que homenageiam os míticos Queen

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Cláudia Paiva Silva
23 Agosto, 2019
Queen Symphonic ou as “orquestras” mágicas que homenageiam os míticos Queen

Nos dias 13 e 14 de setembro no Campo Pequeno, em Lisboa, a Banda Sinfónica da PSP e a Lisbon Film Orchestra, conduzidas pelo maestro Richard Sidwell, vão reinterpretar os maiores sucessos dos Queen, numa homenagem à banda que sempre apreciou a música clássica – e que sempre tentou colocar os estilos mais clássicos junto do rock mais moderno.

Sem dúvida que 2019 ficará na história da cultura popular como o ano do filme Bohemian Rhapsody e do Óscar para o ator, protagonista e “reencarnação” de Freddie Mercury, Rami Malek.

Contudo, basta ouvir alguns minutos de rádio ou estar atento aos anúncios publicitários para perceber que há já muito mais tempo, desde quase sempre, aliás, as músicas perduram, com a voz de Freddie engrandecendo qualquer frequência sintonizada, cada riff de guitarra de Brian May a sobrepor-se a marcas de eletrodomésticos ou redes de telecomunicações.

Queen são um marco, um símbolo musical. Uma banda que ontem, hoje e no futuro, irá continuar bem viva, muitíssimo depois da morte de Freddie, muito depois da banda em si se reunir ou não, em concertos vários, por variadas razões. Não há geração que não os conheça, que não saiba pelo menos uma canção de cor, apesar de todo o “barulho” musical que vai nascendo por aqui e por ali, mas que, não sendo comparável, é também, efémero. Assim, o grupo de quatro amigos que se juntaram apenas para fazer boa música, ficará eterno, num plano consagrado às grandes estrelas, não querendo saber o que se esconde por detrás das luzes de ribalta. A sua arte é tudo o que vale a pena guardar.

É por isso que 50 anos após o nascimento da banda vão ser tocadas 50 músicas em palco. É por isso que às orquestras nacionais se juntam Jenna Lee James, Jon Boydon, Rachael Wooding e Peter Eldridge, reconhecidos atores do teatro londrino do West End, que participaram no musical We Will Rock You. É também por isso que estes concertos têm o apoio de Brian May, eterno guitarrista da banda.

Mesmo para quem não goste de formatos sinfónicos, não há como fugir ao reinventar dos temas dos Queen, não há como não trautear as músicas, arrastar a voz em algumas canções. They Will Rock You!

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