Revista Rua

2021-05-07T10:39:56+01:00 Cultura, Música

RAN: um trio clássico português à espera de ser revelado

RAN é o nome do projeto composto pelos três amigos que, juntos, decidiram “trazer ao mundo, em forma de som, todo o seu universo musical e pessoal”.
Ilustrações Pedro Brito
Redação7 Maio, 2021
RAN: um trio clássico português à espera de ser revelado
RAN é o nome do projeto composto pelos três amigos que, juntos, decidiram “trazer ao mundo, em forma de som, todo o seu universo musical e pessoal”.

O trio clássico português composto por João Rijo (na bateria), Hugo Antunes (no baixo elétrico) e Daniel Neto (na guitarra) lança o seu primeiro EP a 7 de maio, em exclusivo no Bandcamp. RAN é o nome do projeto composto pelos três amigos que, juntos, decidiram “trazer ao mundo, em forma de som, todo o seu universo musical e pessoal”.

João Rijo é um autodidata apaixonado pela bateria que, ao longo do tempo, teve oportunidade de tocar com músicos como Carlos do Carmo, Luísa Sobral, André Carvalho, Lars Arens, Johannes Krieger, Nuno Ferreira, Afonso Pais ou Perico Sambeat, nas principais salas, clubes e festivais de Portugal, Espanha, Alemanha, Croácia, Eslovénia, Roménia, Egipto e Brasil. Atualmente prossegue o seu trabalho de músico freelancer como sideman. “A música esteve presente desde muito novo. Primeiro por influência familiar: havia em casa uma grande coleção de vinil e mais tarde cd’s de diferentes géneros. Posteriormente, na juventude, as influências musicais foram feitas nos círculos de amizades. Foi a descoberta do Punk, do Heavy Metal e do Indie. Foi também nesta época a primeira vez que vi de perto e dei a primeira baquetada numa bateria. Depois de um considerável período a tocar nos tachos e panelas de casa, a família acedeu à compra de uma bateria aos 16 anos. Ainda tenho presente na memória esses tempos, bem como as peças dessa primeira bateria”, conta João Rijo.

Hugo Antunes é natural do Barreiro e trocou uma carreira de oculista pela carreira de músico. Iniciou os seus estudos de baixo elétrico com 26 anos, mas passado meio ano optou pelo contrabaixo. Membro das bandas Mad Nomad, LAB LAB, ex-Ih8Camera, ex-Velkro, ex-Loopless, Space Quartet, figura incontornável na música improvisada.“O meu avô tocava trombone numa orquestra swing e gostava de música de big band, Glenn Miller, etc. Sempre se ouviu música em família e eu tinha uma guitarra acústica, mal tratada e impossível de tocar, trazida de Espanha pela minha avó, com a qual simulava os solos dos Maiden, do Gilmour e do Mark Knopfler. Os meus pais levavam-me de tempos a tempos a bares com música ao vivo e aos domingos ouvia-se Rita Lee, Carlos do Carmo e Led Zeppelin lá em casa. Fiz parte de algumas bandas de garagem no Barreiro que me cruzaram com outros músicos. Comprei um baixo, réplica do Fender do Steve Harris, por vinte contos. Eram os 90’s e tudo era intuitivo, mas esse percurso acabou por me fazer apaixonar pela música improvisada e pelo jazz. Aos 26 anos, do nada, abandonei a carreira de oculista para ir aprender a tocar contrabaixo. Até então tinha tocado como amador em bandas de metal, de fusão e de funk”, destaca Hugo Antunes.

Daniel Neto nasceu em Calw, nos arredores de Estugarda, na Alemanha. Começou a tocar guitarra aos 14 anos e, ao longo do tempo, participou em vários projetos musicais com Carlos Barretto, Alexandre Frazão, João Rijo, Diogo Vida, Loet Van Der Lee, João Custódio, Jorge Moniz, Massimo Cavalli, Ricardo Toscano, Samuel Lercher, João Lencastre, Johannes Krieger, entre outros. “Eu nasci em Calw, arredores de Estugarda na Alemanha, filho de emigrantes portugueses. O meu primeiro contacto com a música foi aos quatro anos através da minha ama, uma senhora de idade exilada do bloco de leste que me sentava numa cadeira e ali ficava super fascinado a ouvi-la tocar piano. Comecei a tocar mais tarde, com 14 anos, também na Alemanha em casa de um primo que me mostrou uma guitarra elétrica e a partir daí despertou-se todo um novo universo”, relata Daniel.

Conheça o trabalho destes três músicos aqui.

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